<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355</id><updated>2011-12-01T17:41:52.026Z</updated><title type='text'>Roxa xenaider</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>204</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-1746686750670028530</id><published>2008-10-14T23:09:00.002+01:00</published><updated>2008-10-14T23:20:41.560+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;                A  “PANTUFADA”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Doce palavra esta!&lt;br /&gt;Foi,  talvez  há mais de  vinte anos que, tanto quanto posso recordar, a ouvi, fixei na memória  e devo uma imensa gratidão à  senhora que a pronunciou .&lt;br /&gt;          No tempo, pré Abecassis, ainda circulavam autocarros na  Rua Augusta. E com que velocidade o faziam!&lt;br /&gt;            Havia várias paragens ao longo da Rua,  o trânsito fazia-se no sentido Sul Norte e os carros que circulavam pelo meio da rua, ao aproximar-se da paragem, inflectiam para o passeio à beira do qual se organizavam as filas de espera.&lt;br /&gt;              Assim, como habitualmente acontecia, era eu um dos pacientes candidatos a passageiros.&lt;br /&gt;               A umas dezenas de metros mais diante da “minha” paragem  havia uma outra para a qual se dirigia em grande velocidade, um  autocarro, muito rente ao passeio para facilitar a abordagem,&lt;br /&gt;                Como as pessoas daquele tempo se lembrarão, o perfil da rua ere  abaulado pelo que os carros vindo junto ao passeio, faziam  com que  o espelho retrovisor,  uma peça de razoável dimensão, ultrapassasse o limite do passeio.&lt;br /&gt;                Subitamente sinto-me puxado para trás com violência e vejo passar no sítio onde momentos antes estivera minha pobre cabeça, que já lá não estava, e que aliás nem estaria mais, se uma senhora  me não tivesse salvo a vida com  o seu povidencial puxão, acompanhando o  generoso gesto com o mais do que apropriado comentário: “ o senhor ia levando  uma pantufada!”&lt;br /&gt;            O que são as contradições  humanas! Já me não lembro da senhora, mas não esqueci  a palavra; não mais usei chinelos.&lt;br /&gt;             Calço pantufas... &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-1746686750670028530?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/1746686750670028530/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=1746686750670028530&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/1746686750670028530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/1746686750670028530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2008/10/pantufada-doce-palavra-esta-foi-talvez.html' title=''/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-2507756483173061240</id><published>2008-10-14T22:43:00.001+01:00</published><updated>2008-10-14T22:45:31.566+01:00</updated><title type='text'>recordações</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;                                    Recordações&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Como sucede  habitualmente de manhã, debrucei-me da janela e olhei o vasto espaço  que tinha ao alcance do meu 10º andar.&lt;br /&gt;           Algo me fez reviver a minha longínqua infância: as brincadeiras e até as inocentes maldades que todas as crianças fazem e algumas vão fazendo e refinando pela vida fora, valha a verdade.&lt;br /&gt;             De repente dei por mim contemplando um carreirinhos de formigas.&lt;br /&gt;              Em  seguida veio a costumada maldade: esmaguei o carreirinho e fiquei-me a contemplar a desordem que se estabeleceu naquele, antes tão bem organizado, cortejo.&lt;br /&gt;               As formigas escapadas à mortandade corriam desorientadas em todas as direcções.&lt;br /&gt;               Mas apenas uns curtos minutos durou o pânico e a desorientação. Pouco a pouco, muito pouco tempo aliás, tudo  voltou à normalidade, o carreiro recompôs-se e  retomou o caminho anterior.&lt;br /&gt;                Esqueci as formigas e voltei à realidade do presente.&lt;br /&gt;                À minha frente, em várias direcções e  a diversos níveis, corriam&lt;br /&gt;oito vias rápidas e por elas circulavam a grande velocidade, a hora de ponta já ficara para trás, inúmeros carros  ligeiros e pesados a um ritmo quase alucinante.&lt;br /&gt;                A distância entre o meu ponto de observação e os diferentes  laços&lt;br /&gt;causava um efeito de tele-objectiva, como que “esmagando” a paisagem .&lt;br /&gt;                Assim se criava  a ilusão de que  os veículos que se deslocavam&lt;br /&gt;da esquerda para a direita iriam colidir com os que circulavam em sentido contrário.&lt;br /&gt;                À tarde correrão em sentidos opostos. Assim foi nos dias anteriores,&lt;br /&gt;assim será no futuro.&lt;br /&gt;                Alguém pisou no formigueiro.&lt;br /&gt;                 Pus-me a especular e conclui: isto é apenas  o  “play-off” do  formigueiro que é a Sociedade no seu conjunto.&lt;br /&gt;                 E ninguém, parece interessado em levantar o pé.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-2507756483173061240?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/2507756483173061240/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=2507756483173061240&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/2507756483173061240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/2507756483173061240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2008/10/recordaes.html' title='recordações'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-5123760216481864244</id><published>2008-10-06T20:40:00.004+01:00</published><updated>2008-10-10T19:30:57.891+01:00</updated><title type='text'>tremulo,claudicante (corrigido)</title><content type='html'>Trémulo, claudicante,&lt;br /&gt;no seu fraque de bom corte,&lt;br /&gt;de olho lacrimejante,&lt;br /&gt;lamentando a sua sorte,&lt;br /&gt;seguia o infeliz noivo&lt;br /&gt;cumprino o sacrifício&lt;br /&gt;de receber na igreja,&lt;br /&gt;avantajada maquia&lt;br /&gt;- servida numa bandeja –&lt;br /&gt;que a velha noiva trazia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá ía a filosofar:&lt;br /&gt;“vou juntar aos meus trint’anos&lt;br /&gt;os setenta e cinco dela.&lt;br /&gt;que pouco pode durar.&lt;br /&gt;E a vida há-de ser bela&lt;br /&gt;com dinheiro pr’a gastar,&lt;br /&gt;com todo o Mundo pr’a ver&lt;br /&gt;e miúdas pr’a conquistar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim chegou à Igreja.&lt;br /&gt;Postou-se junto ao altar&lt;br /&gt;debaixo d'olhares d'inveja&lt;br /&gt;de muitos dos circunstantes&lt;br /&gt;esperando que a noiva chegasse&lt;br /&gt;dentro de poucos instantes.&lt;br /&gt;Esperou, esperou e desesperou&lt;br /&gt;vendo os minutos passar&lt;br /&gt;e da noiva nem a sombra.&lt;br /&gt;Eis que da porta de entrada&lt;br /&gt;vem um certo burburinho,&lt;br /&gt;e a figura desesperada&lt;br /&gt;de um solitário padrinho,&lt;br /&gt;poisque não trazia a noiva.&lt;br /&gt;O pobre vinha sozinho&lt;br /&gt;trazendo a triste notícia:&lt;br /&gt;“A velha noiva pisgou-se&lt;br /&gt;com um moço de vinte anos”.&lt;br /&gt;Por algum tempo pensou-se&lt;br /&gt;que seriam grandes os danos.&lt;br /&gt;com o “copo de água” pago,&lt;br /&gt;com a cerveja a aquecer,&lt;br /&gt;os rissóis a arrefecer,&lt;br /&gt;os doces a derreter.&lt;br /&gt;e os convivas esfomeados&lt;br /&gt;com os dentes a ranger.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi então que o noivo deu&lt;br /&gt;prova de sabedoria.&lt;br /&gt;Erguendo os braços ao Céu,&lt;br /&gt;diz: "obrigado Senhor&lt;br /&gt;pela lição que me deste&lt;br /&gt;não me deixando vender".&lt;br /&gt;Deitou o fraque pr'o chão,&lt;br /&gt;e,aliviado o coração,&lt;br /&gt;abandonou a igrela&lt;br /&gt;e seguido p'la comitiva.&lt;br /&gt;lançou~se sobre a cerveja,&lt;br /&gt;os doces e os rissois&lt;br /&gt;e comeram sem parança &lt;br /&gt;os pratos de caracois.&lt;br /&gt;De todos,o mais contente&lt;br /&gt;era o eis infeliz noivo&lt;br /&gt;que, pobre mas conformado&lt;br /&gt;fez honras ao beberete.&lt;br /&gt;É,como diz o ditado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      "Pobrete, mas alegrete!"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-5123760216481864244?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/5123760216481864244/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=5123760216481864244&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/5123760216481864244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/5123760216481864244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2008/10/tremuloclaudicante.html' title='tremulo,claudicante (corrigido)'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-5611850160975908298</id><published>2008-09-12T01:02:00.002+01:00</published><updated>2008-10-10T19:32:37.343+01:00</updated><title type='text'>As coisas ca'gente ouve (2)</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            AS COISAS CA’GENTE OUVE !”   (2)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Estava a ver a tourada da “Caras”, e um dos touros não investia com o cavalo por mais voltas que o cavaleiro lhe desse, até que este resolveu meter um ferro de qualquer maneira.&lt;br /&gt;         Aí, o touro começou a investir, julgava eu que por sentir dores, mas… oiçamos as palavras do comentador:&lt;br /&gt;…”contrariamente ao que muita gente pensa, isto não faz mal ao toiro, antes o “”abre”como se diz na nossa linguagem, e passa a investir mais e a dar mais cor à lide”&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;       “E esta hein!” como diria o saudoso Fernando Pessa. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-5611850160975908298?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/5611850160975908298/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=5611850160975908298&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/5611850160975908298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/5611850160975908298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2008/09/as-coisas-cagenre-ouve-2.html' title='As coisas ca&apos;gente ouve (2)'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-889316203604671337</id><published>2008-09-03T21:23:00.002+01:00</published><updated>2008-09-03T21:31:40.600+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                      &lt;br /&gt;                                   “AUGÚRIOS”&lt;br /&gt;…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;             Há já algum tempo escrevi uns episódios da minha passagem pela “Tropa”&lt;br /&gt;           Agora vou escrever sobre a minha “pré-tropa”, que começou pela inspecção militar. Esta processava-se habitualmente no  Quartel General de Lisboa e não augurava nada de bom.&lt;br /&gt;          O cenário era deprimente.&lt;br /&gt;          Imagine-se uma ou duas dezenas de moços de vinte anos, das mais variadas procedências, cultura educação, etc inteiramente nus durante horas em frente uns dos outros e sem&lt;br /&gt;escapatória  que permitisse esconder a sua nudez, ainda por cima na presença de alguns mais descarados que faziam gala em exibir-se troçando dos mais recatados.&lt;br /&gt;         Parece que pela minha parte a situação não deveria ser constrangedora, dado o   meu estágio”anterior com mais quarenta homens vivendo juntos durante as vinte e quatro horas do dia, multiplicadas por meses ou anos.&lt;br /&gt;         Mas aí, a situação era diferente; cada um procurava  proteger a sua privacidade respeitando a do outros,&lt;br /&gt;         Quando me chamaram e entrei na sala de inspecções, ouvi um dos médicos dizer: “ora até que enfim!”&lt;br /&gt;        Fui apurado, Os rapazes do meu Bairro, Alfama não primavam pelo aspecto físico, e eu que na infância havia sido bem alimentado, devia  apresentar um físico pelo menos de aspecto saudável    &lt;br /&gt;        Em contra partida, um amigo meu que vivia em Alfama mas era natural da Charneca do Lumiar, posto em confronto com os rapazes da Charneca, ao tempo região agrícola ,perdeu na comparação e ganhou na dispensa do serviço militar.&lt;br /&gt;        E eu, que já não augurara nada de bom à entrada, vi comprovadas  as  minhas reservas. Se já me sentira constrangido quando nu entre nus, ali foi bastante pior: estava nu entre gente vestida que me pesquisava minuciosamente.&lt;br /&gt;         O médico inspector,  entre várias inquirições perguntou-me a profissão. Respondi: “ assistente de operador cinematográfico”&lt;br /&gt; “ E em que cinema é que trabalha?&lt;br /&gt;“Não trabalho nos cinemas mas no estúdio onde são filmados.”&lt;br /&gt;“ O quê? Estar lá ruca-ruca-ruca?” e juntando o gesto à palavra fez o gesto de dar à manivela enquanto dizia com grande convicção.&lt;br /&gt;“Isso é lá profissão!!!&lt;br /&gt;         Depois, como era fatal, fui para a tropa e, como era também fatal, continuei a ouvir raciocínios deste quilate.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-889316203604671337?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/889316203604671337/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=889316203604671337&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/889316203604671337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/889316203604671337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2008/09/augrios-h-j-algum-tempo-escrevi-uns.html' title=''/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-4115302489993521094</id><published>2008-08-06T01:10:00.002+01:00</published><updated>2008-08-06T01:19:45.447+01:00</updated><title type='text'>Ainda a Saga dos Hotéis do mato</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;                      Ainda a Saga do Hotéis do Mato&lt;br /&gt; Fins dos anos sessenta do Século XX, obviamente.&lt;br /&gt;Regressávamos, minha Mulher e eu, das filmagens de uma produção francesa em que ambos trabalháramos, e decidimos pernoitar em   N’Dalatando, ao tempo Vila Salazar.&lt;br /&gt;       Já sabia por antigas e dolorosas experiências que iríamos dormir num mau hotel Mas enfim, seria apenas mais uma noite das muitas já ”sofridas”.&lt;br /&gt;         Antes de nos instaalarmos, fui cumprimentar o Governador, já meu conhecido dos tempos de Administrador, que na ocasião me recomendou um novo Hotel, recém inaugurado.&lt;br /&gt;        Assim procurei o estabelecimento onde um criado me indicou um Bar do outro lado da rua, onde estaria a proprietária.&lt;br /&gt;        A senhora com ar enfastiado entregou-me uma chave, e recambiou-me para o outro lado da Rua.&lt;br /&gt;        A primeira coisa que fizemos foi dirigirmo-nos à casa de banho, para nos livrarmos da muita poeira acumulada durante as centenas de quilómetros percorridos.&lt;br /&gt;         Para surpresa nossa só havia uma toalha de rosto e mais nada.&lt;br /&gt;         Esquecimento, pensei, fruto da inexperiência. Mandei o rapaz pedir as toalhas de banho à senhora.&lt;br /&gt;         Não se demorou nada em trazer-me a resposta :” a senhora diz que já tem lá toalha”.&lt;br /&gt;         Passei-me dos carretos e com a disposição que seria de esperar de quem trazia nas costas centenas de quilómetros, e em todo o corpo quilos de poeira, ,peguei na toalha, e entrei pelo Bar dentro quase gritando: “então a senhora acha que esta toalha chega para tomar&lt;br /&gt;banho ?” e a senhora em tom persuasivo: “para um casal…”&lt;br /&gt;         Compreendi tudo; era uma “hoteleira do mato”.&lt;br /&gt;         Energicamente, exigi as  indispensáveis  toalhas. Uma ligeira pausa, e numa voz entre condescendent e resignada, diz ao rapaz; “bem, dá lá as toalhas”&lt;br /&gt;       No dia seguinte terá contado ao marido “imagina tu que ontem…”,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-4115302489993521094?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/4115302489993521094/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=4115302489993521094&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/4115302489993521094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/4115302489993521094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2008/08/ainda-saga-dos-hotis-do-mato.html' title='Ainda a Saga dos Hotéis do mato'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-5874045465994773133</id><published>2008-08-05T22:38:00.001+01:00</published><updated>2008-08-05T22:40:56.052+01:00</updated><title type='text'>Porquê dominar as emoções?</title><content type='html'>Porquê,  dominar  as emoções?&lt;br /&gt;Não deixar as lágrimas fluir&lt;br /&gt;não abrir ao mundo os corações ?&lt;br /&gt;Porquê, toda a vida a fingir&lt;br /&gt;que um homem nunca chora,    &lt;br /&gt;se  sofre  dentro do peito&lt;br /&gt;a dor que nega por fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida banalizou&lt;br /&gt;a tal ponto o sofrimento&lt;br /&gt;que bem cedo nos levou&lt;br /&gt;a perder o sentimento&lt;br /&gt;de dor pela dor alheia.&lt;br /&gt;E como não ser assim.&lt;br /&gt;se perante uma plateia&lt;br /&gt;escrava da Televisão &lt;br /&gt;se exibe a todo o momento,&lt;br /&gt;incluindo à refeição&lt;br /&gt;a fome e o  sofrimento&lt;br /&gt;de tod’uma multidão&lt;br /&gt;de velhos, e de crianças&lt;br /&gt;que  velhos nunca serão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas´inda haverá, espero eu&lt;br /&gt;Coisas de maravilha e Amor&lt;br /&gt;debaixo do azul do Céu:&lt;br /&gt;o perfume de uma flor,&lt;br /&gt;e como sinal de esperança&lt;br /&gt;o som mais belo do Mundo.&lt;br /&gt;O riso de uma Criança.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-5874045465994773133?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/5874045465994773133/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=5874045465994773133&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/5874045465994773133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/5874045465994773133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2008/08/porqu-dominar-as-emoes.html' title='Porquê dominar as emoções?'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-6612030674461426898</id><published>2008-07-29T21:51:00.001+01:00</published><updated>2008-07-29T21:57:59.977+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;                         A  “PANTUFADA”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Doce palavra esta!&lt;br /&gt;Foi,  talvez  há mais de  vinte anos que, tanto quanto posso recordar, a ouvi, fixei na memória  e devo uma&lt;br /&gt;imensa gratidão à  senhora que a pronunciou .&lt;br /&gt;Ao tempo, pré Abecassis, ainda circulavam autocarros na  Rua Augusta. E com que velocidade o faziam!&lt;br /&gt;Havia várias paragens ao longo do percurso,  o trânsito fazia-se no sentido Sul Norte e os carros que circulavam pelo meio da rua, ao aproximar-se da paragem, inflectiam para o passeio à beira do qual se organizavam as filas de espera.&lt;br /&gt;Assim, como habitualmente acontecia, era eu um dos pacientes futuros passageiros.&lt;br /&gt;A umas dezenas de metros mais diante da “minha” paragem  havia uma outra para a qual se dirigia em grande velocidade, um  autocarro, muito rente ao passeio para facilitar a abordagem, como as pessoas daquele tempo se lembrarão, o perfil da rua  era abaulado pelo que os carros circulando  junto ao passeio, vinham muito inclinados, e, assim, o espelho retrovisor,  uma peça de razoáveis dimensões, ultrapassa-se o limite do passeio.&lt;br /&gt;Subitamente sinto-me puxado para trás com violência e vejo passar no sítio onde momentos antes estivera minha pobre cabeça que já lá não estava, e que aliás nem estaria mais, se uma senhora  me não tivesse salvo a vida, acompanhando o gesto generoso com o mais do que apropriado comentário: “ o senhor ia levando  uma pantufada!”&lt;br /&gt;O que são as contradições da criatura humana:&lt;br /&gt;já me não lembro da senhora, mas não esqueci  a palavra.&lt;br /&gt;E não mais usei chinelos.&lt;br /&gt;Calço pantufas... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-6612030674461426898?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/6612030674461426898/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=6612030674461426898&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/6612030674461426898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/6612030674461426898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2008/07/pantufada-doce-palavra-esta-foi-talvez_29.html' title=''/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-7172270946765097280</id><published>2008-07-29T21:51:00.000+01:00</published><updated>2008-07-29T21:57:59.446+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;                         A  “PANTUFADA”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Doce palavra esta!&lt;br /&gt;Foi,  talvez  há mais de  vinte anos que, tanto quanto posso recordar, a ouvi, fixei na memória  e devo uma&lt;br /&gt;imensa gratidão à  senhora que a pronunciou .&lt;br /&gt;Ao tempo, pré Abecassis, ainda circulavam autocarros na  Rua Augusta. E com que velocidade o faziam!&lt;br /&gt;Havia várias paragens ao longo do percurso,  o trânsito fazia-se no sentido Sul Norte e os carros que circulavam pelo meio da rua, ao aproximar-se da paragem, inflectiam para o passeio à beira do qual se organizavam as filas de espera.&lt;br /&gt;Assim, como habitualmente acontecia, era eu um dos pacientes futuros passageiros.&lt;br /&gt;A umas dezenas de metros mais diante da “minha” paragem  havia uma outra para a qual se dirigia em grande velocidade, um  autocarro, muito rente ao passeio para facilitar a abordagem, como as pessoas daquele tempo se lembrarão, o perfil da rua  era abaulado pelo que os carros circulando  junto ao passeio, vinham muito inclinados, e, assim, o espelho retrovisor,  uma peça de razoáveis dimensões, ultrapassa-se o limite do passeio.&lt;br /&gt;Subitamente sinto-me puxado para trás com violência e vejo passar no sítio onde momentos antes estivera minha pobre cabeça que já lá não estava, e que aliás nem estaria mais, se uma senhora  me não tivesse salvo a vida, acompanhando o gesto generoso com o mais do que apropriado comentário: “ o senhor ia levando  uma pantufada!”&lt;br /&gt;O que são as contradições da criatura humana:&lt;br /&gt;já me não lembro da senhora, mas não esqueci  a palavra.&lt;br /&gt;E não mais usei chinelos.&lt;br /&gt;Calço pantufas... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-7172270946765097280?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/7172270946765097280/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=7172270946765097280&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/7172270946765097280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/7172270946765097280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2008/07/pantufada-doce-palavra-esta-foi-talvez.html' title=''/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-7551232713448177542</id><published>2008-07-10T19:29:00.000+01:00</published><updated>2008-07-10T20:00:57.316+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Vou escrever “isto” pela terceira vez,&lt;br /&gt;                Porque sempre me tem desaparecido&lt;br /&gt;                Espero que não aconteça o mesmo agora.&lt;br /&gt;                E aqui deixo o meu pedido:.“Por favor,&lt;br /&gt;                Computador, computa direitinho”&lt;br /&gt;                                                                :&lt;br /&gt;                               &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  Camião e os Burricos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           “ Fábula “&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De Corroios pr’à Sobreda&lt;br /&gt;circulava um camião&lt;br /&gt;por uma estreita vereda,&lt;br /&gt;quando, de supetão,&lt;br /&gt;surgiu um par de burricos&lt;br /&gt;presos por uma arreata.&lt;br /&gt;Pára  carro, param  jumentos&lt;br /&gt;em  situação caricata&lt;br /&gt;que durou só uns momentos.&lt;br /&gt;Sem mesm’haver discussão,&lt;br /&gt;nem uns sopapos nem murros&lt;br /&gt;trocados de lado a lado&lt;br /&gt;sem más palavras nem zurros&lt;br /&gt;já que os prudentes burricos&lt;br /&gt;provando não serem “burros”&lt;br /&gt;tomaram o caso em mão,&lt;br /&gt;e arrepiaram  caminho&lt;br /&gt;à frente do camião&lt;br /&gt;no seu trote miudinho.&lt;br /&gt;Logo adiante avistaram&lt;br /&gt;numa parede um desvão&lt;br /&gt;onde, lestos, se acoitaram.&lt;br /&gt;De certo já conhecido,&lt;br /&gt;por noutras ocasiões,&lt;br /&gt;ali se terem metido&lt;br /&gt;a ver passar camiões.&lt;br /&gt;Assim que o carro passou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;retornaram  sem tardança&lt;br /&gt;ao seu antigo caminho&lt;br /&gt;no seu trote miudinho&lt;br /&gt;de burrico’inda criança.&lt;br /&gt;                    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Moral da história:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Mas se fossem os políticos&lt;br /&gt;que desgovernam a Terra,&lt;br /&gt;discutiam, discutiam&lt;br /&gt;e’inda hoje lá estariam,&lt;br /&gt;e talvez houvesse guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em memória de meu Pai que,&lt;br /&gt;entre muitas outras, me contou&lt;br /&gt;esta “Rochet-Schneider.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sacavém, 2008-6-29 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                 Vou escrever “isto” pela terceira vez,&lt;br /&gt;                Porque sempre me tem desaparecido&lt;br /&gt;                Espero que não aconteça o mesmo agora.&lt;br /&gt;                E aqui deixo o meu pedido:.“Por favor,&lt;br /&gt;                Computador, computa direitinho”&lt;br /&gt;                                                                :&lt;br /&gt;                               &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  Camião e os Burricos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           “ Fábula “&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De Corroios pr’à Sobreda&lt;br /&gt;circulava um camião&lt;br /&gt;por uma estreita vereda,&lt;br /&gt;quando, de supetão,&lt;br /&gt;surgiu um par de burricos&lt;br /&gt;presos por uma arreata.&lt;br /&gt;Pára  carro, param  jumentos&lt;br /&gt;em  situação caricata&lt;br /&gt;que durou só uns momentos.&lt;br /&gt;Sem mesm’haver discussão,&lt;br /&gt;nem uns sopapos nem murros&lt;br /&gt;trocados de lado a lado&lt;br /&gt;sem más palavras nem zurros&lt;br /&gt;já que os prudentes burricos&lt;br /&gt;provando não serem “burros”&lt;br /&gt;tomaram o caso em mão,&lt;br /&gt;e arrepiaram  caminho&lt;br /&gt;à frente do camião&lt;br /&gt;no seu trote miudinho.&lt;br /&gt;Logo adiante avistaram&lt;br /&gt;numa parede um desvão&lt;br /&gt;onde, lestos, se acoitaram.&lt;br /&gt;De certo já conhecido,&lt;br /&gt;por noutras ocasiões,&lt;br /&gt;ali se terem metido&lt;br /&gt;a ver passar camiões.&lt;br /&gt;Assim que o carro passou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;retornaram  sem tardança&lt;br /&gt;ao seu antigo caminho&lt;br /&gt;no seu trote miudinho&lt;br /&gt;de burrico’inda criança.&lt;br /&gt;                    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Moral da história:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Mas se fossem os políticos&lt;br /&gt;que desgovernam a Terra,&lt;br /&gt;discutiam, discutiam&lt;br /&gt;e’inda hoje lá estariam,&lt;br /&gt;e talvez houvesse guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em memória de meu Pai que,&lt;br /&gt;entre muitas outras, me contou&lt;br /&gt;esta “Rochet-Schneider.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sacavém, 2008-6-29 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-7551232713448177542?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/7551232713448177542/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=7551232713448177542&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/7551232713448177542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/7551232713448177542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2008/07/vou-escrever-isto-pela-terceira-vez.html' title=''/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-2838249559730988026</id><published>2008-06-15T13:35:00.001+01:00</published><updated>2008-06-15T13:37:50.792+01:00</updated><title type='text'>às quatro da madrugada</title><content type='html'>“ ÀS  QUATRO DA MADRUGADA”   (*)&lt;br /&gt;Estava eu a trabalhar&lt;br /&gt;com’ma tesourinha de pontas&lt;br /&gt;quando  tive de a poisar&lt;br /&gt;para ir fazer umas contas.&lt;br /&gt;Quis voltar à tesourinha,&lt;br /&gt;mas em vão a procurei.&lt;br /&gt;Revolvi a  roupa toda:&lt;br /&gt;cobertor, lençóis e tudo.&lt;br /&gt;até debaixo da almofada&lt;br /&gt;e apalpei-lhe  o conteúdo,&lt;br /&gt;- e da tesourinha, nada! -&lt;br /&gt;Por isso agora, suponho,&lt;br /&gt;que a puta de tesourinha&lt;br /&gt;se tenha acoitado num sonho.  (*) da canção alentejana – só o título.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-2838249559730988026?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/2838249559730988026/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=2838249559730988026&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/2838249559730988026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/2838249559730988026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2008/06/s-quatro-da-madrugada.html' title='às quatro da madrugada'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-1003254536226077259</id><published>2008-05-30T16:04:00.002+01:00</published><updated>2008-05-30T16:09:00.704+01:00</updated><title type='text'>SERÁ PARANOIA MINHA?</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;                                 …SERÁ PARANOIA MINHA ?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;…Será mania da perseguição ?&lt;br /&gt;          Essa não é com certeza, porque nunca a tive, nem mesmo quando era perseguido de facto.    Mas a verdade é que me sinto perseguido por um anúncio televisivo.&lt;br /&gt;          Passo  explicar: sempre que me sento para tomar uma refeição aparece-me um anúncio  antes  interpretado por um senhor que pondo uma mão na barriga, abandonava uma longa fila de espera e corria para a “casinha” enquanto uma voz feminina de suave tom e boa dicção nos recomendava vivamente um produto contra a diarreia.&lt;br /&gt;         Era tão real que quase cheirava. Nunca fui muito regular quanto a horas de refeição, mas mesmo assim tentei várias vezes trocar de horário sem resultado algum.&lt;br /&gt;         Agora aparece uma senhora que se desdobra em duas; uma continua sorridente o seu caminho, a outra recolhe apressadamente a casa e ali fica olhar para mim que, fatalmente, estarei è mesa, e me torna a falar na diarreia e no tal produto que ignoro. &lt;br /&gt;         E uma tortura que me faz lembrar a polícia italiana de Mussulini   que, quando libertava alguém lhe fazia engolir um frasco de óleo de rícino.&lt;br /&gt;         Temo pelo dia em que a TV , além de nos atingir a vista e a audição, nos venha a  atingir também o olfacto.&lt;br /&gt;         E tremo de pânico pelos dois outros sentidos.  &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-1003254536226077259?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/1003254536226077259/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=1003254536226077259&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/1003254536226077259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/1003254536226077259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2008/05/ser-paranoia-minha.html' title='SERÁ PARANOIA MINHA?'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-7324732411342108446</id><published>2008-05-30T16:02:00.000+01:00</published><updated>2008-05-30T16:03:20.819+01:00</updated><title type='text'>S</title><content type='html'>&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-7324732411342108446?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/7324732411342108446/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=7324732411342108446&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/7324732411342108446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/7324732411342108446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2008/05/s.html' title='S'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-1613761592802165858</id><published>2008-05-03T08:34:00.002+01:00</published><updated>2008-05-03T08:56:54.067+01:00</updated><title type='text'>A Natureza Humana</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;                           A  NATUREZA  HUMANA          &lt;br /&gt;                                   o direito e o avesso&lt;br /&gt;      &lt;br /&gt;        Claro que não vou fazer o estudo da Natureza Humana, nem de qualquer outra natureza ou de uma natureza qualquer, muito menos da mais complexa de todas, a humana.&lt;br /&gt;         Já “outros filósofos” antes de mim se debruçaram sobre o assunto, e veja-se o saco de gatos em que tudo resultou; há teorias para todos os gostos, e gostos para cada teoria.&lt;br /&gt;          Muito mais simples: vou apenas dar conta do direito (aparente) e do avesso autêntico de uma criatura.&lt;br /&gt;           Foi na tropa, no mesmo quartel, no mesmo ano, com um tenente, como antes havia acontecido com outro oficial da mesma patente, conforme já referi noutro espaço.&lt;br /&gt;            Devo dizer que  “vou andando por aí” há muito tempo e, mesmo sem querer, sem me dar conta, vou debicando aqui, bebendo ali, absorvendo acolá, e finalmente  observando a natureza de um ou outro humano mais transparente.&lt;br /&gt;             Assim me pudesse analisar a mim  próprio !&lt;br /&gt;             Porque todos  temos  os nosso ridículos de que nos não apercebemos ou que procuramos disfarçar para só vermos os alheios; talvez rindo-nos  uns dos outros como é próprio da nossa natureza.&lt;br /&gt;             Já vai longo o intróito mas teve a intenção de amenizar o ridículo visível pelo “direito” do Tenente Cordeiro, oficial da minha unidade que quando na instrução dos recrutas dava a chamada teoria, costumava mandar formar os soldados numa roda em volta dele  e ia rodando no centro, pelo que havia sempre soldados atrás dele, que aproveitavam para bichanar com os companheiros do lado.&lt;br /&gt;               Era então que o Tenente que não tinha dom da palavra nem a voz de comando que se impunha, começava numa voz titubeante, em  tom choroso e ritmo dolente, o discurso sempre igual e repetitivo:&lt;br /&gt;                “ se eu vejo alguém, ou alguma pessoa a “falare” na “foorma”, dou-lhe um soco num olho ou num dente que essa pessoa até fica maluca “. sic.&lt;br /&gt;                  Sob garantia da minha memória sempre avivada pelas inúmeras vezes em que, ao longo dos anos, tenho sacrificado os ouvidos de filhos e netos.&lt;br /&gt;                   Vejamos pois, o avesso do Tenente Cordeiro, Comandante da 2ª Bateria de artilharia ligeira do Grupo de Artilharia Contra Aeronaves, G.A.C.A. aquartelado na Cidadela de Cascais.&lt;br /&gt;                    Agora, em 1940 ou 42, já Capitão.&lt;br /&gt;                    Nós, os da incorporação de 37, fomos durante a 2ª Guerra Mundial, mobilizados nesses dois anos, com todo o prejuízo para homens já com as suas vidas organizadas ou em princípio disso e sujeitos a que os patrões os não readmitissem depois de desmobilizados, a pesar da haver uma Lei que a isso  obrigava.&lt;br /&gt;                Eu próprio fui vítima dessa arbitrariedade quando, em 38 acabei o serviço obrigatório.&lt;br /&gt;                 Não pretendo contar a minha história, mas sem a referência que se segue, não seria possível contar  parte da do Capitão  Cordeiro&lt;br /&gt;                  A minha vida como profissional de Cinema era incerta pois os  filmes daquela época não eram realizados em produção contínua  havendo alguns tempos de desemprego.&lt;br /&gt;                  Por isso era forçoso aproveitar todos os períodos “férteis” e eu assim fiz nas várias licenças de uma semana a B F I  (benefício do fundo de instrução). Benefício porquê ? Porque durante essa licença não recebíamos  “pré”. No meu caso, e porque era cabo, contribuía com oito&lt;br /&gt;tostões por dia para o BFI&lt;br /&gt;                  Ora precisamente durante a mobilização de 40, estava ser rodado  na Tobis  “A "AVaranda dos Roxinóis”  e que eu  perdi por estar ao serviço da Pátria.&lt;br /&gt;                  No quartel nós, os mobilizados não fazíamos rigorosamente nada. Esperávamos o exercício final dos recrutas daquele ano e que consistia  numa saída da Unidade para montar as baterias, algures na Província – neste caso na região do Cartaxo, e estar lá uma semana a brincar à guerra que entretanto, lá fora, se ia desenrolando a sério, com as trágicas consequências de que nessa altura ainda não tínhamos a medida.&lt;br /&gt;                  Não posso deixar de dar uma pequena ideia do que se passava na “nossa guerra”&lt;br /&gt;                  Havia dois  aviões  tão iguais entre si, que para distinguir o amigo do inimigo, pintou-se num deles uma faixa castanha sofrivelmente visível.&lt;br /&gt;                   Os aparelhos  sobrevoavam  a nossa posição, e os oficiais providos de potentes binóculos identificavam o amigo ou inimigo, e   assim as peças iam “disparando”….ou não&lt;br /&gt;                    Era tudo tão real que quando um dos aviões sobrevoou a bateria, foi enviado para o Comando posicionado algures a bom recato um comunicado anunciando: “às 00.00 horas um avião inimigo tentou atacar a nossa posição mas foi abatido”  &lt;br /&gt;                 A resposta do Comando não se fez esperar. “erro, o avão que vos sobrevoou era Amigo, confirmo, Amigo.&lt;br /&gt;                 Foi um pandemónio entre os oficiais. que lá ressuscitaram o aparelho, e o piloto, expedindo novo comunicado para ao Comando, dando conta da realidade da situação. O lado bom disto tudo, a compensar de certo modo o incómodo de dormir no chão e a má qualidade do rancho, é que nos permitia rir à socapa, ´Modo de rir muito generalizado naquela época.&lt;br /&gt;             Mas então por onde deixei ficar o Tenente, agora Capitão, Cordeiro ?&lt;br /&gt;              Voltemos ao Quartel durante a espera pelo exercício, sabendo que se me apresentasse na Tobis teria garantidos alguns dias de trabalho, procurei o capitão Cordeiro expus-lhe a situação pedindo-lhe que me deixasse ausentar   até ao dia da Saída da Unidade.&lt;br /&gt;               Ele sabia já a data do início da operação que era naturalmente “top secret”-&lt;br /&gt;               Sem quebrar a confidencialidade, autorizou-me a sair. dando-me  ordem para estar de regresso ao Quartel  às sete horas da manhã de (?), já me não lembro de quantos dias depois.&lt;br /&gt;                 Assim foi e trabalhei na Tobis até à véspera do regresso a quartéis.   Na manhã seguinte dirigi-me à Estação do Cais do Sodré a tempo de apanhar o comboio que me deixaria em Cascais antes das sete da manhã.&lt;br /&gt;.                À porta Estação estava um cabo que eu não conhecia mas que, pelas armas do barrete identifiquei como sendo da minha Unidade, O mesmo se deu com ele em relação a mim, e pedindo-me a identificação informou-me que o nosso Capitão Cordeiro me ordenava que esperasse pela passagem da Unidade na Avenida Vinte e Quatro Julho, junto ao Cais do Sodré, pois a hora de saída  de Cascais fora antecipada. Esperei algum tempo e quando a Unidade chegou perto de mim o Comandante Cordeiro que seguia à frente de uma bateria de peças de artilharia pesadas, num pequeno carro descapotável, mandou fazer alto, e os transeuntes assistiram estupefactos ao inusitado espectáculo de um  mísero cabo fazer parar todo um desfile de tropas, subir para um carro que rebocava uma peça  e só depois a unidade reiniciar a marcha.&lt;br /&gt;             Com o clima de guerra que se vivia não está fora de lógica que tivessem pensado: “deve ser um espião estrangeiro disfarçado”&lt;br /&gt;             &lt;br /&gt;              Finalmente, depois de tão longo e, quiçá  fastidioso relato, alcanso finalmente a meta a que me propunha  chegar: “o avesso” do Tenente Cordeiro.&lt;br /&gt;               Não quero fazer qualquer comentário a esse avesso. Cada um o apreciará segundo a sua sensibilidade.&lt;br /&gt;                 Mas atrevo-me a fazer um pedido: por favor procurem ver para dentro dos ridículos do vizinho. Talvez encontrem motivo para se reconciliar com o mundo em redor e, quem sabe…consigo próprios.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-1613761592802165858?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/1613761592802165858/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=1613761592802165858&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/1613761592802165858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/1613761592802165858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2008/05/natureza-humana.html' title='A Natureza Humana'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-4281409299577172963</id><published>2008-05-02T12:28:00.002+01:00</published><updated>2008-05-02T12:41:11.982+01:00</updated><title type='text'>Estou alarmado</title><content type='html'>&lt;p&gt;       Estou alarmado!  Acabo de virar as costas a um programa de  TV com aInsónia Araújo. Nunca me julguei capás disso.            O caso é que:  num  programa em que  todas as manhãs expõem  sobre uma mesa umas iguarias de fazer crescer a água na boca a qualquer cristão, hoje, agora mesmo, vi, - garanto que vi – não foi  alucinação, uma peça magnífica, inteira e com uma configuração perfeita de animal jovem e sadio, estendida sobre a mesa..&lt;br /&gt;       Levei algum tempo para identificar a espécie ( os meus pobres olhos já não são o que  eram) até constatar estupefacto que se tratava de um exemplar da espécie humana , ainda por cima do género, “e que género” feminino.&lt;br /&gt;        Tremi de medo – e de emoção também – por não ter ali à mão o número da Estação, para tentar evitar o crime sem nome que estava prestes a consumar- se.&lt;br /&gt;         Sim. Porque eu imaginei que se preparavam para trinchar aquela bela “peça”.&lt;br /&gt;          Mais alarmado fiquei quando me apercebi que em vez de uma faca de trinchar, dispunham de uma máquina sofisticada de onde saía um cabo eléctrico terminando num assustador objecto parecido com um ferro de engomar que começaram a passar repetidas vezes sobre a região glútea; pergunto-me: para quê ?&lt;br /&gt;         Não seria de certo para aperfeiçoar. Porque não se gasta tempo, corrente eléctrica e mais seja o quer que for para aperfeiçoar  a Perfeição. E isso eu pude observar e testemunharei onde quer que seja.&lt;br /&gt;          Mas pior que tudo é a ganância pelo lucro fácil com o maior desprezo pela crise económica que asfixia o País.&lt;br /&gt;          Então isto não se faria muito melhor e mais economicamente  com o recurso a tratamento manual ?&lt;br /&gt;           O que não falta neste mundo são hábeis e generosas mãos capazes de executar,  a contento das duas partes, tão delicada terapia.&lt;br /&gt;            Embora sem o vigor de antigamente, e apesar da tremura das mãos, ainda me atrevo oferecer o meu modesto  contributo para qualquer intervenção deste género.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;             E não levo nada por isso.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-4281409299577172963?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/4281409299577172963/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=4281409299577172963&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/4281409299577172963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/4281409299577172963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2008/05/estou-alarmado.html' title='Estou alarmado'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-8539032968160242550</id><published>2008-04-27T12:25:00.002+01:00</published><updated>2008-04-27T12:34:17.619+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;                    TURISMO DE ALTA QUALIDADE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto só mesmo escrito a roxo.&lt;br /&gt;Vamos finalmente tirar o pé da lama; que digo eu? Os dois pés!&lt;br /&gt;       O enorme surto de Turismo que aí vem, será de lucro garantido sem necessidade de investimentos vultuosos pois que as infra estruturas já existem, já estão sobejamente testadas pelos hóspedes mais exigentes, e não consta que tenha havido reclamações nem diminuição ou fuga de clientes, aliás já conhecidos dos empregados que sabem, dos gostos, preferências e necessidades de cada um proporcionando-lhes  assim, um tratamento personalizado.&lt;br /&gt;       Sabe-se  mesmo que há uma clientela habitual que ao longo do tempo e de várias hospedagens tem estabelecido boas relações de amizade, entre si, e até  relações profissionais em sectores diversificados.&lt;br /&gt;       Pois a fama destas estruturas tradicionais; sim porque na maioria dos casos, trata-se de construções com uma longa história ,com provas dadas de segurança e eficiência, parece ter chegado ao estrangeiro e já começam a surgir os pedidos de volta a Portugal de antigos hóspedes, como é o caso do “Solitário” que tendo desenvolvido largamente a sua actividade em Portugal, uma vez esta interrompida por circunstâncias alheias à sua vontade, viu-se extraditado para Espanha onde o serviço não tem a qualidade do português. &lt;br /&gt;         Está agora nas mãos dos responsáveis pelo Turismo  Nacional a missão de não deixar morrer um assunto de tanta importância e, digamos mesmo, de originalidade.&lt;br /&gt;          Vamos pois editar  “desdobráveis”, imprimir cartazes, folhetos, etc.   &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;         Porque não a produção  de pequenoa filmes para a TV ?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-8539032968160242550?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/8539032968160242550/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=8539032968160242550&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/8539032968160242550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/8539032968160242550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2008/04/turismo-de-alta-qualidade-isto-s-mesmo.html' title=''/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-331964819880688391</id><published>2008-04-27T06:30:00.002+01:00</published><updated>2008-04-27T06:36:13.829+01:00</updated><title type='text'>os passeios</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;                              Os   passeios   para    peões,&lt;br /&gt;                              e  a  sua  transformação  em&lt;br /&gt;                              parque  de   estacionamento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou chamar-lhes  “postaletes“ por analogia com o nome dado a peças semelhantes usadas no Estúdio da Tobis nos anos 30/ 40 do Século passado. Mas, realmente, este termo não existe no léxico português. Não existe a palavra mas existe o objecto fixado em tudo quanto é passeio na cidade de Lisboa para impedir o estacionamento ilícito de automóveis.&lt;br /&gt;Agora, tornado extensivo à “Cidade”  de Sacavém..&lt;br /&gt;Há vários anos que decorre a obra de alargamento, da Avenida Estado da Índia, agora quase terminada;  funcional e embelezada com árvores e iluminação adequada.&lt;br /&gt;Os passeios são larguíssimos, óptimos  para os velhos que, apoiados nas nossas bengalas os poderíamos  desfrutar se antes os inevitáveis automóveis, desrespeitando a Lei os não entupissem completamente como é tradicional neste país.&lt;br /&gt;Porém o Legislador não acreditando na eficácia da própria lei que assinou, terá feito incluir no caderno de encargos da obra a instalação dos postaletes que já bordejam, todos os passeios da Avenida.&lt;br /&gt;Então onde foram os pobres automobilistas arrumar os seus bólidos se lhes interditam fisicamente, um espaço que antes a Lei se mostrou incapaz de proteger ? Nalgum local terá sido. Porque não deixar pois, os passeios livres dos  “postaletes” tornados símbolo da inutilidade da Lei, e  estabelecer fortes multas para os prevaricadores que, afinal sempre encontraram outros locais de estacionamento.&lt;br /&gt;Não pretendo ser apologista da repressão, mas quando certas  criaturas motorizadas não hesitam em obrigar os peões a sair perigosamente dos “seus passeios”, até  uma boa multa poderia ter efeito pedagógico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-331964819880688391?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/331964819880688391/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=331964819880688391&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/331964819880688391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/331964819880688391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2008/04/os-passeios.html' title='os passeios'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-3955247000990332529</id><published>2008-04-19T17:06:00.002+01:00</published><updated>2008-04-19T17:17:48.659+01:00</updated><title type='text'>ADENDA  A QUANDO ESTIVBE QUASE NO pARAÍS</title><content type='html'>ADENDA, A “QUANDO ESTIVE&lt;br /&gt;                (quase)  NO  PARAÍSO”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Faz-me um Amigo uma chamada de atenção para a aprendizagem muito rápida do passarinho a retalhar a lagartixa no arame farpado, dada relativamente recente utilização deste material.&lt;br /&gt;   De facto assim parece ser. Mas eu creio haver uma explicação para o caso.&lt;br /&gt;   Realmente o passarinho estava utilizando um material recente, mas não se dava conta disso, não teria mesmo pensado “olha que coisa boa eu aqui tenho para ajudar ao meu almoço!” &lt;br /&gt;    O passarinho não estava a fazer mais do que há milhares de anos os seus ancestrais faziam com qualquer coisa em que pudessem espetar as suas pobres vítimas sem se dar conta, ou mesmo sem se  importar com a qualidade ou origem do objecto utilizado.&lt;br /&gt;    Este, tanto podia ser um qualquer pedaço de tronco de arvore arrancado pela tempestade desde que apresentasse uma ponta aguçada como a da agulha de espinheira, um espinho portanto.&lt;br /&gt;    Quem sabe se a aprendizagem daquela inocente avezinha nãO terá começado há dois mil anos, com os espinhos que coroaram Jesus Cristo a caminho do Calvário.&lt;br /&gt;    Quem sabe ?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-3955247000990332529?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/3955247000990332529/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=3955247000990332529&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/3955247000990332529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/3955247000990332529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2008/04/adenda-quando-estivbe-quase-no-paras.html' title='ADENDA  A QUANDO ESTIVBE QUASE NO pARAÍS'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-8938442736373781418</id><published>2008-04-15T03:36:00.002+01:00</published><updated>2008-04-15T03:44:57.015+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;      QUANDO  EU  ESTIVE&lt;br /&gt;      (quase) NO PARAÍSO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Estranha coisa a memória. Como é que só agora, passado perto de quarenta anos, me recordo tão nitidamente de um episódio misto de luta pela vida, pela sobrevivência, e de ternura também?&lt;br /&gt;         Foi assim: filmávamos um documentário sobre Pecuária que nos obrigava a percorrer Angola de lés a lés, o que sempre fazíamos  com imenso prazer. Acompanhava-me o meu Amigo Zé António, hoje com mais de cinquenta anos e na altura meu assistente aliás já referido noutro escrito.&lt;br /&gt;           Não houve cantinho, recesso mais escondido, onde houvesse um Posto Zootécnico ou exploração pecuária que  não visitássemos, muitas vezes a corta-mato, algumas delas só encontradas depois de nos havermos perdido em zonas pouco povoadas.&lt;br /&gt;           Na ocasião o nosso objectivo era o Posto de Cafú nos confins do Sul, longe de povoados ou pessoas, a não ser os pastores nómadas que ali vinham para vacinar os seus bois, o que só faziam depois do veterinário ter ralado as estopinhas  para os convencer.&lt;br /&gt;            Numa manhã antes da partida para mais uma missão. veio um passarinho pouco maior do que um pardal. poisar no arame farpado perto de nós; tão perto que o Zé António não resistiu à tentação de lhe fazer uma carícia nas penas. E, contra o que esperávamos, o passarinho não levantou voo imediatamente, parecia estar a gostar e ainda esteve uns segundos antes de  se ir embora. Talvez tenha ido dali para o ninho contar: “estavam ali uns  estranhos bichos que me fizeram uma festinha!”&lt;br /&gt;           Parece uma tontice minha atribuir tal procedimento a uma tímida avezinha.&lt;br /&gt;            Desde la Fontaine que tal não acontecia. Mas aconteceu ali, naquele quase Paraíso onde a maldade dos homens (talvez porque os não havia) ainda não tinha posto o pé.&lt;br /&gt;            Mais adiante vimos algum movimento sobre a vedação e fomos ver: aproximamo-nos com todo o cuidado, e o que observamos espantou-nos ainda mais do que o pardalito havia feito.&lt;br /&gt;             Poisado no arame farpado um outro passarinho pouco maior que o anterior, acabara de espetar uma lagartixa num dos espigões  do arame e ia arrancando pedaços pequenos que engolia, e quando eram maiores do que poderia comer tornava a espetá-los e puxava até os rasgar e reduzir à dimensão  conveniente.&lt;br /&gt;             Estou escrevendo às três horas da manhã de 15 de Abril de 2008,mas não estou sonhando, estou apenas maravilhado e enternecido pela recordação que jazia adormecida na minha cabeça e acordou agora no coração.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-8938442736373781418?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/8938442736373781418/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=8938442736373781418&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/8938442736373781418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/8938442736373781418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2008/04/quando-eu-estive-quase-no-paraso.html' title=''/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-5448247786801642859</id><published>2008-04-14T21:27:00.000+01:00</published><updated>2008-04-14T21:37:19.336+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;E AFINAL, A TRADIÇÃO&lt;br /&gt;            AINDA É O QUE ERA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Há quem não me dê razão, mas vou contar duas histórias em prova desta asserção.&lt;br /&gt;     Luanda, Angola, 1950.&lt;br /&gt;     No princípio desse ano gerou-se um clima de&lt;br /&gt;justa indignação causado por um acontecimento recente.&lt;br /&gt;      O Chefe de Finanças dos Caminhos-de-Ferro era um homem já entrado em anos; não recordo o nome, mas sei que era uma pessoa muito respeitada por toda a gente, coisa rara naquela época (e por muito mais tempo depois).&lt;br /&gt;       Era negro.   &lt;br /&gt;       Na ocasião aconteceu algo de grave nos Caminhos-de-Ferro necessitando de urgente intervenção.&lt;br /&gt;       Mas como era, e é, de nossa tradição, não havia verba disponível. Mas havia numa outra rubrica&lt;br /&gt;liquidez suficiente para acudir com urgência à grave situação criada.&lt;br /&gt;       E o nosso responsável financeiro não hesitou em transferir de onde sobrava para onde fazia falta.&lt;br /&gt;        Processo disciplinar e demissão imediata porque:&lt;br /&gt;“…a lei não permitia tal coisa sem antes se proceder a um longo processo burocrático, talvez inútil quando chegasse&lt;br /&gt;…se chegasse.&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;        A segunda história, mais recente (anos 60?) mas igualmente significativa, gira à volta de uma catedral&lt;br /&gt;(virtual) e dos Musseques de Luanda, estes sim, bem reais.&lt;br /&gt;        Era à altura Presidente da Câmara um Veterinário, pessoa competente, ao que constava, mas não sei em qual das duas especialidades.&lt;br /&gt;        Surgiu nessa altura a ideia, mesmo um projecto, para erguer por sobre o Cemitério do Alto das Cruzes uma catedral assente sobre pilares de forma a preservar os jazigos e outros monumentos em que aquele histórico recinto era rico.&lt;br /&gt;         Obra faraónica sem nada comparável na cidade.&lt;br /&gt;          Levantou-se grande celeuma entre a população, e o assunto passou a motivo de conversas e acesas discussões. &lt;br /&gt;           Entretanto um jornalista pediu ao Presidente da Câmara que lhe concedesse uma entrevista, durante a qual, e entre outras coisas, lhe perguntou se não seria preferível tratar do saneamento básico dos Musseques onde viviam centenas de milhares de pessoas sem sanitários, sem água. (chegavam a ir buscá-la em latas e garrafões aos comerciantes da zona que a vendiam quase ao preço da água mineral). Os “sanitários” eram as barrocas onde os dejectos aguardavam pelo tórrido e bendito Sol que os secasse e os desfizesse em poeira espalhando-os pelo ar&lt;br /&gt;que as pessoas respiravam numa eficiente reciclagem.&lt;br /&gt;Mas no Cacimbo não havia Sol que os queimasse, nem chuvas que lavassem a terra. Era assim por mais de cinco meses desde o tempo de Diogo Cão, e assim continuou a ser.&lt;br /&gt; Mas tradição é tradição e o Senhor Presidente argumentou que se tratava de “verbas diferentes”, e isso era um princípio sagrado.&lt;br /&gt;Mas a Catedral nunca foi erguida, graças a Deus, suponho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Mas o que foi que me trouxe até aqui desde tão longe?&lt;br /&gt;Foi a Televisão onde acabo de ver e ouvir – hoje seis de Abril do ano da graça (?) de 2008 – que o carro de desencarceramento dos Bombeiros de Pataias, comprado em SEGUNDA MÃO há treze anos, entre outras bizarrias, só pega de empurrão (há mesmo uma imagem ilustrativa)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Há verbas astronómicas destinadas a obras gigantescas&lt;br /&gt;de cuja necessidade não me atrevo a duvidar.      Mas de verbas astronómicas que ainda por cima levarão anos a concluir e a pagar, e cujos orçamentos – sabe-se à partida – serão largamente ul&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-5448247786801642859?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/5448247786801642859/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=5448247786801642859&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/5448247786801642859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/5448247786801642859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2008/04/e-afinal-tradio-ainda-o-que-era-h-quem.html' title=''/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-9069815565607728849</id><published>2008-04-07T22:30:00.002+01:00</published><updated>2008-04-08T00:56:24.598+01:00</updated><title type='text'>… E AFINAL, A TRADIÇÃO AINDA É O QUE ERA</title><content type='html'>Há quem não me dê razão, mas vou contar duas histórias em prova desta asserção.&lt;br /&gt;     Luanda, Angola, 1950.  No princípio desse ano gerou-se um clima de justa indignação causado por um acontecimento recente: o Chefe de Finanças dos Caminhos-de-Ferro era um homem já entrado em anos; não recordo o nome, mas sei que era uma pessoa muito respeitada por toda a gente, coisa rara naquela época (e por muito mais tempo depois).&lt;br /&gt;       Era negro.   &lt;br /&gt;       Na ocasião aconteceu algo de grave nos Caminhos-de-Ferro necessitando de urgente intervenção, mas como era, e é, de nossa tradição, não havia verba disponível. Mas havia numa outra rubrica, liquidez suficiente para acudir com urgência à grave situação criada.&lt;br /&gt;       E o nosso responsável financeiro não hesitou em transferir de onde sobrava para onde fazia falta.&lt;br /&gt;        Processo disciplinar e demissão imediata porque: “…a lei não permitia tal coisa sem antes se proceder a um longo processo burocrático, talvez inútil quando chegasse …se chegasse.&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;        A segunda história, mais recente (anos 60?) mas igualmente significativa, girava  à volta de uma catedral (virtual) e dos Musseques de Luanda, estes sim, bem reais.&lt;br /&gt;        Era à altura Presidente da Câmara um Veterinário, pessoa competente, ao que constava, mas não sei em qual das duas especialidades.&lt;br /&gt;        Surgiu nessa então a a ideia, mesmo um projecto, para erguer por sobre o Cemitério do Alto das Cruzes uma catedral assente sobre pilares de forma a preservar os jazigos e outros monumentos em que aquele histórico recinto era rico.&lt;br /&gt;         Obra faraónica sem nada comparável na cidade.&lt;br /&gt;         Levantou-se grande celeuma entre a população, e o assunto passou a motivo de conversas e acesas discussões. &lt;br /&gt;        Entretanto um jornalista pediu ao Presidente da Câmara que lhe concedesse uma entrevista, durante a qual, e entre outras coisas, lhe perguntou se não seria preferível tratar do saneamento básico dos Musseques onde viviam centenas de milhares de pessoas sem sanitários, sem água. (chegavam a ir buscá-la em latas e garrafões aos comerciantes da zona que a vendiam quase ao preço da água mineral). Os “sanitários” eram as barrocas onde os dejectos aguardavam pelo tórrido e bendito Sol que os secasse e os desfizesse em poeira espalhando-os pelo ar&lt;br /&gt;que as pessoas respiravam numa eficiente reciclagem.&lt;br /&gt;       Mas no Cacimbo não havia Sol que os queimasse, nem chuvas que lavassem a terra. Era assim por mais de cinco meses desde o tempo de Diogo Cão, e assim continuou a ser.&lt;br /&gt;      Porém  tradição é tradição e o Senhor Presidente argumentou que se tratava de “verbas diferentes”, e isso era um princípio sagrado.&lt;br /&gt;       Felizmente a Catedral nunca foi erguida.   Graças a Deus, suponho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Mas o que foi que me trouxe até aqui desde tão longe?&lt;br /&gt;Foi a Televisão onde acabo de ver e ouvir – hoje seis de Abril do ano da graça (?) de 2008 – que o carro de desencarceramento dos Bombeiros de Pataias, comprado em SEGUNDA MÃO há treze anos, entre outras bizarrias, só pega de empurrão (há mesmo uma imagem ilustrativa)&lt;br /&gt;          Há verbas astronómicas destinadas a obras gigantescas de cuja necessidade não me atrevo a duvidar, .mas  de tais  verbas astronómicas que ainda por cima levarão anos a concluir e a pagar, e cujos orçamentos – sabe-se à partida – serão largamente ultrapassados obrigando a sucessivos reforços, não seria possível retirar umas "escassas  moedas" para acudir aos Bombeiros ?&lt;br /&gt;       Não é. O desinteresse, o desleixo, o assobio para o lado como é de tradição, deixará continuar a morrer gente que por ser desconhecida não merece mais do que um murmurado:&lt;br /&gt;Tche!...coitado; estava escrito!&lt;br /&gt;        Custa-me o que vou dizer, mas por algum motivo o digo.&lt;br /&gt;        Se, longe vá o agoiro, se algo de grave acontecer a “Alguém” e não houver socorro a tempo?&lt;br /&gt;        Porque é que tento emprestar algum dramatismo a este relato?&lt;br /&gt;       Volto a Angola. A estrada do Sul,  recentemente construida; asfaltada permitia velocidades  impossíveis na anterior de terra batida, atravessava a ponte sobre o Cuanza; muito antiga e apenas permitindo trânsito num sentido.&lt;br /&gt;         Esta nova estrada situava-se a uma cota superior  à da ponte, e a cerca de  cem metros descia bruscamente só então permitindo a  sua visão, quantas vezes tarde de mais&lt;br /&gt;          Asim, houve aí alguns acidentes fatais: não entrando  na ponte  caiam ao lado sobre as rochas do rio Cuanza  sem que as autoridades mandassem corrigir aquele traçado.&lt;br /&gt;          Por obrigações profissionais passei muitas vezes por aquele ponto, ainda no tempo da estrada velha, algumas durante a noite, mas para além de saber que "a ponte estava lá",  tinha como  referência: uma casa exactamente  oito quilómetros antes. Aí chegado,  punha o conta quilómetros a zero e seguia com todo o cuidado.&lt;br /&gt;          Quis todavia o destino que ali morressem dois jovens, um deles familiar de um importante membro do Município de Luanda.&lt;br /&gt;           Passado pouco tempo a estrada foi  corrigida,  a descida prolongada e  assim  a ponte passou  a  ser avistada a uma distância segura.&lt;br /&gt;           Por favor “Senhores da Vida e da Morte” comprem um novo carro para os Bombeiros de Pataias…pelo menos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-9069815565607728849?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/9069815565607728849/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=9069815565607728849&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/9069815565607728849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/9069815565607728849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2008/04/e-afinal-tradio-ainda-o-que-era.html' title='… E AFINAL, A TRADIÇÃO AINDA É O QUE ERA'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-310574550685674076</id><published>2008-03-25T17:13:00.002Z</published><updated>2008-03-25T17:46:44.410Z</updated><title type='text'>de como a humanidade...</title><content type='html'>&lt;p&gt;…de como a Humanidade&lt;br /&gt;se auto extinguiu, e como&lt;br /&gt;tentou recuperar-se…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ignora-se em que Século&lt;br /&gt;teve lugar esse evento,&lt;br /&gt;como foi que aconteceu&lt;br /&gt;tal desaparecimento.&lt;br /&gt;Os pergaminhos e crónicas&lt;br /&gt;Que chegaram até nós&lt;br /&gt;são do Século Vinte e Um,&lt;br /&gt;época tão recuada&lt;br /&gt;q’não deixou vestígio algum&lt;br /&gt;que permita ser estudada&lt;br /&gt;com um mínimo de exactidão.&lt;br /&gt;Só restava gente velha,&lt;br /&gt;e da última geração&lt;br /&gt;ficara apenas um jovem.&lt;br /&gt;Buscaram uma anciã&lt;br /&gt;e com Pompa e Circunstância,&lt;br /&gt;como no Circo Romano,&lt;br /&gt;ao jovem foram juntar&lt;br /&gt;num exótico  mano – a – mano, &lt;/p&gt;&lt;p&gt;realçando a importância&lt;br /&gt;do seu êxito ou fracasso&lt;br /&gt;pr’a bem da Humanidade&lt;br /&gt;e sua sobrevivência.&lt;br /&gt; “Mas novo não rima com velha” (*)&lt;br /&gt;e uma eréctil disfunção&lt;br /&gt;veio deitar tudo a perder&lt;br /&gt;destruindo a ilusão&lt;br /&gt;de manter a Humanidade&lt;br /&gt;com todos os seus defeitos&lt;br /&gt;e faltas de qualidade.&lt;br /&gt;E tudo voltou aos bichinhos,&lt;br /&gt;Lesmas e mais rastejantes&lt;br /&gt;ancestrais do ser humano&lt;br /&gt;e por demais repugnantes.&lt;br /&gt;Na Escala da Evolução&lt;br /&gt;só um ser inteligente&lt;br /&gt;como o “Delphinus Delphis”&lt;br /&gt;nadando contra a corrente&lt;br /&gt;fará renascer a Vida&lt;br /&gt;tornando, enfim este Mundo&lt;br /&gt;belo,  feliz,  abençoado…&lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;     …se antes o não matarem&lt;br /&gt;     os efluentes do Sado !&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;(*)- a frase assinalada faz parte de um poema do Autor Teatral Silva Tavares e reporta-se aos anos trinta  do Século passado. (se me não atraiçoa a memória) e era dedicado, ou melhor, dirigido a uma corista miuito bonita com idade de corista e corpo a condizer.  Com tão boas credenciais não era de estranhar que provocasse acesas paixões não só entre os espectadores como em gente do próprio teatro, incluindo o Poeta que há muito ultrapassara a idade da juventude: a dela e a dele. Ela, como se calcula, punha-lhe o cabeça em águe e o coração em ânsias. Daí o poema que se segue:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pus tão cega onfiança &lt;/p&gt;&lt;p&gt;na tua sinceridade&lt;/p&gt;&lt;p&gt;que sem me lembrar da idade&lt;/p&gt;&lt;p&gt;mais uma vez fui criança.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em vez de ver-me a um espelho&lt;/p&gt;&lt;p&gt;busquei abrigo em teu peito.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;"Nova não rima com velho"&lt;/p&gt;&lt;p&gt;quis que rimasse... bem feito!&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;                                                        &lt;/p&gt;&lt;p&gt;                                                        &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-310574550685674076?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/310574550685674076/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=310574550685674076&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/310574550685674076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/310574550685674076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2008/03/de-como-humanidade.html' title='de como a humanidade...'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-6781693793857457635</id><published>2008-03-11T16:13:00.002Z</published><updated>2008-03-11T16:29:54.878Z</updated><title type='text'>História....</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        HISTÓRIA TRÁGIC’RIDÍCULA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Começa por ser, ou parecer, simplesmente ridícula.&lt;br /&gt;        Passo a contar:&lt;br /&gt;        Num respeitável (  escrevo-o sem ironia ) Hospital, implantam-se Pacemakers que por   períodos mais ou menos alargados devem ser programados.&lt;br /&gt;         No caso em presença espaçado de cerca de um ano.&lt;br /&gt;          Os Serviços Burocrátic’Administrativos enviam aos pacientes, avisos marcando a data e hora do exame a realizar, com uma grande antecedência, a todos os títulos louvável pelo que representa de zelo,  competência, preocupação e extremo cuidado com a precária saúde&lt;br /&gt;da pobre gente que frequenta aqueles lugares de carinho e dor.&lt;br /&gt;           E o cuidado, a exactidão e a minúcia das indicações que; para citar um exemplo recente (tão recente que até é de hoje), um aviso de há oito meses, indicava como data futura do exame o dia 10 de Março de 2008 às 15.00 horas e 10 (repito, DEZ) minutos, com a indicação/ordem de que o utente deveria apresentar-se com meia hora de antecedência.  &lt;br /&gt;            Repare -se na ridícula minúcia dos dez minutos depois da hora certa, sabendo-se; como toda a gente sabe, das exasperantes e tantas vezes dolorosas esperas em rígidos assentos de madeira em  conflito com as magras carnes “regionais” que os velhos ossos tentam perfurar.&lt;br /&gt;            Chegado à recepção com apenas vinte e cinco minutos de antecedência, desculpei-me como pude, e esperei até às Dezassete horas.isto é, duas horas e vinte cinco minutos.&lt;br /&gt;             Pedida ao médico, aliás simpático e já meu conhecido  de anteriores esperas, a explicação para o preciosismo dos “dez minutos”, buscou no computador a resposta para a pergunta, e obteve-a : “a  cadência de atendimento está calculada em VINTE MINUTOS ???&lt;br /&gt;              Alguém, alguma vez teve num hospital - qualquer hospital - a dita de ser atendido em vinte minutos numa qualquer consulta?&lt;br /&gt;               Escreveu-se em título “Trágic’ridícula”&lt;br /&gt;               Retiremos porém o ridículo; fica-nos o trágico.&lt;br /&gt;               E hoje – como foi ontem e será certamente amanhã – os utentes eram todos, repito todos, pessoas acima dos setenta, e até dos noventa anos; uns em cadeira de rodas, outros amparando-se precariamente em bengalas.&lt;br /&gt;                 Ridículo, incompetente, ou ambas as coisas, e ainda desumanidade,  é o “burocrat’administrativo”, que aqui, como em  muitos outros serviços públicos, não cura de saber do sofrimento alheio,&lt;br /&gt;.              Diz o  Povo na sua imensa sabedoria:&lt;br /&gt;             ”O que os olhos não vêem, Coração não sente !...”&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-6781693793857457635?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/6781693793857457635/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=6781693793857457635&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/6781693793857457635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/6781693793857457635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2008/03/histria.html' title='História....'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-4652197423187245150</id><published>2008-03-06T16:38:00.002Z</published><updated>2008-03-06T17:04:49.351Z</updated><title type='text'>Photografia  &amp; fuga</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;       PHOTOGRAFIA  &amp;amp;  FUGA&lt;br /&gt;                -primo andamento,  vivacce&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Na verdade foi o “primeiro andamento” que ensaiei à frente da Polícia de Choque, e  não poderia ter sido mais “vivacce”-&lt;br /&gt;       Eu conto.&lt;br /&gt;       No inicio da década de oitenta do Século passado, organizou a CGTP uma manifestação na Praça da Figueira que registou uma enorme adesão e entusiasmo.&lt;br /&gt;        De facto não caberia nem mais um alfinete, como soi dizer-se, naquela vasta e linda Praça..&lt;br /&gt;         Actuava o grupo “Trovante”  com o jovem Luís Represas que fez um espantoso êxito que acrescentava  calor às palavras de ordem e ao agitar das bandeiras que ao contrário do que seria natural, não arrefeciam o ar em redor, antes o tornavam ainda mais escaldante.&lt;br /&gt;         De tal maneira subiu o entusiasmo que o dirigente dos Metalúrgicos que na ocasião orientava a cerimónia, teve a catastrófica ideia de propor que, em vez de cada um dispersar a caminho do sossego dos seus lares, que era o estabelecido à partida, se prosseguisse em desfile até ao  Terreiro do Paço.&lt;br /&gt;          Mas se a manifestação fora autorizada, o desfile não.&lt;br /&gt;          E asquela multidão enebriada pelo sucesso, seguiu o insensato conselho. Diz a Psicologia das Multidões, que basta um pequeno gesto issolado para arrastar uma multidão. &lt;br /&gt;             Logo os polícias infiltrados na Manif. alertara a Brigada de Choque estacionada junto da Esquadra da PSP na traseira do Teatro D.Maria e que eu tinha fotografado à socapa desde a rua das Portas de Santo Antão.&lt;br /&gt;          Sabia-se, pois, da sua existência e do seu empenho em mostrar serviço; razão mais do que suficiente para não entrar em loucuras.&lt;br /&gt;           Mas a loucura precaleceu, e ainda uma grande parte dos manifestantes não tinha saído da  Praça e entrado na estreita Rua dos Fanqueiros (quase sem trânsito porque era sábado)  já a Polícia lá chegara e apertava o cerco desde o Rocio.&lt;br /&gt;           E foi um fartar vilanagem. Choveu bastonada sem discriminações.&lt;br /&gt;           A correria pela rua abaixo, com todos atrapalhando todos, foi dramática.&lt;br /&gt;           Não sei como cheguei ao cruzamento com a Rua da Conceição por onde tomei o caminho da Victor Cordon e do sossego da Inter.&lt;br /&gt;           Portem, ao passar frente à entrada da Rua dos Douradores, vi três polícias a desancar um infeliz que tinha tentado escapar por aquela artéria.&lt;br /&gt;            Eu seguia pelo passeio contrário procurando não dar nas vistas,  sem pressa, vagarosamente qual pacato cidadão; mas três máquinas fotográficas penduradas ao pescoço mais uma bolsa típica de fotógrafo, não se escondem nem se disfarçam facilmente.&lt;br /&gt;            Foi quando um dos esbirros gritou. “Òlh’um fotógrafo!” e deixando a presa nas mãos dos colegas, lançou-se sobre na nova caça que eu representava.&lt;br /&gt;            Difícil correr com as máquinas a sacudir no pescoço, um braço a segurá-las e o outro a amparar a bolsa, e com uns escassos trinta metros de vantagem. Com mais de sessenta anos a pesar nas pernas, só mesmo o desespero me fez correr tanto, sempre à espera do bastão como  sinal de “stop.” e a inevitável queda  de desastrosas  consequências para mim e para o meu material&lt;br /&gt;          Foi assim que ensaiei o meu “primeiro andamento”&lt;br /&gt;          Transpus a rua Augusta ziguezagueando por entre os automóveis; vendo um casal de velhinhos que vinham em sentido contrário, gritei-lhes: “O gajo ainda aí vem ?”&lt;br /&gt;Que não, que não vinha. Tinha ficado do outro lado da Rua Augusta a olhar..&lt;br /&gt;           Mas se ele me obrigasse a um segundo andamento, como é que eu iria subir  a Calçada de São Francisco ?&lt;br /&gt;           Porque estava a tratar da troca da Carteira Profissional de Jornalista de Angola pela portuguesa, só trazia comigo como documentos de identificação o B I ainda de Luanda, e o cartão do P.C. este sim, já de Lisboa.&lt;br /&gt;           O que é que teria sido de mim, das câmaras e, pior de tudo: dos negativos daquela magnífica Manif.. se não tivesse ensaiado com êxito aquele andamento “presto com  fuga”.  . &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;                    &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-4652197423187245150?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/4652197423187245150/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=4652197423187245150&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/4652197423187245150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/4652197423187245150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2008/03/photografia-fuga.html' title='Photografia  &amp; fuga'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-2051982214124917964</id><published>2008-03-06T02:42:00.002Z</published><updated>2008-03-06T02:51:23.018Z</updated><title type='text'>coisa lixada o lixo</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;                                    COISA LIXADA, O LIXO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          No início da década de oitenta do Século XX fiz, para a Revista “ALAVANCA” da C.G.T.P.,uma reportagem fotográfica sobre a recolha e tratamento do lixo de Lisboa.&lt;br /&gt;          Foi, não êxito em afirmá-lo, um trabalho “lixado”.&lt;br /&gt;          Desde lixo amontoado nas ruas, contentores a deitar por fora, carros de recolha e o seu cheiro, tudo acompanhei e  cobri suportando o odor  durante várias noites, pelos diferentes bairros da cidade até  à descarga da malcheirosa carga no ainda mais malcheiroso, Vazadoiro Municipal de Beirolas, em terrenos hoje cobertos pelo Parque das Nações.&lt;br /&gt;            Ao tempo, quando o vento soprava “de feição” não se podiam abrir janelas em Sacavém.&lt;br /&gt;            O vazadoiro era um monturo informe que talvez tivesse tido algum um dia  um projecto de arranjo topográfico, mas deve jazer “auto-enterrado” como tantos outros neste país&lt;br /&gt;            Havia uma entrada virtual  na rede que deveria isolar a grande extensão das instalações, mas de tal maneira arruinada que qualquer viatura podia dispensar-se de passar pela entrada&lt;br /&gt;principal.&lt;br /&gt;             No centro, ou naquilo que se calculava que fosse fora  instalada a Estação de Tratamento de Lixos, que se destinava a ser o corolário do meu trabalho, da minha reportagem.&lt;br /&gt;             Ocupava um enorme espaço coberto onde  recolhi imagens de grandes máquinas com mangas transportadoras e grandes veios “sem-fim” que separavam, os sólidos dos bio-degradáveis destinados a adubos, O espaço era arejado, mas o incontornável odor: o produzido no interior mais o que vinha de fora, só se dissipava quando, alguns dias depois, o nariz perdia dele e memória.&lt;br /&gt;              Não posso firmar peremptoriamente  que os operários não usavam máscaras, mas tenho na memória que assim era de facto.&lt;br /&gt;              Afinal a Estação não foi a “cereja no bolo,”esse papel viria a caber ao vazadoiro propriamente dito.&lt;br /&gt;                Este desenvolvia-se numa cordilheira de olorosas montanhas em que serpenteavam uns labirínticos  caminhos de pé posto, onde afanosas criaturas esgravatavam em busca, se não de um tesouro, pelo menos de algo que lhes garantisse o almoço.  E muitas eram as pessoas. Havia mesmo num recanto uma espécie de telheiro “construído” com produtos locais, onde iam guardando os tesouros encontrados.&lt;br /&gt;                No cume de uma das montanhas vi um grande camião descarregando batata em sacos de origem.&lt;br /&gt;                Tratar-se-ia de mercadoria ilegal apreendida, ou de produto impróprio para consumo.&lt;br /&gt;                 Fosse um ou outro o caso, era imperioso evitar a sua entrada no circuito comercial.&lt;br /&gt;                 Por isso um soldado da Guarda Fiscal velava pelo cumprimento da Lei.&lt;br /&gt;                 Nas imediações, um grupo de homens que não apresentava o  aspecto de quem anda ao lixo, mantinha-se atento aos movimentos do guarda fiscal que, muito a propósito ia andando em volta do camião em lentas passadas de “polícia de giro”.&lt;br /&gt;                Tudo muito bem calculado: quando o soldado desaparecia por detrás do camião, os homens lançavam-se sobre os sacos que carregavam aos ombros e desciam o monte numa correria desenfreada  até às carrinhas paradas cem metros mais abaixo.&lt;br /&gt;                  E a cena foi-se repetindo sob os meus olhos atónitos.&lt;br /&gt;                Perante isto, esta impecável organização, perguntei-me: “ qual será o “snak” ou o restaurante cujos clientes irão saborear as batatas desta colheita ?&lt;br /&gt;                  Sim. Porque para um Asilo é que elas não foram&lt;br /&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     “            A Tempo” ( e a propórito ): passados que são mais de vinte anos, eis que hoje a meio da manhã da última terça-feira de Fevereiro do ano de Graça de  Dois mil e oito,  nesta “cidade” de Sacavém,  à entrada do Bairro da Quinta do Património, deparo com meia dúzia de contentores trasbordantes de lixo, rodeados por igual quantidade de “excedentário” em lista de espera, sabe-se lá por quanto tempo mais.&lt;br /&gt;               Um pouco acima, no centro histórico, encostado ao Mercado Municipal em cujo edifício funciona a Junta a Freguesia, idêntico espectáculo se me depara.&lt;br /&gt;               Estou certo de que por todos os outros locais “beneficiários” dos Serviços de Limpeza Camarários, mais contentores pletóricos de lixo convivem com mais sacos, espalhados pelo chão, pedaços de móveis, e até cadeirões   e sofás, electrodomésticos, loiça sanitária, etc.&lt;br /&gt;               Assim se proporciona um colorido e perfumado ambiente de fim de semana a uma população descrente e resignada.&lt;br /&gt;                Resignada sim! Porque ao longo dos anos vividos nesta “cidade” de Sacavém nunca vi que, contra esta vergonha,alguém se levantasse     …nem eu.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-2051982214124917964?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/2051982214124917964/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=2051982214124917964&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/2051982214124917964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/2051982214124917964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2008/03/coisa-lixada-o-lixo.html' title='coisa lixada o lixo'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-1965258349057976270</id><published>2008-03-05T22:41:00.002Z</published><updated>2008-03-05T23:08:22.704Z</updated><title type='text'>as qualidades e a memória</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;AS  QUALIDADES  E  A  MEMÓRIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Há, entre os muitos erros do Criador, um que me choca pela  crueldade, involuntária acredito, mas que nem por isso deixa de ser cruel.&lt;br /&gt;    Que diferença me faz a mim, uma vez atropelado, que o condutor estivesse alcoolizado ou simplesmente   distraído, se o resultado seria sempre o mesmo?&lt;br /&gt;    Assim o Criador.&lt;br /&gt;    Porque nos vai tirando, ou deixando perder, qualidades  e não nos retira a memória delas?&lt;br /&gt;   Porquê irmos pouco a pouco deixando, por exemplo, de poder alcançar e colher um colorido    fruto de uma alta e  bela árvore ?&lt;br /&gt; Porquê, sendo a árvore menos alta, mesmo asim,não nos pemite idade colher o fruto que a proximidade torna mais apetitoso?&lt;br /&gt;  Porquê, finalmente, a incapacidade  de colher o fruto, mas não da sua vista, da recordação do seu perfume, e sabor.?&lt;br /&gt;  Por tudo isto atrevo-me a exprobar o Criador por  ter matado em mim  a qualidade, deixando dela uma  viva recordação, mas retirando-me até, a esperança de que   o fruto me venha a cair nas mãos.&lt;br /&gt;  E para maior sofrimento:    “até a Esperança é a última a morrer”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-1965258349057976270?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/1965258349057976270/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=1965258349057976270&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/1965258349057976270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/1965258349057976270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2008/03/as-qualidades-e-memria.html' title='as qualidades e a memória'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-106857877834098495</id><published>2008-02-26T21:24:00.002Z</published><updated>2008-02-26T22:48:11.275Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>O  QUE  SE  PRETENDE, AFINAL  ?  XWX&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabo de ler na imprensa, um  anúncio  de página que começou por me sensibilizar .&lt;br /&gt;era sobre as crianças e os seus direitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rezava assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “ACREDITAMOS  QUE”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Toda a criança tem o direito de brincar,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Toda a criança tem o direito de explorar &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda a criançatem o direito a usar imaginação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       &lt;span style="color:#33cc00;"&gt;Toda a criança tem  o direito a participar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Toda a criança tem o direito a descobrir o mundo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;             &lt;span style="color:#993300;"&gt;Toda a criança tem o direito a sujar-se&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;Porque só assim é possível aprender a crescer&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         &lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Toda a criança tem o direito a ser criança&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                    &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Skup&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;                          … é bom sujar-se&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                       Afinal o que se pretendia ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Chamar a atenção para os direitos das crianças&lt;br /&gt;      ou… VENDER DETERGENTES ?&lt;br /&gt;       Incentivar os pais a procurar que os filhos se sujem&lt;br /&gt;porque…&lt;br /&gt;       “Só ASSIM É POSSÍVEL…vender  detergentes ?”&lt;br /&gt;.        Bem fariam utilizando-os na lavagem das vossas mentes que me não parecem muito limpas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-106857877834098495?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/106857877834098495/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=106857877834098495&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/106857877834098495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/106857877834098495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2008/02/o-que-se-pretende-afinal-xwx-acabo-de.html' title=''/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-6029268557231483381</id><published>2007-12-28T19:11:00.000Z</published><updated>2007-12-28T19:21:23.666Z</updated><title type='text'>E SE A TELEVISÃO DEIXASSE DE SER INODORA' ?'</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;            “ E se a Televisão deixasse de ser INODORA??? ”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Nem quero pensar nisso, principalmente quando vejo, e vejo muitas vezes ao  dia ,um anúncio sobre um medicamento de efeitos imediatos para certo desarranjo  intestinal.  &lt;br /&gt;       Parece predestinação, mas sou obrigado a vê-lo  e ouvi-lo sempre que me sento à mesa, se não vou a tempo de desligar a TV -  Trata-se de um senhor que estando numa fila interminável,&lt;br /&gt;faz uma cara de sofrimento, põe a mão na barriga e abandonando  apressadamente a fila  dirige-se a uma porta encimada pelas letras WC, enquanto uma voz “off” vai debitando uns conselhos sobre a necessidade de acabarmos com “ela” antes que “ela” acabe connosco .&lt;br /&gt;         E finaliza tudo com a toma de um comprimido e uma ida ao Cinema com a namorada.&lt;br /&gt;        Muito romântico e talvez  eficaz.&lt;br /&gt;        Porém,  atrevo-me a sugerir que, já que a TV  é inodora  - e temo pelo dia em que deixe de o ser- porque não terminar com um plano de todos os cavalheiros da fila com o dedo nariz&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-6029268557231483381?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/6029268557231483381/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=6029268557231483381&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/6029268557231483381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/6029268557231483381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2007/12/e-se-televiso-deixasse-de-ser-inodora.html' title='E SE A TELEVISÃO DEIXASSE DE SER INODORA&apos; ?&apos;'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-7462806489566443273</id><published>2007-12-25T21:35:00.000Z</published><updated>2007-12-25T21:36:43.151Z</updated><title type='text'>SETENTA  ANOS ATÉ ... À  OBESIDADE</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 11.2pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; color: windowtext; font-weight: normal; font-style: normal;"&gt;Vi ontem, pela enésima vez a “Canção de Lisboa”, filme em que iniciei a minha carreira como profissional de Cinema. Foi no Verão de 1933. Como acima digo, vi o filme inúmeras vezes através da TV, e em todas elas senti uma imensa saudade daquele tempo, dos pormenores das filmagens que se mantêm vivos na minha memória. Mas justamente ontem fui surpreendido com algo que nunca tinha visto no filme. Uma amiga brasileira a quem eu ia chamando a atenção para os artistas, para as cenas mais curiosas, etc. diz-me a certa altura: “Mas naquele tempo só havia pessoas magras?”&lt;br /&gt;Caí em mim e apercebi-me de que, realmente, a não ser o Vasco Santana não havia mais nenhuma pessoa verdadeiramente gorda. Passei a ver o filme com mais atenção, e constatei que na cena da eleição da Miss Castelinhos” em toda a plateia não se dava conta de qualquer pessoa gorda. Isto não quer dizer que as não houvesse, mas desapareciam no meio dos magros ao invés do que hoje acontece.&lt;br /&gt;Também nas cenas de rua, na Estação do Rocio e na Praça D.Pedro IV, não só os figurantes, mas igualmente os transeúntes alheios às filmagens, não primavam pela abundância de camada adiposa.&lt;br /&gt;A quem tenha dúvidas sugiro que veja, ou reveja, com atenção alguns dos filmes daquela época. Anos 30/40 do Século XX :. “Pai Tirano” Pátio das Cantigas” “João Ratão” “Camões” “Ribatejo” Leão da Estrela” “Costa do Castelo” Menina da Rádio”, etc.&lt;br /&gt;Pois veja, compare e… compare-se.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-7462806489566443273?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/7462806489566443273/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=7462806489566443273&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/7462806489566443273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/7462806489566443273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2007/12/setenta-anos-at-obesidade_25.html' title='SETENTA  ANOS ATÉ ... À  OBESIDADE'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-1161157549735215238</id><published>2007-12-22T16:16:00.000Z</published><updated>2007-12-22T16:19:22.071Z</updated><title type='text'>“COMO AS COISAS MUDAM, OU,COMO O TEMPO MUDA AS COISAS”</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Isto é um lugar comum. Pois que seja, mas os lugares comuns.aplicam-se às coisas comuns.&lt;br /&gt;Li na Imprensa que roubaram violentamente o carro ao jogador&lt;br /&gt;do Benfica, Nuno Assis.&lt;br /&gt;Tratava-se de um Jeep Land-Rover topo de gama e topo de preço.-&lt;br /&gt;Compreendo o desgosto que o moço terá tido para além do prejuízo que o seguro pagará…ou não.&lt;br /&gt;Segundo li, o Jeep já estará dividido em peças por alguma das oficinas “topo de competência” e posto à venda num qualquer autorizado sucateiro.&lt;br /&gt;Outra hipótese é a de ir a caminho do Oriente onde renderá bom dinheiro.&lt;br /&gt;Mas não restam, dúvidas: “O Tempo muda as coisas”&lt;br /&gt;No ano de 1950, há portanto cinquenta e sete anos, acompanhei a “tournée” que o Benfica realizou em Angola.&lt;br /&gt;Tive assim o instrutivo privilégio de conviver com as maiores estrelas do Desporto Rei porque… e vejam como as coisas de facto mudam: comíamos e dormíamos juntos (salvo seja!) isto é dormíamos em camaratas ou, na melhor das hipóteses, em quartos “multicamas” em modestos hotéis do Interior.&lt;br /&gt;Na ausência de dirigentes abriam-se em lamentos dando expressão a descontentamentos vários. Expressões e&lt;br /&gt;descontentamentos que se desvaneciam com o amanhecer.&lt;br /&gt;Que me lembre, os dois maiores lamentos eram:&lt;br /&gt;1º - terem de pagar os fatos (grená escuro) usados durante a digressão.&lt;br /&gt;2º- e mais dramático lamento:&lt;br /&gt;Estavam absolutamente proibidos de conduzir o seu próprio transporte.&lt;br /&gt;É verdade.&lt;br /&gt;Não podiam andar de … “LAMBRETA”.&lt;br /&gt;Como o TEMPO mudou as Coisas!...&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-1161157549735215238?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/1161157549735215238/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=1161157549735215238&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/1161157549735215238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/1161157549735215238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2007/12/como-as-coisas-mudam-oucomo-o-tempo.html' title='“COMO AS COISAS MUDAM, OU,COMO O TEMPO MUDA AS COISAS”'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-3748395555555162486</id><published>2007-12-02T00:50:00.001Z</published><updated>2007-12-02T00:51:30.733Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-3748395555555162486?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/3748395555555162486/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=3748395555555162486&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/3748395555555162486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/3748395555555162486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2007/12/blog-post.html' title=''/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-4530825100929560091</id><published>2007-11-17T20:34:00.000Z</published><updated>2007-11-17T22:02:25.826Z</updated><title type='text'>A Mandioqueira</title><content type='html'>A MANDIOQUEIRA&lt;br /&gt;            Fazenda Srª Eulália, 27/Outubro/1965&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Aquela pobre árvore…( descubro agora, quarenta e dois anos depois, que mandioqueira é uma pequena cultivadora de mandioca, que “Mandioca” é um arbusto&lt;br /&gt;- manibot esculenta do grupo das euforbiáceas – e que portanto, "mandioqueira"  como designação de arbusto – e muito menos de árvore – simplesmente não existe, segundo reza o Dicionário da Língua Portuguesa HOUAISS..&lt;br /&gt;              Tudo muito correcto, muito erudito.&lt;br /&gt;              Mas a linguagem erudita,  como  a científica  tem em exactidão, em rigor, o que lhe falta  em “coisa viva”. É incapaz de transmitir calor humano, ternura; e é  de ternura que se fala.&lt;br /&gt;               Imaginemos que o iniciava assim:“aquela pobre manibot esculenta  gentia que…”? Não, o que se passou foi com:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        Aquela pobre árvore gentia que em tempos trouxera de longe sobre a velha  lona do jeep, e com todo o carinho plantara.Essa pobre Mandioqueira parecia ter um destino  igual ao meu.&lt;br /&gt;                Sempre que  o vento sopra mais forte, a  trovoada e a chuva desabam furiosamente sobre a pobre, torcem partem  destroem tudo à sua pasagem. Os braços mais  altos  erguidos ao Céu, são as primeiras e indefesas vítimas.&lt;br /&gt;               Foi o que mais uma vez aconteceu.  Não vi. Estava para Luanda, mas a luta deve ter sido medonha e cruel, quase como entre os homens: de um lado um elemento poderoso e implacável descarregando, toda a sua fúria,  todos os  golpes, sobre uma vítima inocente e frágil  sem capacidade de defesa, mas com coragem  para resistir e sobreviver.&lt;br /&gt;                 Quando regressei não queria acreditar no que  via.&lt;br /&gt;                Os ramos mais fortes e mais altos, a cuja sombra tantas vezes me abrigara, jaziam por terra.  .&lt;br /&gt;                .Tragicamente separados da Mãe, os restos ainda verdes dos ramos e rebentos mais novos que se preparavam para seguir os mais velhos,também eles, recobriam o chão.&lt;br /&gt;                  A fúria do vendaval tudo arrasara e destruíra.&lt;br /&gt;                           Dos membros amputados, a seiva branca. leitosa corria como lágrimas do um  corpo  cansado de repetidas lutas pela sobrevivência.&lt;br /&gt;                           Era um tronco rugoso, rude e retorcido que ajudarei a retornar à vida, livrando-o de alguns ramos inúteis que lhe roubariam  a seiva vital, protegendo  as cicatrizes contra o ataque de parasitas que lhe dariam o golpe final..&lt;br /&gt;                           Depois esperarei que  a minha MANDIOQUEIRA arribe, cresça &lt;br /&gt;volte a dar-me abrigo na sua sombra generosa                            .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                          &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        -&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-4530825100929560091?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/4530825100929560091/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=4530825100929560091&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/4530825100929560091'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/4530825100929560091'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2007/11/mandioqueira.html' title='A Mandioqueira'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-874211492625962574</id><published>2007-10-19T01:23:00.000+01:00</published><updated>2007-10-19T01:48:19.647+01:00</updated><title type='text'>ESCOLA DO TCHIVINGUIRO</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;ESCOLA  DO   TCHIVINGUIRO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    …” tirar de onde faz falta&lt;br /&gt;    para pôr  onde faz  vista“&lt;br /&gt;            ( António Sérgio  )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Em meados da década de cinquenta fui encarregado de fazer um documentário  sobre a  Escola de Práticos Agrícolas do Tchivinguiro, mais tarde  Escola de Regentes  Agrícolas  na província da Huíla  no alto da Serra da Chela, paisagem  da mais  impressionante beleza, que hoje, quarenta e cinco anos depois, fechando os olhos, “vejo” e sinto o assustador  fascínio daquela paisagem grandiosa, que me provocou  “a tentação do abismo” e me deixou  quase em pânico.&lt;br /&gt;     Sempre que lá voltava; e voltei muitas vezes, sentia a mesma sensação&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;     Antes de sair de Luanda recebi das mãos do Director dos Serviços de Educação uma pasta com indicações sobre aquilo que deveria merecer mais destaque no filme, começando por referir a grandeza do edifício, e os pormenores arquitectónicos.&lt;br /&gt;      .Indicações bem vindas, posto que, desconhecia completamente aquela Escola que iria ver pela primeira vez.&lt;br /&gt;     O Director dos Serviços de  Educação, quando me entregou a pasta,  fez questão de me recomendar “não se esqueça dos pormenores arquitetónicos”.&lt;br /&gt;     Dias depois, voei  os mil e tantos quilómetros que me separavam de Sá da Bandeira de onde me levaram  até  à Escola, do Tcjhivingiiro deixando-me pouco menos que abandonado  à porta de um edifício  grandioso, mais pelas dimensões do que pela arquitectura que era bastante simples, harmoniosa, mas onde nada havia digno de destaque, a não ser a incongruência de uma tão grande construção, no isolamento de uma imensidão de terras até onde a vista alcançava.     Curiosamente,a cerca de cinquenta metros a residência do Director, um pequeno “chalet” de agradável  arquitectura, . parecia tornar ainda maior a Casa Mãe,.&lt;br /&gt;.   Nada mais à vista.&lt;br /&gt;    Entrei para o  átrio que era tão espaçoso quanto o exterior fazia prever. Muito alto, com o teto apoiado em várias colunas, a impressã que deixava  era  de algo conventual.&lt;br /&gt;     Calmo, sossegado silencioso&lt;br /&gt;     Nenhum bulício que indiciasse a presença de alunos.&lt;br /&gt;     Subitamente  foi-se o sossego, a calma, o silêncio.&lt;br /&gt;     Um homem novo, de porte altivo e atlético surge de uma escada ao fundo, dirigindo-se a mim gesticulando e clamando em alta voz.&lt;br /&gt;      “Se o senhor vem aqui para filmar os pormenores arquitectónicos ,bem pode voltar pelo  mesmo caminho!””&lt;br /&gt;       Fiquei surpreso e até indignado com, a recepção, mas procurei manter  calma..&lt;br /&gt;      “ Eu não sei quem o senhor é, mas sempre lhe digo  que trago  uma credencial  da Direcção dos  Servços que me autoriza a filmar as várias actividades desta Escola, e também os  pormenores arquitectónicos .”&lt;br /&gt;      “Desculpe excedi-me”,e apresentou-se. Era o engenheiro agrónomo Director da Escola.&lt;br /&gt;      “Vou mostrar-lhe toda a Escola, e o senhor poderá avaliar a justeza da minha indignação”.&lt;br /&gt;        Começámos pelo ginásio.&lt;br /&gt;        Era na cave e tinha dois metros de pé direito.&lt;br /&gt;        O dormitório, no último andar era muito comprido, e dividido longitudinalmente por um murete de  um metro de altura.&lt;br /&gt;        De um lado e do outro  encostavam-se as cabeceiras das camas dos alunos que tinham entre 13 e 19 nos.&lt;br /&gt;         Ao fundo, num recanto, uma cama coberta por  um mosquiteiro .&lt;br /&gt;         Era de um dos professores. Não havia quarto para ele, e a “privacidade “ estava resguardada pela transparência do tule de um mosquiteiro.&lt;br /&gt;        Rapidamente nos afastámos daquele deprimente cenário, e com mais esperança ( da  minha parte).entrámos no Laboratório de Física/Química. Sala bem iluminada,  bem ventilada pelas amplas janelas, estava  provida de grandes e sólidas  bancadas … sem os tampos de mármore, ou de qualquer outro material.&lt;br /&gt;      Tinham uma canalização de muito bom aspecto e, presumo, boa qualidade, mas não tinham  água ligada.&lt;br /&gt;      Passámos ao exterior, minha última esperança de poder colher algumas imagens dinâmicas como são as dos trabalhos  agrícolas.&lt;br /&gt;     Como maquinaria  apenas um pequeno tractor que já conhecera melhores dias e nem  teria potência  para mover qualquer alfaia que aliás não vi, nem perguntei se havia.&lt;br /&gt;     E agora, o que é que o senhor me diz”?&lt;br /&gt;   “Bem! Parece que vou mesmo ficar-me pelos pormenores arquitectónicos”.&lt;br /&gt;     Fomos almoçar e ficámos Amigos por longos anos..i      &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-874211492625962574?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/874211492625962574/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=874211492625962574&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/874211492625962574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/874211492625962574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2007/10/escola-do-tchivinguiro.html' title='ESCOLA DO TCHIVINGUIRO'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-9112206370403866677</id><published>2007-10-16T15:33:00.002+01:00</published><updated>2007-10-16T16:46:36.589+01:00</updated><title type='text'>Um rasg~</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; UM RASGÃO NO “D.O”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Mais uma vez me deslocava a Cabinda, o que fiz inúmeras vezes, sempre  com  prazer.&lt;br /&gt;         Agora num avião militar, um” Dornier”, aparelho  muito ligeiro que aterrava em qualquer sítio (quase), e tinha espaço apenas para seis passageiros, Três sentados de costas para os tripulantes, e outros tantos em frente destes.&lt;br /&gt;       Nesta viagem de  cujo objectivo me não recordo, iam também três sobas de Cabinda e Lândana (suponho) e que levavam uns gorros   de “mateba” (*)  muito coloridos ,e com uma espécie de "maçarocas" igualmente coloridas e da mesma “mateba”,  pendentes dos lados do gorro&lt;br /&gt;       Tratava-se  certamente de alguma distinção especial –os sobas eram muito velhos – e eu apenas conhecia aqueles goros por tê-los visto no Museu.&lt;br /&gt;     Os velhos iam impassíveis, não falavam e tinham um ar de quem não se encontrava  muito feliz&lt;br /&gt;     Os tripulantes eram, o Alferes Alvarenga, piloto e um sargento rádio/ /mecânico.&lt;br /&gt;   A meio da viagem, uma lona do tecto do aparelho rasgou-se e começou a bater com o vento, fazendo muito ruído, além de sacudir bastante o aparelho.&lt;br /&gt;   Era incómodo de facto, mas não perigoso.&lt;br /&gt;   Em todo o  caso a tripulação resolveu acabar com a anomalia.&lt;br /&gt;   O mecânico levantou-se e virando-se para o nosso lado, sacou de um enorme navalhão que introduziu entre as juntas metálicas do tecto,&lt;br /&gt;  Começou a cortar literalmente  o avião ao meio, ficando ele com a metade da frente e deixando-nos abandonados nos céus com  outra metade.  Deve  ter sido isto que os sobas pensaram a avaliar pela "brancura" dos seus rostos.&lt;br /&gt;  Finalmente a lona soltou-se, mas não abandonou o avião: agarrou-se à antena do rádio, que era vertical.&lt;br /&gt;  Era um grande pedaço que ficou drapejando como uma bandeira ao vento e continuando a provocar ruído.&lt;br /&gt;   Mas o pior, é que  os sobas viam-no, e o susto manteve-se, se nao umentou.&lt;br /&gt;    Corria-se o risco de que antena que já ía bastante curvada, se quebrasse.&lt;br /&gt;    Então assistiu-se,  ou por outra assisti, porque os sobas iam de olhos&lt;br /&gt;fechados e sabe-se lá  que deuses  evocariam pois o piloto Alvarenga  fez com o avião o mesmo que uma dona de casa faz para  despejar o feijão  duma panela : inclinou-o para o lado e sacudiu-o com violência.&lt;br /&gt; A “bandeira” respondeu positivamente, escorregando um pouco para o topo do improvisado mastro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;. .O piloto repetiu as sacudidelas, e os sobas iam ficando cada vez mais “brancos”. Devo confessar que não  ficaram pálidos sozinhos.&lt;br /&gt;    Finalmente a lona soltou-se, a antena endireitou-se, os rostos recuperaram as cores naturais escurecendo umas e outra.&lt;br /&gt;   Só que estava escrito que aquela viagem iria ter outros motivos para recordar..  &lt;br /&gt; Algumas milhas à frente avistámos uma cortina  de chuva tão densa que não seria possível entrar nela sem forte risco de partir o avião, ou ainda, por desconhecimento da  extensão da chuvada, poderíamos perder-nos, pois vinhamos  fazendo “navegação à vista”.&lt;br /&gt;   Isto nos foi dizendo o comandante com quem a comunicação era fácil dadas as dimensões e a simplicidade do interior do Dornier..&lt;br /&gt;     Assim, demos meia volta fugindo a grande velocidade da chuva que só veio a alcançar-nos quando aterrámos na pista  do Ambrizete e o piloto continuou  pela povoação até parar à porta do Hotel onde esperámos que a chuva parasse.&lt;br /&gt;    Curiosamente não me recordo se  almoçámos e continuámos até Cabinda ou voltámos para  Luanda.&lt;br /&gt;    Enfim tive uma "branca".. . mas também, depois das emoções daquele vôo, para quê  falar de um outro rotineiro, sem história ?&lt;br /&gt;         (*) “mateba”capim muito fino e resistente, com o qual se “tecem”&lt;br /&gt;reposteiros, cortinas, adornos (como os gorros), peças de artesanato,&lt;br /&gt; e o  meu Pai encadernava livros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-9112206370403866677?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/9112206370403866677/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=9112206370403866677&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/9112206370403866677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/9112206370403866677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2007/10/um-rasg_16.html' title='Um rasg~'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-1300194705422839017</id><published>2007-10-16T15:33:00.001+01:00</published><updated>2007-10-16T15:33:51.693+01:00</updated><title type='text'>Um rasg~</title><content type='html'>&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-1300194705422839017?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/1300194705422839017/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=1300194705422839017&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/1300194705422839017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/1300194705422839017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2007/10/um-rasg.html' title='Um rasg~'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-2625581850896255191</id><published>2007-10-08T17:55:00.000+01:00</published><updated>2007-10-08T18:00:54.770+01:00</updated><title type='text'>SUSTO A PRAZO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Em  mil novecentos e trinta e oito ou trinta e nove, teve lugar em  Lisboa o Congresso do Vinho e da Vinha com o apoio do Ministério da  Agricultura.&lt;br /&gt;           A fim de promover no estrangeiro  o interesse pelo evento, mandou aquele Ministério  que se realizasse um documentário  cinematográfico em 35m/m,( formato ,comercial)&lt;br /&gt;           Foi  indicado para o realizar, o Escritor Adolfo Coelho, funcionário daquele ministério e especialista de pequenos filmes de bonecos animados (não desenhos) destinados chamar a atenção do público para coisas úteis, como higiene alimentar, cuidados a ter com a criação doméstica , etc.&lt;br /&gt;         Servia como guião a prosa que o apresentador deveria “debitar&lt;br /&gt;durante as  exibições do filme.&lt;br /&gt;         Adolfo Coelho chamou como habitualmente, o Operador Aquilino Mendes , de quem eu era assistente.&lt;br /&gt;         Eu adorava os Documentários que o sr Adolfo Coelho realizava . para o seu ministério.&lt;br /&gt;         O cenário era sempre o campo, as culturas e até a  Saúde&lt;br /&gt;         Lembrei-me agora, de um cujo título era  “Nasceu um Menino”&lt;br /&gt;e procurava divulgar os cuidados a ter durante a gravidez ,e o parto&lt;br /&gt;          De entre os planos mais delicados, destacava-se  o do parto que filmamos na Maternidade Magalhães Coutinho.&lt;br /&gt;          Depois dos  preparativos chegou a hora do nascimento e, como&lt;br /&gt;é  clássico, estando a câmara do lado da mãe, apareceu-nos o Bebé nas mãos da médica. Depois filmámos com pormenor todos os actos que se seguiram, desde o corte do cordão  até ao enfaixar. E a entrega do filho à mãe.&lt;br /&gt;          Nada de chocante, antes de ternura, e que não se tivesse  visto&lt;br /&gt;antes.&lt;br /&gt;          Este filme passou a ser um dos complementos do programa de&lt;br /&gt;“Fátima, Terra  de Fé” de Brun do Canto, estreado  em 1940 ou quarenta e um.&lt;br /&gt;          O Produtor, César  de Sá, deu-me a incumbência de fiscalizar&lt;br /&gt;o filme em todos os cinemas onde se exibisse.&lt;br /&gt;          Foi em Santarém que tive ocasião de presenciar a cena mais&lt;br /&gt;caricata, mais retrógrada e mais hipócrita que poderia ter imaginado.&lt;br /&gt;         Uma tarde, entrou no cinema um grupo de alunas do colégio das  freiras.&lt;br /&gt;         Eram raparigas adolescentes e vinham acompanhadas (guardadas)  por duas freiras. Nada de estranhar.&lt;br /&gt;         Começou o espectáculo pelos complementos como era uso na época;, uso  que se perdeu e foi substituído pela mastigação das pipocas..&lt;br /&gt;         Projectou-se primeiro um filme de desenhos animados, a seguiro Jornal de Actualidades,  com as incontornáveis cenas de guerra.&lt;br /&gt;         Depois, antecedendo imediatamente o intervalo, projectou-se o documentário “Nasceu um Menino”&lt;br /&gt;         E o menino nasceu realmente mas as moças, muitas das quais&lt;br /&gt;em idade de ser mães, não o  viram..&lt;br /&gt;         Foram retiradas da sala para os  corredores enquanto uma das guardiãs ficava  a espreitar por detrás das cortinas, que o filme acabasse e as raparigas pudessem entrar para ver  a publicidade, enquanto esperavam pela “Terra de Fé” e pelo “milagre”  feito por nós no antigo campo de futebol do ;Lumiar.&lt;br /&gt;         Voltando ao prosaico mundo das realidades e aos documentários&lt;br /&gt;de Adolfo Coelho, quero realçar que muito nos aprazia, ao Aquilino e a mim colaborar neles não sõ  pelos cenários “ecológicos”,(palavra jamais ouvida naqueles tempos) em que se desenrolavam, como também pelos assuntos tratados: “Campanha da Pêra” (Lourinhã). Adubação do meloal” (Ribatejo) “Tratamento da Vinha, (?) etc.&lt;br /&gt;Ou o estudo da malária pelo Instituto de Malariologia em Alcácer do Sal ( este por si só daria um relato detalhado ).&lt;br /&gt;   Já vai longa a listagem e ainda não disse o que mais nos agradava naquelas filmagens:  os “planos de trabalho”, ou mais precisamente,&lt;br /&gt;“plano para um  dia“   Eu explico: o realizador era uma pessoa com uma deficiência numa das pernas o que lhe dificultava o andar, sobretudo nos campos de cultura. Acresce a isso  o seu peso:,180 quilos, o que não  o impedia de ser uma pessoa bem disposta com grande senso de humor e um dos três mais brilhantes  conversadores que conheci: Leitão de Barros,  Vasco Santana e ele próprio.,&lt;br /&gt;     A juntar a todos estes predicados, havia um que, - não direi&lt;br /&gt;que se sobrepunha aos outros, - mas tinha reflexos mais directos&lt;br /&gt;na nossa boa disposição para cumprir com rigor, e até com prazer o Plano de Trabalho de  cada dia.&lt;br /&gt;     O nosso Realizador, era um insuperável “Gourmè”-&lt;br /&gt;      Logo de manhã encaixados no Fiat Balila  de serviço, conduzido pelo motorista Moreira tendo o Realizador, metade no banco a seu lado  e outra metade no seu próprio assento.  No banco de trás, nós dois poderíamos ir bem à vontade não fora a mala da máquina, a bateria, a malinha das “manigâncias”&lt;br /&gt;“plano de A caminho do .local de filmagem  passávamos por um&lt;br /&gt;Restaurante previamente   referenciado por Adolfo Coelho, e aí,era encomendado o almoço nunca para antes das  duas da tarde, após o que dávamos início  à execução do resto do plano de trabalho.&lt;br /&gt;,       Trabalhávamos com vontade, não só por sermos profissionais&lt;br /&gt;sérios e competentes, mas incentivados  pela ideia do almoço de que já sabíamos a ementa, que íamos prelibando  à medida que  nos íamos aproximando  do fim do “Plano de Trabalho” coincidente  com&lt;br /&gt;o sentar à mesa, de onde  nos levantávamos passado horas, para reentrar no Fiat Balila. E ainda mais apertados, regressar a casa.&lt;br /&gt;        Não se infira do exposto que éramos uns mandriões uns relapsos&lt;br /&gt;        A ideia, aliás, boa. era não cortar o ritmo de trabalho com, um almoço que sendo frugal não reporia  as energias dispendidas;  ou uma lauta refeição emoliente que leva tempo a repor a energia que só volta quando já são horas de acabar o dia de trabalho.&lt;br /&gt;        Assim fora em todos os anteriores trabalhos com Adolfo Coelho,  e assim está  sendo  agora com este que referi lá muito para trás .&lt;br /&gt;        Na ocasião procurávamos ilustrar o seguinte período: do guião: “,,, …”utilizando os mais variados meios de transporte demandam Portugal. centenas de pessoas.”…&lt;br /&gt;       Assim começamos por filmar carros nas fronteiras e  navios de turismo no porto de Lisboa. Havia uma Companhia inglesa, a Yonard Line que ostentando na chaminé as cores da bandeira espanhola  como cor da empresa, demandavam todas as semanas, o Cais do Tabaco, Stª Apolónia , desembarcava um grupo de turistas  e partia dois dias depois levando-os de novo.&lt;br /&gt;        Mas o que não levava eram os magníficos casacos, alguns de peles, que as senhoras envergavam à chegada.&lt;br /&gt;        Com a aviação foi mais complicado, ainda não havia carreiras Internacionais regulares. Na verdade nem para o Porto havia carreiras que devem ter sido inauguradas pouco tempo depois.&lt;br /&gt;       Valeu-nos a “ALITALIA” que vinha a Lisboa de vez em quando,e que  apanhamos quase de embuscada-&lt;br /&gt;       Deixamos para o fim  os Caminhos, de Ferro, por serem os mais fáceis. Estavam ali com hora marcada, quase em qualquer sítio&lt;br /&gt;      Escolhemos entre outros locais, uma recta que começava junto da Estação de Vila Franca e se estendia alguns quilómetros no sentido Lisboa.&lt;br /&gt;     A localização, era  óptima; ficava ao lado do terreno da feira anual de V.Franca,  que nesse tempo se realizava  à beira da estrada que vinha de Lisboa .&lt;br /&gt;    Logo depois daquele  terreno, corria a linha ´férria  a um, nível&lt;br /&gt; ligeiramente mais baixo&lt;br /&gt;     Depois era o rio  para onde corriam as ´águas pluviais através de valas que passavam por   baixo  dos rails.&lt;br /&gt;      Informados da hora a que passaria ali o rápido do Porto, fomos esperá-lo  a uma distância conveniente de forma a dar um plano comprido.&lt;br /&gt;     A composição passava a um nível mais baixo do que a barreira onde colocamos a câmara, para fazer um plano bastante bonito.&lt;br /&gt;     Mas eu, mito novo, já assistente  a alguns anos, sonhava vir a ser operador, ficava  radiante quando  o Chefe  me mandava fazer algum plano&lt;br /&gt;sosinho...&lt;br /&gt;       Como ele não me deu a chance, fui eu que  a provoquei, sugerindo que uma imagem colhida de dentro de uma das valas, portanto mais baixa do que o comboio iria valoriza-lo.&lt;br /&gt;     O Aquilino concordou e eu peguei num “kinamo” câmara de corda portátil   meti-me na vala ficando com a cabeça ao nível dos rails. Isso levou o Aqulino a  dizer-me: “encosta-te ao lado de cá, se não queres que o comboio te faça um galo na cabeça”&lt;br /&gt;     Achei o conselho judicioso e segui-o.  Momentos  depois surge o  comboio,  passando em grande velocidade pela  Estação, apitando desesperadamente, e em segundos passou por nós.&lt;br /&gt;      Certo de ter obtido uma boa imagem, virei-me dando corda ao “Kinamo”, quando vejo outro comboio em sentido contrário e já muito perto de nós, também ele sem parar de apitar.&lt;br /&gt;      Instintivamente, cheguei-me para o lado da outra linha e filmei  aquele inesperado brinde que nos apareceu.&lt;br /&gt;      No seu posto sobre o terreno mais alto, também o Aquilino tinha aproveitado o brinde.&lt;br /&gt;       Comentando a inesperada sorte que nos sorrira: o dobro da produção com o mesmo trabalho, encaminhámo-nos para um excelente ensopado de enguias que nos esperava num modesto restaurante meio escondido numa rua ao lado da Estação. Por onde passáramos de manhã, a assegurar as&lt;br /&gt;enguias&lt;br /&gt;       E entre boas dentadas nas enguias, a conversa do Realizdor, e generosas  libações, passou--se  o resto da tarde.&lt;br /&gt;       De volta a Lisboa  fui deixar  o material no, Laboratório que ficava  na Avenida da Liberdade, onde hoje ´é o Hotel Tivoli.&lt;br /&gt;       Já de noite a caminho de casa, subia a Calçada dos Cavaleiros, quando subitamente sou assaltado por uma sensação de frio na barriga, tremura, e tal fraqueza nas pernas que tive de me sentar no degrau duma porta.&lt;br /&gt;       E foi sentado e  ainda trémulo, que o meu cérebro foi capaz de formular&lt;br /&gt;a  pergunta: “…e se o segundo comboio, que tanto  apitava, viesse uns segundo adiantado ?&lt;br /&gt;      A conclusão que tirei é que não haveria pergunta por falta de cérebro que a formulasse., o “galo” de que falara o Aquilino, teria de facto acontecido.&lt;br /&gt;      Quando no dia seguinte contei  o episódio  da Calçada dos Cavaleiros,&lt;br /&gt;ao Aquilino, ele ficou quase tão impressionado como eu ficara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Mais tarde, em Angola tornei a ter sustos assim…mas não me assustei.&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-2625581850896255191?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/2625581850896255191/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=2625581850896255191&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/2625581850896255191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/2625581850896255191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2007/10/susto-prazo.html' title='SUSTO A PRAZO'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-1247811211199681132</id><published>2007-10-08T17:26:00.000+01:00</published><updated>2007-10-08T17:39:08.933+01:00</updated><title type='text'>HOTEL COELHO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;…deveria ter escrito o Coelho do Hotel, ou simplesmente, o Senhor Coelho visto ser ele o motivo deste escrito&lt;br /&gt;... Foi no princípio da década de 50, depois de muito ter ouvido falar dele, que vim a conhecer pessoalmente o Sr. Coelho e o seu Hotel, na  primeira vez das dezenas que, ao longo de trinta  anos visitei  Nova Lisboa, uma bela e luminosa cidade do Planalto Central. E escrevi “visitei”, a pesar de sempre ali  ter ido em trabalho.&lt;br /&gt;    Ali  granjeei  um bom número de Amigos incluindo o Sr. Coelho do Hotel. e ali, prosaicamente enchia  o peito de ar puro e fresco, tão diferente do húmido e pegajoso que se respirava, e transpirava, em Luanda.&lt;br /&gt;    Como não podia deixar de acontecer, vou  deixar o rumo traçado  e meter-me por um  atalho (desta vez pequeno, espero).&lt;br /&gt; . Gosto muito de pastéis de nata, Belém, se for possível, aprecio neles,.sobretudo  o folhado estaladiço como o dos de Sá da  Bandeira e Nova Lisboa, ao contrário da “açorda” envolvente da nata dos pastéis de Luanda. E é a propósito do diferendo, secos   v.s  húmidos que vou contar o que presenciei  num restaurante  da Capital. Um cliente protestava indignado porque o sal não saía do saleiro. “ …mas que serviço é este,? Vocês não têm um saleiro  decente que deixe sair o sal?. A próxima vez que for a  Nova  Lisboa, trago-vos meia dúzia,”&lt;br /&gt;    E pronto, estou de  novo no bom rumo.&lt;br /&gt;    Que  me perdoe  o já então  o meu Amigo Coelho.&lt;br /&gt;    O seu Hotel era modesto mas impecavelmente limpo e cómodo já que fora construído de raiz junto de outros edifícios de fachadas simples, sem nada que o distinguisse dos seus vizinho a não ser  as letras pintadas na fachada: “HOTEL COELHO”  .&lt;br /&gt;    Ficava no centro da cidade baixa, a duzentos metros  da Estação do Caminho de Ferro de Benguela.&lt;br /&gt;    Quando o conheci  era o Coelho pessoa para os seus cinquenta e tantos anos muito  activos. Percorria os corredores do hotel sempre num passo estugado embora claudicasse um pouco.&lt;br /&gt;    Tinha vivido alguns anos no Brasil e de lá trouxera o gosto e a habilidade de  fazer um café à moda carioca.   Fazia questão de, à hora do almoço, trazer os apetrechos próprios para a sala e aí  preparar um óptimo café de saco que fazia questão em ser ele  em pessoa em servi-lo de mesa em mesa a cada cliente e com a satisfação de ver e ouvir os hóspedes a saborear e elogiar a excelência  da bebida.&lt;br /&gt;    Conversava muito  com cada um, inquirindo sempre se tudo estava a  seu gosto.&lt;br /&gt;     Foi ele que me “receitou”os primeiros óculos que, aos trinta e sete&lt;br /&gt;anos  comecei a usar. Foi assim: eu estava  sentado num  recanto de uma sala a ler um livro quando ele, passando pelo corredor naquele seu passo diligente e  claudicante, me disse mesmo sem parar:&lt;br /&gt;“ a ler a essa distância está a precisar muito de óculos.”&lt;br /&gt;    Abençoado conselho que segui logo que o  oftalmologista alemão, fez a sua habitual “tournée” anual a Luanda, onde ainda não havia tal especialidade..&lt;br /&gt;     Durante vários anos e frequentes passagens pelo  Huambo, sempre fiquei no Hotel Coelho onde chegava muitas  vezes altas horas da noite com  centenas de quilómetros de carro pelas incríveis “estradas” de Angola dos anos 50/60. e sempre havia um quarto que não se alugava durante o dia para socorrer  um eventual  notívago., e era ele próprio que à chamada do guarda, se levantava e nos vinha abrir o quarto-&lt;br /&gt;      A vida correu de feição, da feição que com muito trabalho.&lt;br /&gt; ele  conseguiu dar-lhe.&lt;br /&gt;      Até que cansado, velho e saudoso da sua aldeia natal, resolveu deixar  o hotel para os seus filhos e regressar à Metrópole.&lt;br /&gt;      Já com, passagem marcada resolveu ir ao Lobito tratar do embarque por via marítima de alguma bagagem mais pesada.&lt;br /&gt;     Pegou na carrinha e acompanhado da mulher meteu-se a  caminho do litoral e por lá esteve uns dias.&lt;br /&gt;      Entretanto um amigo dele veio do Lobito a Nova Lisboa e perguntou no hotel pelo Coelho.&lt;br /&gt;      Responde-lhe o filho dizendo que o pai estava justamente no&lt;br /&gt;Lobito-&lt;br /&gt;      “Não, Os teus pais saíram  de lá há dois dias.”&lt;br /&gt;       Logo se pensou o pior: acidente não era provável visto que os trezentos quilómetros de  estrada trazem directamente do Lobito ao Huambo, e alguém os teria forçosamente encontrado  e&lt;br /&gt;socorrido.&lt;br /&gt;      Partiram, cheios de preocupação  e rogando que a providência&lt;br /&gt;lhes  permitisse chegar a tempo&lt;br /&gt;   O que pensaram foi que o Amigo com quase nenhuma prática de conduzir pelas estradas mal traçadas  e pior tratadas daquela época,&lt;br /&gt;tivesse tomado por alguma das  inúmeras picadas que os camions de transporte de lenha para as locomotivas do CFB abriam aqui  e além&lt;br /&gt;naquele longo.&lt;br /&gt;    Valendo-se da  experiência obtida em numerosas viagens já feitas, o amigo foi seguindo o rodado dos carros pesados, até encontrar o rasto da carrinha que entrara  de facto numa  picada, e logo a poucos quilómetros encontraram o carro enterrado na areia, com a senhora muito debilitada com fome e sede. (chegara a tirar, e a beber, a água ferrugenta  do radiador com  o auxílio de um lenço).&lt;br /&gt;     Disse que o marido quando o carro se enterrou e deu pelo engano fora em busca de uma sanzala e de gente  que desenterrasse  a&lt;br /&gt;Carrinha&lt;br /&gt;    Ele não sabia que aquela região  é dos “Mukuísses”, povo muito arredio e escasso quase sem habitações fixas&lt;br /&gt;    O meu infeliz a migo tomou a decisão errada e fatal, em, vez de voltar para trás, refazendo o caminho ´percorrido  e esperar  à beira da estrada pela passagem de qualquer carro  que o socorresse.&lt;br /&gt;   Este foi um erro trágico, foram encontrá-lo, não longe da carrinha sentado debaixo de  uma árvore.&lt;br /&gt;   Já sem vida&lt;br /&gt;   Ataque cardíaco, soube-se depois. Dera certamente pelo fim, pois que não caíra,.&lt;br /&gt;   A Angola generosa e fascinante de alguns dos meus escritos, é também ciosa daqueles que, algum dia, a amaram como Filhos e ela como Mãe quer abrigar na terra quente do seu seio,&lt;br /&gt;                                                               Para sempre.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-1247811211199681132?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/1247811211199681132/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=1247811211199681132&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/1247811211199681132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/1247811211199681132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2007/10/hotel-coelho.html' title='HOTEL COELHO'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-180664256771795343</id><published>2007-09-24T19:19:00.000+01:00</published><updated>2007-09-24T19:48:33.831+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;                    &lt;/span&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;"&gt;IZARELLE&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;     &lt;/span&gt;Francesco Izarelle se&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;chamava, italiano como se depreende&lt;/p&gt;          &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Era&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Operador de Imagem e veio de Espanha&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;onde trabalhara alguns anos, e era um homem tímido, coisa&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;rara entre a gente da profissão, dava a ideia de que pedia licença para viver.&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;           &lt;/span&gt;Fugira da Itália fascista e a partir daí &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;trabalhara sucessivamente&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;em França, Norte de África e finalmente Espanha..&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;          Da sua prolongada&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;convivência &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;com &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;três povos, três idiomas diferentes, “apurara” um idioma híbrido muito confuso, por&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;vezes cómico que crismámos de “Izarellino”&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;      &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Fizemos três filmes juntos:” Fado”. de Perdigão Queiroga, “Camões” e “Vendaval Maravilhoso, estes dois últimos de Leitão de Barros, ele director de fotografia, eu&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;2º operador.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Porque nós, habituados a lidar com outros &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;técnicos de origem francesa ou espanhola,&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt; entendíamos o&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;seu “izarelino”,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;convenceu-se de que&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;falava português.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Deste convencimento nasceram alguns episódios picarescos&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;que de certa forma&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;aliviavam o ambiente por vezes&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;pesado&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;dos filmes de Leitão de Barros.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Aqui vão alguns de que me não&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;esqueci&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;No Estúdio&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;da Tobis, as pontes para os projectores., eram de montagem rápida&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;e por isso frágeis, os electricistas quase se não podiam mover durante os escassos segundos que durava a filmagem de cada plano.&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;      &lt;/span&gt;Se assim não fizessem, os projectores &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;tremeriam &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;fazendo tremer as luzes de cena,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;e &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;obrigando a&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;“cortar” a filmagem e a repetir o plano que estivesse em rodagem     &lt;br /&gt;        Num dia em que isso se repetiu&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;mais vezes do que seria razoável&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;, o Realizador&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;exasperado gritou. “CORTA”, o operador de som desligou os microfones., eu “cortei”&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;a câmara, o chefe electricista&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;desligou os projectores, e o Izarelle indignadíssimo gritou:&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;“no è dito de non&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;passearse en las pontes essas !?&lt;o:p&gt;      &lt;/o:p&gt;És, que non hablo&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;português puro!?&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Houve prejuízo para a Produção, mas deu para descontrair.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;Ainda outra peripécia:&lt;/p&gt;                        &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Filmavam-se&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;grandes &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;planos do Camões na Batalha de Ceuta&lt;span style=""&gt;  recriada &lt;/span&gt; dias antes &lt;st1:personname productid="em Torres Novas" st="on"&gt;em Torres Novas&lt;/st1:PersonName&gt; com o apoio da Escola Prática de Cavalaria, e em que um soldado ficou ferido e um cavalo desapareceu.&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;       &lt;/span&gt;Os planos referidos foram tomados em Estúdio pelo sistema de “Transparência”.  &lt;br /&gt;    Num “ecran” translúcido projectavam-se as imagens&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;colhidas&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;em exterior . Em frente, a câmara&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;enquadrava o actor&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;em “ plano médio” (acima da cintura),&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;      &lt;/span&gt;No ecran desenrolava-se a “Batalha”.&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;     Criara-se &lt;/span&gt; um ambiente dramatico.&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;Entre a câmara e o ecran, o António Vilar, cabeleira desgrenhada,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;rosto suado&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;e expressão&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;feroz , envergando&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;um gibão da época, mas… em cuecas, escarranchado numa ripa de madeira&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;com&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;rédeas a sério e crinas de sisal, gritava como um possesso e espadeirava para a esquerda e para a direita&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;     &lt;/span&gt;Tudo realmente muito dramático.!...&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;Frente ao actor, a alguns metros de distancia protegida por uma armação de grade, uma enorme ventoinha&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;faria&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;ondular o cabelo do Camões&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;e as “crinas” da ripa de madeira, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;que assim “entravam em campo” deixando o "Cavalo Ripa"de fora.&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;      &lt;/span&gt;Só que, no momento crucial não houve vento que chegasse ao Camões e lhe fizesse ondular a linda cabeleira ruiva.&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;       &lt;/span&gt;Cortes como de costume, pandemónio geral . remontagem da&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;“transparência, coisa complicada e demortada&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;           &lt;/span&gt;Busca-se a causa do desastre e encontra-se o velho Apolinário , guarda da noite&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;que de dia gostava de assistir às filmagens.&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;             &lt;/span&gt;Estava especado&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;mesmo em&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;frente da ventoinha.&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;             &lt;/span&gt;O Izarelle, aquela tímida criatura, explodiu de indignação:&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;.:&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;“Apolinário!&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Ponerse delante de la ventoinha essa!&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;span style=""&gt;           "&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;QUE&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;ARROGÃAAAACIA!!!...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  IZARELLE&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-180664256771795343?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/180664256771795343/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=180664256771795343&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/180664256771795343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/180664256771795343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2007/09/izarelle-francesco-izarelle-se-chamava.html' title=''/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-9092350103683645855</id><published>2007-09-24T12:43:00.000+01:00</published><updated>2007-09-24T13:02:33.622+01:00</updated><title type='text'>O ÓDIO</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;O&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;“ ÓDIO “&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Princípio da década de 50, do Século passado&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;           &lt;/span&gt;Filmava em Documentário sobre as Missões Católicas em Angola, e na ocasião os trabalhos incidiam principalmente nas Missões do Planalto Central, onde se localizava a maior parte daquelas Missões, o que se &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;compreende , dada a &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;amenidade do Clima,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;e a grande &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;concentração&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;de povos..&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;           &lt;/span&gt;Levava comigo uma espécie de “caderno de encargos”&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;onde eram apontados os locais, e neles os aspectos de maior interesse, na opinião da Igreja; nem sempre coincidente com a   minha&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;e até com &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;a realidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;           &lt;/span&gt;Fiel ao meu “ mau costume” de me desviar do caminho traçado, para ir dar uma voltinha, vou&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;meter aqui&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;um episódio&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;que bem ilustra o que atrás digo sobre a realidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Depois voltarei ao “caminho do&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;“´Ódio”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;           &lt;/span&gt;Uma das maiores Missões Católicas de Angola, se não a ,maior., é a da Huíla a poucos &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;quilómetros &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;do Lubango (Sá da Bandeira) &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;           &lt;/span&gt;Foi nesta Missão que viveu muitos anos o Padre Carlos Esterman &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;que eu conheci já velho, uma figura impressionante de grande barba branca.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Escreveu um dicionário Português Qimbundo e uma obra&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;(“Monumenta”) de que toda a gente falava nos anos cinquenta em :Luanda, mas que, creio, poucos terão lido.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Foi esta Missão &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;que me foi indicada como um exemplo a&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;incluir com relevo no Documentário&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Funcionavam neste enorme edifício&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;oficinas &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;onde crianças da região aprenderiam várias profissões: sapateiros, alfaiates, tipógrafos, etc.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Fiquei radiante com a possibilidade de incluir&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;imagens&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;expressivas e humanas&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;na monotonia&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;das igrejas, monumentos etc. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;rFoi porem,  uma desilusão..&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;           &lt;/span&gt;Onde esperava encontrar&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;crianças aprendendo&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;profissões em que&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; se apoiariam quando&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;se fizessem&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;adultos, encontrei adultos já feitos em plena laboração&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;num “complexo industrial”, desde sapataria passando pela confecção de roupas até à tipografia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;           &lt;/span&gt;Foi nesta última, que tive ocasião de ver livros de facturas, recibos, etc. de firmas da Cidade de Sá da Bandeira.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Mas logo tive a explicação; &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;dada alias com toda a simplicidade por um dos frades:. “sabe&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;nós não recebemos do Estado qualquer auxílio, por isso temos de recorrer a estes trabalhos&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;para&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;manter a Missão. E como trabalhamos mais&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;em conta, os comerciantes preferem-nos”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;E pronto, retomemos o caminho do Ódio-.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;           &lt;/span&gt;Como disse mais cima tinham-me dado um, “caderno de encargos”&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;onde se especificava o que deveria ser filmado, e até com um&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;pequeno argumento&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;           &lt;/span&gt;Contrariamente ao habitual em que trabalhava sozinho, trouxe comigo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; um colega de trabalho, Lemos Pereira, do sector administrativo e logístico do Productor. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;De entre as indicações&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;recebidas destaco a reconstituição&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;dos ataques que algumas Missões sofreram no princípio do Século XX., com espancamento de missionários e incêndio de Missões.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A dada altura perdemos um pouco o controle dos “figurantes”, e&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; acabámos incendiando a casa mortuária da Missão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;      &lt;/span&gt;Não posso deixcar de acentuar que se conseguiram muito boas imagens, e no aspecto fotográfico, aquele foi. de entre os muitos que filmei,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;o que mais me satisfez..&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;No “assalto” à Missão houve que fazer vários planos de um grupo numeroso de homens que&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt; a um sinal do meu colega,&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;se levantava&lt;span style=""&gt;m &lt;/span&gt;subitamente do capim em que se escondiam, empunhando catanas e em grande gritaria corriam em direcção à câmara&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;que ultrapassavam..&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;       &lt;/span&gt;Mas para os “actores” tudo aquilo era uma brincadeira, um divertimento e&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;vinham a rir-se&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;como uns perdidos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;       &lt;/span&gt;Então, o Lemos Pereira lembrando-se dos filmes em que trabalhara em Lisboa,, reúne o grupo e diz-lhes com a maior convicção deste Mundo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;          “ VOCÊS&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;TÊM UMA REACÇÃO DE ODIO!”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;      Alguém que venha a ler isto, dirá certamente.”que grande aldrabice, quem é que se atreveria a brincar com coisas&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;que se revelariam tão sérias.?!”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;      &lt;/span&gt;Mas estávamos no princípio dos anos cinquenta do Século passado..&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;     &lt;/span&gt;No entanto não deixa de haver razão para a. reserva manifestada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;    O Documentário foi recebido pelo Governo Geral, foi pago mas nunca viu a luz de uma cabine de projecção&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-9092350103683645855?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/9092350103683645855/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=9092350103683645855&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/9092350103683645855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/9092350103683645855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2007/09/o-dio.html' title='O ÓDIO'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-2578594290615933240</id><published>2007-09-16T21:53:00.000+01:00</published><updated>2007-09-16T21:54:33.427+01:00</updated><title type='text'>Uma vacada na Feira Popular</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;                                                                                                                          &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;UMA&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;VACADA &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;NA&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;FEIRA&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;POPULAR &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;MELHOR &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;DO QUE UMA “BOA” TOURADA EM ALGÉS&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;. . .&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;pelo menos, estas não faziam sangue no &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;“cornupto”, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;apenas&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;nódoas negras nos tontinhos que plenos de coragem etílico/ilusória, se atreviam a&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;entrar em Praça&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;para enfrentar uma vaca que estava farta daquela “fiesta”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;em que&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;actuava vezes sem conta,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;noite após noite durante o verão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;       &lt;/span&gt;Eram pois estas vacas licenciadas em marrada, e nem precisavam de se empregar a fundo; bastava uma corridinha para apanhar dois ou três “diestros canhestros” &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;que se retiravam coxeando e sacudindo a poeira&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;ao som das gargalhadas e da troça&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;que, quando dirigidas a outros, o incitaram a entrar, “só para ver”. .&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;Mas a fermentação de cevada, lúpulo, etc.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;depressa&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;transformava um &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;anónimo espectador&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;num&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;“Manolete” de pacotilha, e era vê-lo em mangas de camisa, já de fralda de fora, com o pobre e mal&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;tratado casaco servindo de capa&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;e, quantas vezes levado “para dentro” nos corno da vaca&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;que, ansiosa por regressar a casa, mal&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;abriam a porta do curro,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;enfiava por ela, com casco e tudo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Recordo-me de dois episódios de desfechos completamente diferentes, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;mas que tiveram o condão de .levantar &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;a Praça em peso,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;O primeiro durou uma “eternidade de&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;segundos”&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;enquanto um infeliz derrubado várias vezes pela vaca que já estava formada&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;pelas várias noites de&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;“aulas práticas”, desatou a fugir desesperadamente&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;procurando um refúgio salvador.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Topando &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;com uma porta&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;enfiou por ela dentro seguido da “doma da casa” &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;           &lt;/span&gt;A Praça veio abaixo com a&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;“visão” do que se estaria a passar na “casa da vaca”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;      &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;             &lt;/span&gt;O outro episódio aconteceu em noite de Praça esgotada por várias vezes, e em que ficou bem patente o espírito, o senso de humor da”gente do Povo”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Nessa noite, a&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;“estrela” era uma vaca vigorosa e brava e a quem um grupo de tontinhos já bem bebidos tentava pegar de caras.,, mas a vaca não&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;colaborava&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;e a arena estava sempre pejada de &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;“tontinhos jacentes” ou&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;viajando pelos&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;ares&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;a caminho da areia do chão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;O povo delirava, gritava ,incitava os candidatos a &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;forcados.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;De súbito entra na arena um rapaz&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;muito bem vestido, de casaco acertuado e gravata. Era uma figura elegante,, alto e delgado e entrou em praça já com a pose de pegador: passo lento, barriga espetada para fora, enfim com toda a pose de um “cabo da cara”, só faltava o barrete.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;           &lt;/span&gt;“ Se hizo un silêncio de muerte” enquanto “ele” avançava lenta, e solene&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;na direcção da vaca.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Foi então que, quebrando aquele pesado silêncio, uma voz trémula e chorosa se ouve em toda a praça ; “ Deus Noss’enhor t’ajuuuude!!!...”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E, contra&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;todas as expectativas, quando se esperava ver&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;o rapazinho&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;seguir o percurso dos seus antecessores, eis que ele faz uma pega de grande categoria e espectáculo. Bem “embarbelado” suportou o primeiro “derrote” da agora pobre vaca que ficou em breve coberta de ajudas espontâneos, alguns saltando “corajosamente”&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;da segurança da bancada&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;onde se -ºapressaram a regressar antes que fosse solta a nova vaca que viesse vingar&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;a brava mas extenuada companheira.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;                   &lt;/span&gt;E o espontâneo e heróico&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;“forcado” foi “Sacado em Ombros”&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;. &lt;/span&gt;no meio dos frenéticos aplausos daquele “bom povo português”&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;que, a pesar dos pesares&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;nunca perdeu o senso de humor. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Valha-nos &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;isso! &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-2578594290615933240?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/2578594290615933240/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=2578594290615933240&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/2578594290615933240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/2578594290615933240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2007/09/uma-vacada-na-feira-popular.html' title='Uma vacada na Feira Popular'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-3197806413637506822</id><published>2007-09-13T22:15:00.000+01:00</published><updated>2007-09-13T22:17:09.791+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;                        &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;"&gt;Ainda a Viagem Presidencial&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;                            &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;o último almoço volante,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;      &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;                   &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;e&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;o&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt; “primeiro” jantar…falhado&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;"&gt;Depois da triste experiência de&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;"&gt;Cazombo ainda sofremos mais alguns tormentosos almoços, e &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;mesmo&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;jantares&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;volantes. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;     &lt;/span&gt;Mas, tal como não há Bem que sempre dure, não há Mal que &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;"&gt;não acabe., e assim, no Lobito,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;já livres de protocolos e de rissóis, resolvemos &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;com os camaradas da Imprensa de Lisboa, encomendar&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;um&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;farto e variado jantar num dos melhores&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Hotéis da Cidade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;      &lt;/span&gt;Aperitivos, conversa, alegria a rodos e iniciámos o ataque às&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;"&gt;igoarias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;      &lt;/span&gt;Subitamente irrompe na sala um jornalista local, quase gritando: “então Vocês não se lembram que o Rádio&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Clube do Lobito, organizou um jantar de despedida, especialmente dedicado os Camaradas da Metrópole!?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;     &lt;/span&gt;“Olhem que eles estão todos à vossa espera!”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;      &lt;/span&gt;Não sabíamos, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;e &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;se alguém &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;o sabia, não avisou..&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;      &lt;/span&gt;Os “metropolitanos” não torceram nem amolgaram, e continuaram a comer com o apetite de quem não jantara nas últimas &lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;semanas..&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;      &lt;/span&gt;Mas&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;arrancar da mesa duas dezenas de esfomeados fartos dos pastelinhos e sanduíches secas acompanhadas de cerveja quente,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;"&gt;era tarefa votada ao insucesso., porque &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;aquela gente estava decidida&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;a&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;cometer a indelicadeza de faltar ao convite de camaradas de profissão para um jantar virtual em troca do abandono daquele muito concreto e gostoso que tinham à sua frente. E ninguém se &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;mexeu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;       &lt;/span&gt;Ninguém, não é bem verdade porque dois jornalistas locais,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;"&gt;Santos e Sousa do&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Rádio Clube de Angola (Luanda) e o repórter cinematográfico, os dois envergonhados por conta de outrem,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;lá&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;"&gt;fomos &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;tentar salvar a honra do Convento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;       &lt;/span&gt;A &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;pesar de tudo, fomos muito bem recebidos pelos nossos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;"&gt;Camaradas do Rádio Clube, que nos levaram até &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;à mesa muito&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;"&gt;bem &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;decorada e florida, repleta de…rissóis, pasteis de bacalhau, croquetes pasteis de massa tenra, frango assado devidamente trinchado, docinhos, vários vinhos e cerveja, desta vez bem fresquinha. Valha-nos isso!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;      &lt;/span&gt;Foi o último “volante” daquela viagem&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;e nós&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;com o pensamento fixado no jantar “sentado”com que os “semvergonha” se estavam&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;àquela&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;mesma&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;hora&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;a banquetear.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;     &lt;/span&gt;O Santos e Sousa e eu não nos podíamos olhar sem desatar a rir. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;     &lt;/span&gt;Pelo menos conserváramos o Bom Humor.. &lt;span style=""&gt;      &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;               &lt;/span&gt;b´&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;"&gt;l&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-3197806413637506822?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/3197806413637506822/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=3197806413637506822&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/3197806413637506822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/3197806413637506822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2007/09/ainda-viagem-presidencial-o-ltimo-almoo.html' title=''/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-8106347049850242846</id><published>2007-09-11T02:33:00.000+01:00</published><updated>2007-09-11T02:36:25.790+01:00</updated><title type='text'>ALMOÇOS</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;                                &lt;/span&gt;“&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;ALMOÇOS”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;                                         &lt;/span&gt;Visita Presidencial de Craveiro Lopes&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;                                                                   &lt;/span&gt;1954&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Já em escritos anteriores, fiz referencia à viagem &lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;do Presidente Craveiro Lopes, a Angola&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Foram trinta e seis dias cansativos mas cheios de “casos e peripécias” dignos de serem recordados agora, a cinquenta e três anos de distância.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Este título “Almoços” pode dar a ideia de que teríamos passado a vida à mesa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;       &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;De facto,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;trinta&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;e seis dias, implicariam 36 almoços. O que é &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;quase verdade,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;mas o certo é que viagens houve em que &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;o almoço foi substituído por &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;longas e penosas horas de carro…e de “fome”..&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Os almoços servidos nos “Grande Centros” não deixaram &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;história, eram todos iguais, mais ou menos protocolares, os mesmos salamaleques , a mesma hipocrisia&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;.&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;Nas &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;pequenas terras do interior, nessas sim, os almoços têm história.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;.&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;Muitos deles, separados uns dos outros por centenas de quilómetros, ou por vários dias, apresentavam-nos, com toda a gentileza aliás, uma ementa igual à da véspera: - croquetes , pastéis de bacalhau, de massa tenra&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;carnes frias, frango assado queijo, um, ou mais doces, enfim tudo o requerido &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;por um “almoço volante”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;Quanto a bebidas, sumos de frutos&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;para o Presidente. Algumas garrafas de água mineral e, cerveja em abundância., e era com, ela que os convivas matavam a sede., daí a escassez de água propriamente dita&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;Acabado o almoço, ouvidos os mesmos discursos do anterior, partamos ao encontro dos seus irmãos gémeos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;A comitiva era grande, e&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;acrescida da gente da terra, não havia sala que a abrigasse.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;Era então que se dava verdadeiro valor à generosa&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Natureza .Aproveitando a sombra de uma frondosa árvore , improvisavam&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;um verdadeiro banquete de rissóis, pasteis de bacalhau, massa tenra, frango&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;e…cerveja, Nada que não tivéssemos degustado já por mais de uma vez.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;As Senhoras – mulheres dos “forças vivas”locais que se tinham dedicado talvez toda a noite à culinária, multiplicavam -&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;se agora na&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;disposição da comprida ,mesa onde um “Almoço Volante” esperaria por Sua Excelência e acompanhantes que&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;deveriam&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;chegar&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;à hora protocolar&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Deveriam, mas milagre&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;seria se o protocolo se&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;cumprisse.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Prudentes e ingénuas as pobres Senhoras, na previsão de que&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;o Presidente&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;chegasse mais cedo do que o esperado, providenciaram para que tudo estivesse pronto com antecedência .&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;Assim, tudo foi armado à sombra de uma frondosa árvore&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;onde uma&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;enorme&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;mesa coberta de iguarias: rissóis,. pasteis de massa tenra, de&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;bacalhau, carnes frias, frango assado, doces vários, frutos e…cerveja.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;Tudo teria oferecido&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;um atraente e delicioso espectáculo…DUAS HORAS&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;antes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;Porém a comitiva, como sempre, atrasou-se e a sombra fresca e&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;protectora,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;da frondosa árvore, foi fugindo indiferente ao sofrimento das chorosas Senhoras.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;     &lt;/span&gt;Tudo estava ressequido, rijo, e até a cerveja &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;estava morna &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;quando&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;chegámos e&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;as chorosas Senhoras nos encheram de pedidos de desculpas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;     &lt;/span&gt;Mas a fome que trazíamos acabou por nos levar a fazer as honras à&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Cerveja morna e aos pasteis secos&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;que de certa maneira&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;ajudaram a secar os lacrimosos olhos femininos &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;     &lt;/span&gt;Quanto a bebidas, para além dos sumos para o Presidente (julgo que trazidos pelo Mordomo da Presidência), e de algumas garrafas de água mineral, em matéria hídrica apenas&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;cerveja , Tinham cuidado pouco &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;da água propriamente dita.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;     &lt;/span&gt;Para mim, esta falta foi dramática., Como repórter&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;cinematográfico,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;transportando uma câmara&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;que àquela hora já pesava bem mais do que os seis quilos originais, não podia, como aliás todos os meus camaradas da Imagem, não podíamos comer muito para &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;nos podermos movimentar com facilidade . No meu caso estava fora de questão qualquer bebida alcoólica durante o trabalho, a bem da firmeza&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;de mãos…e da câmara., por isso&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;não bebia, e não comia para não ter sede.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;       &lt;/span&gt;Era a segunda vez que me deslocava a Cazombo, onde estivera&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;a filmar a Leprosaria.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;      &lt;/span&gt;Nesta altura o meu desespero&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;era grande, e mal pude dar por finda a&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;reportagem, larguei a correr estrada abaixo&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;a caminho do avião que estava longe mas onde havia água fresca.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Quando atravessava a Povoação onde tudo estava fechado, reparei&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;numa casa com a porta semiaberta, e de onde vinha um som de festa. Não pensei duas vezes. Empurrei a porta e entrei .&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;       &lt;/span&gt;Era uma loja, e lá ao fundo, para lá do balcão, uma mesa com comida e&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;gente ruidosa em volta..&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;      &lt;/span&gt;--“ Boa tarde, por favor dêem-me um copo de água, estou morto de sede”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;       &lt;/span&gt;-- Olá, então por cá outra vez ?”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Reconhecera-me pela Câmara , certamente..&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Levantara-se um homem, que veio cumprimentar-me &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Com uns restos de humidade que ainda conservava na boca, consegui articular: “ por favor, um copinho de água”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;“ Qual água!&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Qual nada!”, o Amigo vai&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;é beber uma cervejinha aqui&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;com a gente”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;“ Não. Não. Por favor, prefiro&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;água “&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Mas aquela gentileza de pessoa,&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;virou-se&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;encaminhando-se&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;para a geleira repetindo: “qual água, uma cervejinha é que é”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;E eu, ,junto ao balcão, com a voz suplicante de um ser perdido no Deserto:&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;“´Água,! Por favor Água”!&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;Então, vendo que o homem não desistia. Já abria a.geleira, virei as costas, saí porta fora e corri desesperadamente&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;até ao avião que ficava&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Longe, ma tinha água fresca –&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;       &lt;/span&gt;Mais tarde, já “após água”, pus-me a pensar nos comentários que o&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;homem&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;-que tão gentil quisera ser, teria feito sobre&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;a &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;minha inexplicável grosseria..&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;      &lt;/span&gt;Por mim,.penso que a minha pobre Mãe, se os tivesse ouvido, não teria gostado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;     &lt;/span&gt;Os deuses protegeram-me .&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;Nunca&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;mais tive de ir a Cazombo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-8106347049850242846?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/8106347049850242846/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=8106347049850242846&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/8106347049850242846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/8106347049850242846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2007/09/almoos.html' title='ALMOÇOS'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-5722315244647863204</id><published>2007-09-06T12:42:00.000+01:00</published><updated>2007-09-06T13:00:25.193+01:00</updated><title type='text'>uma boa tourada em algés</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;UMA BOA TOURADA EM ALGÉS&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Lisboa 1945&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Num dia de intervalo nas filmagens de “Ladrão precisa-se.”, o Zé Felipe e eu mais as respectivas namoradas, uma delas ainda aqui ao lado, resolvemos ir assistir a uma Tourada – que não era de modo nenhum o espectáculo da nossa preferência - mas enfim,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;namoro é namoro, e naquele&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;tempo todos os pretextos eram bem vindos – e lá fomos, até com o aliciante de ver actuar um tal Gregório Garcia , mexicano suponho, e &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;muito &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;mau toureiro, no dizer dos aficionados, mas que o povo adorava porque era corajoso até ao disparate de se “deixar” colher&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;várias&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;vezes por corrida.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Nesta tarde, actuava também o Cavaleiro Alberto Luís Lopes, filho de António Luís Lopes, famoso Cavaleiro e, que mais famoso ficou&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;depois&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;de &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;interpretar o personagem de Marquez de Marialva no filme “Severa” de Leitão de Barros.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Parece que tão mal ia, e tão mal falava, que na altura, num dos teatros do Parque Mayer, os actores Raul de Carvalho, Barroso Lopes e Assis Pacheco do Teatro Dª Maria, numa incursão anti-crise ao Teatro de Revista, representavam uma “cegada”, onde cantavam versos todos eles dirigidos, à “Severa”.&lt;/p&gt;            &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 106.2pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Quanto ao Marquez de Marialva, rezavam assim:&lt;br /&gt;“ Do São Luís, lá na sala&lt;br /&gt;há um artista que estraga&lt;br /&gt;as cenas todas quando fala.&lt;br /&gt;E no almoço do Sr. Leitão,&lt;br /&gt;esperaram por ele em vão&lt;br /&gt;e alguém&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;disse num alvoroço:&lt;br /&gt;“Se ele vem estraga o almoço”&lt;/p&gt;                          &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mas, voltando à Tourada de Algés; as actuações do Cavaleiro não estavam agradando a ninguém. Diziam uns: “é do toiro que não investe!”&lt;br /&gt;          Diziam outros “é do cavaleiro que &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;não “se chega”&lt;br /&gt;        Assim se estabeleceu um diálogo&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;entre um espectador do “Galinheiro” e outro da Barreira,   de Chapéu à Mazantine&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;e tudo.&lt;br /&gt;      A Praça tinha umas condições acústicas excelentes e toda a gente ficou em suspenso ouvindo os dois antagonistas:&lt;br /&gt;- dizia o do Galinheiro, lá no cima da Praça, (lugares em pé) empoleirado na varanda:&lt;br /&gt;- “ Você não vê mesmo que o toiro não investe?”&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;E o outro invectivando o Cavaleiro: “chega-te ao toiro!&lt;br /&gt;“Cita mais curto! O que tu tens é medo!”&lt;br /&gt;A Praça continuava em silêncio suspensa deste diálogo.&lt;br /&gt;E o do Galinheiro, em tom trazido lá do Bairro:&lt;br /&gt;- “ Vá lá “bocê” já que não tem medo!”&lt;br /&gt;Diz o de chapéu Mazantine:&lt;br /&gt;- “Eu se lá vou, até pego no touro ao colo”!&lt;br /&gt;E o do Galinheiro, pronunciando à moda do Bairro, espremendo as palavras com a ponta dos lábios:&lt;br /&gt;“ Seu "melandro". Você não bai lá nem vestido de&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;MURGUELHADOR!”!!” &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;      &lt;/span&gt;Foi uma&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt; estrondosa  gargalhada e  uma ovação da   Praça em peso.&lt;span style=""&gt;             &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-5722315244647863204?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/5722315244647863204/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=5722315244647863204&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/5722315244647863204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/5722315244647863204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2007/09/uma-boa-tourada-em-algs.html' title='uma boa tourada em algés'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-5891205267411989245</id><published>2007-09-01T17:28:00.000+01:00</published><updated>2007-09-01T17:55:37.086+01:00</updated><title type='text'>O Imóvel, o Contador e os Gavetões</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_UnOBPwmxsz4/RtmZeHoo_XI/AAAAAAAAAAs/_hn4M3jV9VM/s1600-h/gavetas2.bmp"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_UnOBPwmxsz4/RtmZeHoo_XI/AAAAAAAAAAs/_hn4M3jV9VM/s320/gavetas2.bmp" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5105280395325799794" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_UnOBPwmxsz4/RtmZUHoo_WI/AAAAAAAAAAk/Ngig4jepBeo/s1600-h/gavetas.bmp"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_UnOBPwmxsz4/RtmZUHoo_WI/AAAAAAAAAAk/Ngig4jepBeo/s320/gavetas.bmp" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5105280223527107938" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Há muitas espécies de Imóveis, e de “Contadores” , ou pelo menos havia, que eu lembro-me muito bem. Mas estes contadores de que falo, não são os conhecidos da EDP ou da Águas de Portugal, que nos levam os olhos da cara de dois em dois meses, e nos deixam à míngua de uma e de outra coisa, quando as suas facturas não são liquidadas no tempo e na hora por “Elas” determinados, seja por esquecimento ou outro motivo de força maior: falta de liquidez,   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não, Os contadores a que me refiro, não sendo também”contadores de estórias”, podem (podiam) ser repositórios de dramas, comédias, risos e lágrimas, enfim das memórias de famílias inteiras que, às suas inúmeras e estreitas gavetas as tivessem confiado &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Dito assim, pode deduzir-se que se tratará de um móvel. É verdade. Um móvel maciço semelhante a uma cómoda, assente sobre pés&lt;u1:shapetype id="_x0000_t75" coordsize="21600,21600" spt="75" preferrelative="t" path="m@4@5l@4@11@9@11@9@5xe" filled="f" stroked="f"&gt; &lt;u1:stroke joinstyle="miter"&gt;&lt;u1:formulas&gt;&lt;u1:f eqn="if lineDrawn pixelLineWidth 0"&gt;&lt;u1:f eqn="sum @0 1 0"&gt;&lt;u1:f eqn="sum 0 0 @1"&gt;&lt;u1:f eqn="prod @2 1 2"&gt;&lt;u1:f eqn="prod @3 21600 pixelWidth"&gt;&lt;u1:f eqn="prod @3 21600 pixelHeight"&gt;&lt;u1:f eqn="sum @0 0 1"&gt;&lt;u1:f eqn="prod @6 1 2"&gt;&lt;u1:f eqn="prod @7 21600 pixelWidth"&gt;&lt;u1:f eqn="sum @8 21600 0"&gt;&lt;u1:f eqn="prod @7 21600 pixelHeight"&gt;&lt;u1:f eqn="sum @10 21600 0"&gt;&lt;/u1:f&gt;&lt;/u1:f&gt;&lt;/u1:f&gt;&lt;/u1:f&gt;&lt;/u1:f&gt;&lt;/u1:f&gt;&lt;/u1:f&gt;&lt;/u1:f&gt;&lt;/u1:f&gt;&lt;/u1:f&gt;&lt;/u1:f&gt;&lt;/u1:f&gt;&lt;/u1:formulas&gt;&lt;u1:path extrusionok="f" gradientshapeok="t" connecttype="rect"&gt;&lt;u2:lock ext="edit" aspectratio="t"&gt;&lt;/u2:lock&gt;&lt;/u1:path&gt;&lt;/u1:stroke&gt;&lt;/u1:shapetype&gt;&lt;u1:shape id="_x0000_s1028" type="#_x0000_t75" style="" wrapcoords="-38 0 -38 21534 21600 21534 21600 0 -38 0"&gt;&lt;u1:imagedata src="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5Cmaster%5CDEFINI%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_image001.png" title="predio[1]" croptop="29761f" cropleft="10923f" cropright="21845f"&gt;&lt;u3:wrap type="tight"&gt;&lt;/u3:wrap&gt;&lt;/u1:imagedata&gt;&lt;/u1:shape&gt;que o elevam até, mais ou menos, à cintura de uma pessoa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A partir daí “desfaz -.se” em pequenas gavetas até à altura conveniente. Destinado em princípio a arquivo contabilístico, tomaria mais tarde, o nome dos seus utilizadores.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Construídos em madeiras nobres, ostentavam preciosos trabalhos em talha.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Hoje poderão ver-se apenas em Museus, em Palácios .Nacionais ou temo dizê-lo, nalgum Palacete de Pato Bravo, guardando de novo coisas impessoais, recibos, facturas, promissórias, enfim retornado à sua burocrática condição original.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E do Imóvel, e no Imóvel ?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;De que é feito ? Não de madeiras nobres: mas de cimento, ferro e mau gosto. Todavia qualquer coisa os assemelha: a forma rectangular, na maioria dos casos desmesuradamente grande, e a monótona profusão de “gavetinhas”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Somente, estas minúsculas janelas – porque janelas são ou pretendem ser - não diferem das gavetas dos Contadores, nem (vistas à distância ) nas dimensões, nem na função. São “nichos” de arrumação. De papeis, objectos indiferenciados, quiçá uma ou outra jóia no Móvel. No Imóvel: gente, pessoas, famílias que o gigantismo do edifício torna indiferenciadas e pior do que isso indiferentes umas às outras.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Se for possível colocar lado a lado um e outro, assim farei, para confirmar perante mim próprio, a justeza da minha avaliação.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if gte vml 1]&gt;&lt;v:shapetype id="_x0000_t75" coordsize="21600,21600" spt="75" preferrelative="t" path="m@4@5l@4@11@9@11@9@5xe" filled="f" stroked="f"&gt;  &lt;v:stroke joinstyle="miter"&gt;  &lt;v:formulas&gt;   &lt;v:f eqn="if lineDrawn pixelLineWidth 0"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @0 1 0"&gt;   &lt;v:f eqn="sum 0 0 @1"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @2 1 2"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @3 21600 pixelWidth"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @3 21600 pixelHeight"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @0 0 1"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @6 1 2"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @7 21600 pixelWidth"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @8 21600 0"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @7 21600 pixelHeight"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @10 21600 0"&gt;  &lt;/v:formulas&gt;  &lt;v:path extrusionok="f" gradientshapeok="t" connecttype="rect"&gt;  &lt;o:lock ext="edit" aspectratio="t"&gt; &lt;/v:shapetype&gt;&lt;v:shape id="_x0000_s1026" type="#_x0000_t75" style="'position:absolute;" allowoverlap="f"&gt;  &lt;v:imagedata src="file:///C:\DOCUME~1\master\DEFINI~1\Temp\msohtml1\01\clip_image001.jpg" title="contador" cropbottom="33586f"&gt;  &lt;w:wrap type="square"&gt; &lt;/v:shape&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !vml]--&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;!--[if gte vml 1]&gt;&lt;v:shape id="_x0000_i1025" type="#_x0000_t75" style="'width:225.75pt;height:142.5pt;" wrapcoords="-75 0 -75 21481 21600 21481 21600 0 -75 0" allowoverlap="f"&gt;  &lt;v:imagedata src="file:///C:\DOCUME~1\master\DEFINI~1\Temp\msohtml1\01\clip_image003.png" title="predio[1]" croptop="29788f" cropleft="10939f" cropright="21849f"&gt; &lt;/v:shape&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !vml]--&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E que dizer do conteúdo destas “gavetas”? Qual será o efeito delas na saúde física e mental de pessoas que ali se “arrecadaram ontem à noite” esgotadas de corpo e de nervos depois de conduzir uma batalha de uma ou mais horas, contra outros congéneres, eles também ocupantes de outras gavetas, e tão esgotadas como eles próprios, para tudo voltar a repetir-se “hoje e sempre” até que o virtual esquife em, que se encaixaram, eventualmente os transporte até aos “gavetões” do muro do Alto de São João, para novo e definitivo poiso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Tudo o que vem escrito parece indiciar um triste ocupante de “gavetas”. Tal não se verifica, nem se verificará nunca.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;. Considero-me um privilegiado. Nem a clausura dos “gavetões” eu conhecerei:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;As cinzas dos meus ossos vogarão pelos Céus de uma eterna Primavera, leves e finalmente Livres.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-5891205267411989245?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/5891205267411989245/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=5891205267411989245&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/5891205267411989245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/5891205267411989245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2007/09/o-imvel-o-contador-e-os-gavetes.html' title='O Imóvel, o Contador e os Gavetões'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_UnOBPwmxsz4/RtmZeHoo_XI/AAAAAAAAAAs/_hn4M3jV9VM/s72-c/gavetas2.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-590133716291451566</id><published>2007-08-22T23:51:00.000+01:00</published><updated>2007-08-22T23:57:42.469+01:00</updated><title type='text'>encontros e desencontros</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 13.5pt;"&gt;OISAS &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal;"&gt;QUE DEVERIAM&lt;br /&gt;Ter um Ózinho no&lt;br /&gt;CANTINHO DIREITO&lt;br /&gt;DO ECRAN&lt;br /&gt;Mas não têm. E como lhes achei muita graça, decorridos que são exactamente 69 anos desde 1934, vou passá-los da tradição oral para a escrita . Filmava-se "Bocage" de Leitão de Barros. O cenário representava Lisboa do Século X Vl l, destacando-se a Praça do Rocio. Tinha sido construída dentro de um recinto murado que compreendia o actual Jardim das Francesinhas, mas estendia-se até à Avenida Presidente Wilson, agora, Avª D. Carlos 1º... Muito maior, portanto, do que actualmente.- Aquela "cidade" tinha sido construída para uma comemoração cujo objecto me escapa. Pleno Agosto, trabalhava-se sob um calor tórrido, e sempre &lt;st1:personname productid="em exterior. A Câmara" st="on"&gt;em exterior. A Câmara&lt;/st1:PersonName&gt; estava protegida por um grande chapéu de Sol. Havia mesmo um "assistente do chapéu" para o orientar e mudar de um lado para outro, de forma a proteger a Câmara e também o Realizador que se sentava, habitualmente à frente dela. A mim, 2º assistente de imagem e claquete –boy cabia-me tratar da máquina, e vigiá-la, ,mantendo-a limpa e provida de filme em qualquer momento. A minha paixão pelo Cinema começou no dia em que, ,pela primeira vez, entrei num Estúdio no Verão de 1933, filmavam a "Canção de Lisboa" - e nunca diminuiu ao longo dos quarenta e seis anos em que exerci a profissão. Assim, já naquela época, com vinte anos, era bastante responsável e acarinhava o material como se de um animal de estimação se tratasse.. É corrente nos velhos a tendência a exaltar os seus feitos e qualidades da juventude, verídicos ou imaginados. Assim me julgarão talvez. É- me indiferente. Não me apresentei a julgamento, apenas estou revivendo factos de hà setenta anos, com imensa saudade e prazer, E isso ninguém me pode tirar, Depois deste, quiçá fastidioso intróito, vamos às estórias. Estava um calor tórrido, como referi atrás. Houve um intervalo, Quem pôde abrigou-se numa sombra ou foi matar a sede. Fiquei junto da Câmara, debaixo do chapéu., o Realizador, Leitão de Barros também ficou sentado na sua cadeira de realizador à frente da câmara. Parecia adormecido. Nisto, aproximou-se uma garota que eu namoriscava. Dos seus quinze anos bem desenvolvidos, era filha de uma Varina . Pessoa de posses certamente, porque a filha, Elisa, não andava ao peixe. Aprendia renda. Como era muito bonita e simpática, sempre se lhe conseguia uma senha de figuração (cinco escudos, em 1936). Já tinha sido tudo: Vivandeira, Sécia, Popular etc. Já não podia aparecer no filme enquanto estivéssemos naquele cenário. Em todo o caso lá ia aparecendo quase todos os dias. Pois a Elisa vinha linda no seu fato de Vivandeira, e trazia na mão um cone de gelado comprado no carrinho do homem do "Esquimóóó Fresquiiiinho!" mas o gelado era só um, e nós dois. Ora isso não era problema para o qual não tivéssemos solução. Atirámo-nos ao gelado e, um dum lado e outro do outro, e às vezes do mesmo lado lá fomos lambendo o sorvete . Mas devemos ter feito algum ruído que lhe seria familiar, mas não naquela ocasião nem naquele lugar. e o Leitão de Barros acordando da sua sonolência, volta-se para trás e exclama: "mas o que é isto aqui ? A varina chupa de um lado e o assistente lambe do outro. Isso é 69. Mas vocês não podem fazer isso aqui!" Indiferentes ao Realizador e ao Mundo em redor, levámos a tarefa até a um fim...demasiado próximo. ~Madrugada,11/02/o6&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: normal;"&gt;posted by joão silva | &lt;a href="http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2006/02/coisas.html" title="permanent link"&gt;2:09 PM&lt;/a&gt; | &lt;a href="comment.g?blogID=13997355&amp;postID=113966836136111971&amp;amp;isPopup=true"&gt;3 comments&lt;/a&gt; &lt;a href="email-post.g?blogID=13997355&amp;postID=113966836136111971" title="Enviar a mensagem por correio electrónico"&gt; &lt;/a&gt;&lt;a href="post-edit.g?blogID=13997355&amp;postID=113966836136111971" title="Editar mensagem"&gt; &lt;/a&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 18pt;"&gt;Quinta-feira, Fevereiro 09, 2006&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;a name="113951287460160897"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 13.5pt;"&gt;A propósito de José Megre &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&lt;br /&gt;Vi há dias na Televisão uma entrevista com José Megre que teve o condão de me trazer à memória gratas recordações de Angola onde vivi longos anos. Lembro-me de José Megre embora não tenha tido o prazer de o conhecer pessoalmente. Fiquei particularmente tocado pelas referências que fez às extraordinárias belezas dos Desertos: "Muita gente pensa que os desertos são só grandes extensões de areia monótonas e &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-590133716291451566?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/590133716291451566/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=590133716291451566&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/590133716291451566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/590133716291451566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2007/08/encontros-e-desencontros.html' title='encontros e desencontros'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-25061219226075539</id><published>2007-08-05T13:54:00.000+01:00</published><updated>2007-08-05T13:57:38.270+01:00</updated><title type='text'>do EGOISMO</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;.&lt;span style=""&gt;                           &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;.&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size: 16pt; color: red;"&gt;do&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size: 20pt; color: red;"&gt;EGOISMO&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size: 16pt; color: red;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt; color: black;"&gt;&lt;span style=""&gt;           &lt;/span&gt;Será o egoísmo &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;defensável ? Terá algo de benéfico para alguém?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt; color: black;"&gt;&lt;span style=""&gt;           &lt;/span&gt;Terá o EGOISMO&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;ponta por onde se lhe pegue ?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt; color: black;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Tese impossível mas:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt; color: black;"&gt;“qualquer absurdo pode ser defendido durante um quarto de hora”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt; color: black;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Prometo gastar, não mais de, dez minutos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt; color: black;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Quando se vive há muito tempo, e muita Vida se viveu,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt; color: black;"&gt;ganharam-se muitos (?) poucos (? Não interessa: AMIGOS, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt; color: black;"&gt;Como os ganhamos, também fomos perdendo alguns que ficaram&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt; color: black;"&gt;pelo caminho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt; color: black;"&gt;&lt;span style=""&gt;              &lt;/span&gt;Por eles vertemos algumas lágrimas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt; color: black;"&gt;&lt;span style=""&gt;              &lt;/span&gt;Por isso estou certo que, quando chegar a minha vez de&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt; color: black;"&gt;os abandonar, também eles verterão algumas por mim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt; color: black;"&gt;&lt;span style=""&gt;              &lt;/span&gt;Mas lágrimas são sofrimento; sofrimento por mim causado&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt; color: black;"&gt;&lt;span style=""&gt;             &lt;/span&gt;Confesso porém, que o meu egoísmo me deixa( ou leva a)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt; color: black;"&gt;tirar algum prazer dessas, felizmente, efémeras lágrimas que, “se &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt; color: black;"&gt;pudesse”, bem teria evitado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt; color: black;"&gt;&lt;span style=""&gt;             &lt;/span&gt;Aliás já ando a retardá-las há muito tempo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -27pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt; color: black;"&gt;Moral da estória. Afinal também há “egoísmo bom”… como o colesterol.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt; color: black;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt; color: black;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-25061219226075539?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/25061219226075539/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=25061219226075539&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/25061219226075539'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/25061219226075539'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2007/08/do-egoismo.html' title='do EGOISMO'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-4321707756823608644</id><published>2007-07-23T17:09:00.000+01:00</published><updated>2007-07-23T17:10:39.903+01:00</updated><title type='text'>As galinhofagas</title><content type='html'>AS GALINHOFAGAS&lt;br /&gt;OU A CRUELDADE&lt;br /&gt;LEVADA AO EXTREMO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                        Narrativas                                     REVISADA                                   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Em África coexistem herbívoros e carnívoros; aqueles destinados a ser a dieta destes, estes a serem tapetes ou “troféus” na parede da Sala. Isto se, antes de ser troféu, não tenha comido o caçador. Deixei propositadamente para o fim os mais ferozes de todos e também mais difíceis de combater e dominar. Refiro-me aos insectos, personificados na formiga “KISSONDE”, e as GALINHAS, representadas pela galinha branca de postura, sem dúvida a aristocrata da espécie. Porquê esta mistura de duas espécies tão diferentes? Diferentes sim, morfologicamente, mas quem sabe o que se esconde de semelhante no instinto de cada uma delas? Recuemos um Século:&lt;br /&gt;        Na África pré colonial, as tribos, eram como países diferentes; outros costumes outras línguas, outros deuses, outros feitiços. Aliás, até hoje, não mudou muito. Eram,  como em todo o Planeta estrangeiros entre si, como os holandeses e os franceses, ou os Polacos e os Portugueses. Apenas a cor os irmanava, por isso, as guerras em que se envolviam, se chamavam “guerras civis” e eram mais ferozes que as “internacionais”. Tão ferozes e desumanas, como mais tarde, as dos homens “civilizados.”&lt;br /&gt;Assim, aquelas tribos usavam  dar aos prisioneiros  o tratamento mais horrível  que imaginar se possa. Abandonavam os infelizes, provavelmente feridos, junto de ninhos de “Kissonde,”a formiga preta carnívora. Inibo-me de relatar o que não presenciei, mas…dar conta  de um facto que presenciei algures no centro de Angola.&lt;br /&gt;              Um cordão grossíssimo de formigas novas atravessava toda a estrada; creio que seria em migração para um novo ninho. Mas tudo decorria com a maior organização, como se de uma operação militar se tratasse. Para proteger esses milhões de “gente jovem”, garantes da  perpetuação da espécie, duas fileiras de formigas adultas (chegam a atingir 1,5cm), faziam  protecção como verdadeiros  soldados, formados quase “ombro a ombro” dos dois lados do cordão. De cabeças  levantadas e as terríveis fauces abertas e viradas para o exterior , constituíam um espectáculo impressionante e remetiam-nos para acontecimentos apenas imaginados mas  nem por isso menos assustadores.&lt;br /&gt;                      Aliás,  uma noite, tive ocasião de presenciar – e sentir na minha economia – o seguinte facto: apercebemo-nos de  grande agitação no galinheiro doméstico, com o  cacarejar aflito de galinhas e os gritos dos perus. Tinham sido atacados pela kissonde, esvoaçavam alucinados. . .mas&lt;br /&gt;estavam perdidos. Só nos restou fazer uma fogueira e com archotes  irmos  eliminando os amontoados de formigas. Foi então que presenciamos uma dolorosa cena: galinhas e perus&lt;br /&gt;atirando-se para cima da fogueira e, transformadas e verdadeiras bolas de fogo, iam voando desesperadamente  até caírem e. no chão, acabarem de ser consumidas pelo fogo.&lt;br /&gt;                    Mas na Vida nada é completamente mau (nem bom) e assim, destes horrores tiraram os caçadores o remédio  que lhes  permitiria exibir os troféus nas paredes das suas casas. Por&lt;br /&gt;exemplo: a cabeça de  uma palanca com uns cornos lindíssimos, ou de um “Olongo”, cujos cornos helicoidais,  atingem dimensões  impressionantes, só poderiam ser expostos uma vez expurgados do mais pequeno resíduo de tecido putrificado, até às extremidades finas como agulhas – tarefa   quase impossível a mãos humanas. Se assim não fosse, seria insuportável o cheiro que  empestaria  toda a casa chamando mais formigas. Desta vez a “Salalé”, que   comeria  tudo quanto fosse papel, pano, madeira, etc. deixando nas paredes uma decoração castanha feita de terra digerida.&lt;br /&gt;                    . Aos caçadores não restava pois outro caminho, outra alternativa senão  socorrer-se  da “experiência alheia” e da voracidade da “kissonde” que, e peço perdão pelo que vou escrever: acaba por ter a sua utilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.               E as galinhas? O que haverá a dizer sobre a sua ferocidade?&lt;br /&gt;                Pois há, e não será pouco.&lt;br /&gt;                As  galinhas de raça, principalmente as poedeiras, cuidadas e alimentadas desde “pintos do dia” ( que custaram os olhos da cara) quando iniciam finalmente o seu “trabalho” põem uns ovos  disformes ( só faltou serem quadrados) uns muito pequenos e outros desmesuradamente grandes , até  “calibrarem” a cloaca.  Em resultado disso ficam feridas e a sangrar. E aqui começa&lt;br /&gt;a tragédia, o massacre, a “galinhofagia”. Todas as que “ainda” estão sãs, atiram-se  às outras e comem-nas, literalmente, por dentro, só parando nos pulmões porque os seus curtos pescoços não dão para mais. Ficam então  – elas também -  ensanguentadas na cabeça e pescoço, tornando-se de carrascos em vítimas de todas as outras que - também “ainda”- se conservam limpas, o que seria por pouco tempo  se o pobre criador, para evitar ser realmente pobre, não pusesse cobro  à desgraça.&lt;br /&gt;              Do trabalho e da dificuldade que isso representa para um aviário de modesta dimensão (mil galinhas), nem vale a pena recordar. Conseguida a “pacificação” pincelam-se com “azul de mitilene” as zonas ensanguentadas.&lt;br /&gt;.                   Esta cor, por razões que só elas saberão, repele-as; por   isso  as  paredes  são dessa cor&lt;br /&gt; até  meia  altura., e os cantos são arredondados para que não se esmaguem umas às outras. Enfim, um amor de bichinhos. E, acredito verdadeiramente que, se o criador com as mãos manchadas de sangue, ou muito simplesmente com um ovo partido na mão,(experiência pessoal) desmaiasse por tempo suficiente, atirar-se iam a ele, como se de outra galinha se tratasse, e era “canja”. Nem seria necessário recorrer à eficiência da “Kissonde”.&lt;br /&gt; .      O melhor será não experimentar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-4321707756823608644?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/4321707756823608644/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=4321707756823608644&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/4321707756823608644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/4321707756823608644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2007/07/as-galinhofagas.html' title='As galinhofagas'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-4585353975527738634</id><published>2007-07-07T00:39:00.000+01:00</published><updated>2007-07-07T01:08:52.651+01:00</updated><title type='text'>lido nos Corvos...</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;                  Lido em “OS CORVOS”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Na década de 30 do Século XX, Leitão de Barros escrevia na primeira página do Diário de Notícias – creio que diariamente – uma crónica sob o título acima.&lt;br /&gt;       Eram sempre  pedaços de prosa deliciosa, contendo críticas às vezes  a roçar o  cruel mas plenas de  espírito.&lt;br /&gt;       Tendo viajado por Espanha no seu modesto “Morris” ( o representante da Marca tinha feito com L.B. um   acordo  segundo o qual o carro era trocado de dois em dois anos  por um modelo novo  sem encargos, desde que utilizasse ezclusivaménte aquela marca,&lt;br /&gt;Hoje ,isto parece um pouco bizarro: quem, em meio a um trânsito caótico como o de hoje, repara  que marca de carro conduz quem ?&lt;br /&gt;          Eram outros tempos; para o bem e para o mal ( mais para este do que  para aquele.).&lt;br /&gt;           Mas vamos  aos “Corvos”. Na sua deslocação por terras de Espanha,  sucedeu    que circulando por uma rua larga considerada como via principal, foi  abalroado por um carrão&lt;br /&gt;que se apresentava  pela direita ( nessa época, em Portugal bem como n maioria dos países a prioridade era  de quem circulava na via principal) . Do carrão sai a imponente figura de um  enorme espanhol de flor na lapela e enorme charuto.&lt;br /&gt;E aí começa a discussão: “então não vê que eu circulo numa rua principal; tenho prioridade”   - “Pero en España, la prioridad  és de la diretcha”. E assim continuaram a esgrimir argumentos e legalidades sem chegarem a acordo. Até que Leitão de Barros  atira o derradeiro  - julgava ele –argumento.&lt;br /&gt; “Mas meu caro Senhor, trata-se de uma Lei Universal !!!”&lt;br /&gt;E o espanhol, do alto da sua arrogante figura, e esgrimindo o enorme charuto: declama em voz tonitruante:  “Pero  jo non  soi Universal..  SOI  ESPAÑOL “&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-4585353975527738634?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/4585353975527738634/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=4585353975527738634&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/4585353975527738634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/4585353975527738634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2007/07/lido-nos-corvos.html' title='lido nos Corvos...'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-5458450746726383743</id><published>2007-07-06T17:25:00.000+01:00</published><updated>2007-07-06T17:38:55.006+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O MOÇO DA HUMBIA,&lt;br /&gt;                             A CIDADE de  LISBOA&lt;br /&gt;                           E A IDEIA QUE DELA FAZIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Muitas vezes saí de Luanda para o Sul esperando não me demorar por lá mais de uma semana,  acabando por estar mais de um mês sem vir a casa.&lt;br /&gt;           Normalmente fazia a viagem de Luanda para o local onde assentava arraiais, ew daí derivava para os locais ponde tinha de filmar. Para isso tinha transporte cedido pelas Autoridades Administrativas, geralmente Chefes de Posto, -  os mais isolados – que faziam questão de serem eles próprios a conduzir-me,  por gentileza, mas também pela&lt;br /&gt;curiosidade de ver  “como era isso do Cinema.”. Desilusão: porque as filmagens   de exteriores, para Documentários ou Actualidades não se revestem da complexidade, das&lt;br /&gt;surpresas, e emoções de uma filmagem em Estúdio.. Mas isso,  eles não sabiam, e contentavam-se com o possível.&lt;br /&gt;             Quando à partida sabia que o trabalho iria ser demorado  e me obrigaria   a estar longe da família por mais tempo do que o razoavelmente suportável, substituía  a passagem  aérea  a que tinha direito, por combustível  para o carro. &lt;br /&gt;             Os meus filhos eram pequenos, três e seis anos (ao tempo da viagem que vou referir) e acomodavam-se bem na cabine da carrinha entre a Mãe e eu. O mais novo adormecia com frequência e deitava-se no colo da Mãe com as pernas sobre as da irmã e as minhas. o colo da irmã e as minhas.&lt;br /&gt;              Minha Mulher levava sempre um bom farnel para o caminho. E aqui o desvio de rota habitual.  A viagem entre Luanda e Lubango, mil e cinquenta quilómetros que costumava fazer numa só, era nestes casos repartida entre as terras do percurso&lt;br /&gt;Lembro-me agora  que precisamente nesta viagem trazia também o Sabalo e já referi noutro escrito. &lt;br /&gt;                      Porque a estrada entre Luanda e Dondo – cento e oitenta quilómetros -  era&lt;br /&gt;quase impraticável na época das  chuvas,  e  era o caso, com o possível “enterranço”  por tempo indeterminado, mandei os quatro no comboio de manhã, cvjhghando ao fim da tarde ao Dondo – e eu também..- onde dormimos. &lt;br /&gt;                       Foi aí que se iniciou verdadeiramente a viagem, com etapas de  cento e cinquenta quilómetros pouco  mais ou menos: Dembos,  Quibála,  Alto Ama, -apenas um cruzamento de estradas mas com uma Estação de Serviço que tinha uns rissóis de camarão  sublimes.  Aí pernoitamos Na etapa  seguinte, fizemos um  “pic-nic à sombra de um árvore onde os garotos dormiram uma curta sesta.&lt;br /&gt;                       Enfim,  foi uma aventura rotineira sem nada a assinalar.&lt;br /&gt;                       Estávamos  ainda longe da Humbia, meta e objecto desta estória e, para &lt;br /&gt;não impacientar mais aqueles que ainda nos acompanham na viagem, saltamos sobre Nova Lisboa, Quipungo, Caconda e Lubango. &lt;br /&gt;                       Desçamos pois a deslumbrante Serra da Chela, infelizmente só com um olho na paisagem, e outro nas curvas da estrada que nos levará dos 1.700 metros de Sá da Bandeira,  em pouco mais de 20 quilómetros de descida “vertiginosa” – em “segunda”- , até  Vila Arriaga, mesmo na “dobradiça” da Montanha com  a planície do Deserto, quase nos cinquenta metros de altitude de Moçâmedes.&lt;br /&gt;                       Afinal, e a Humbia, teria ficado perdida no meio do caminho, para lá de Vila Arriaga ? &lt;br /&gt;                       Não, não ficou perdida, mau grado fosse – digo fosse porque isto passou-se                                                                                                                             vai para cinquenta  cinco anos. Repito pois: fosse naquele tempo uma mais do que pequena Terra onde mais tarde viria a instalar-se  uma fábrica de “charcuteria” dirigida pelo meu Amigo Alex. Ducarsky, ele próprio,  anos depois, proprietário da “Charcuteria Francesa no Largo da Mutamba em Luanda. &lt;br /&gt;E a Humbía ? (assento tónico no í)  Ficava a meio da serra, e aí parámos para dar às crianças o farnel que  a Mãe lhes preparara. (nunca confiar muito nas refeições servidas nestes  “hotéis”.-) mas nós comemos dela sem que algo de mal acontecesse. Foi aí que o empregado do estabelecimento se chegou a nós perguntando:&lt;br /&gt; “Os senhores de onde são?” ?”&lt;br /&gt; “ De Lisboa,  respondemos”&lt;br /&gt;“ÁH! Então os senhores  conhecem   com certeza o Basílio  (?).&lt;br /&gt;“Não, não   conhecemos;  já vê Lisboa é muito grande e  as pessoas não se conhecem umas às outras.”&lt;br /&gt;“ah! Mas o Bazílio conhecem com certeza, ele é um rapaz cheio de vida. Ao pé dele ninguém se chateia. Ele até foi marinheiro.”  Só pusemos um ar meio incrédulo.&lt;br /&gt;Não dissemos nada. mas disse ele: “conhecem  com certeza, o que é, é que não se lembram.”.&lt;br /&gt;E depois já com um tom de  voz meio a atirar para o desconfiado: “se são mesmo de Lisboa conhecem com certeza” &lt;br /&gt;                       Bem: se calhar até conhecemos, “O que é, é que não nos lembramos”..                                                    a&lt;br /&gt;                            &lt;br /&gt;Desçamos pois a deslumbrante Serra da Chela, infelizmente só com um olho na paisagem, e outro nas curvas da estrada que nos levará dos 1.700 metros de Sá da Bandeira,  em pouco mais de 20 quilómetros de descida “vertiginosa” – em “segunda”- , até  Vila Arriaga, mesmo na “dobradiça” da Montanha com  a planície do Deserto, quase nos cinquenta metros de altitude de Moçâmedes.&lt;br /&gt;                       Afinal, e a Humbia, teria ficado perdida no meio do caminho, para lá de Vila Arriaga ? &lt;br /&gt;                       Não, não ficou perdida, mau grado fosse – digo fosse porque isto passou-se                                                                                                                             vai para cinquenta  cinco anos. Repito pois: fosse naquele tempo uma mais do que pequena Terra onde mais tarde viria a instalar-se  uma fábrica de “charcuteria” dirigida pelo meu Amigo Alex. Ducarsky, ele próprio,  anos depois, proprietário da “Charcuteria Francesa no Largo da Mutamba em Luanda. &lt;br /&gt;E a Humbía ? (assento tónico no í)  Ficava a meio da serra, e aí parámos para dar às crianças o farnel que  a Mãe lhes preparara. (nunca confiar muito nas refeições servidas nestes  “hotéis”.-) mas nós comemos dela sem que algo de mal acontecesse. Foi aí que o empregado do estabelecimento se chegou a nós perguntando:&lt;br /&gt; “Os senhores de onde são?” ?”&lt;br /&gt; “ De Lisboa,  respondemos”&lt;br /&gt;“ÁH! Então os senhores  conhecem   com certeza o Basílio  (?).&lt;br /&gt;“Não, não   conhecemos;  já vê Lisboa é muito grande e  as pessoas não se conhecem umas às outras.”&lt;br /&gt;“ah! Mas o Bazílio conhecem com certeza, ele é um rapaz cheio de vida. Ao pé dele ninguém se chateia. Ele até foi marinheiro.”  Só pusemos um ar meio incrédulo.&lt;br /&gt;Não dissemos nada. mas disse ele: “conhecem  com certeza, o que é, é que não se lembram.”.&lt;br /&gt;E depois já com um tom de  voz meio a atirar para o desconfiado: “se são mesmo de Lisboa conhecem com certeza” &lt;br /&gt;                       Bem: se calhar até conhecemos, O que é, é que não nos lembramos..  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                            O MOÇO DA HUMBIA,&lt;br /&gt;                            A CIDADE de  LISBOA&lt;br /&gt;                      E A IDEIA QUE DELA FAZIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Muitas vezes saí de Luanda para o Sul esperando não me demorar por lá mais de uma semana,  acabando por estar mais de um mês sem vir a casa.&lt;br /&gt;           Normalmente fazia a viagem de Luanda para o local onde assentava arraiais, ew daí derivava para os locais ponde tinha de filmar. Para isso tinha transporte cedido pelas Autoridades Administrativas, geralmente Chefes de Posto, -  os mais isolados – que faziam questão de serem eles próprios a conduzir-me,  por gentileza, mas também pela&lt;br /&gt;curiosidade de ver  “como era isso do Cinema.”. Desilusão: porque as filmagens   de exteriores, para Documentários ou Actualidades não se revestem da complexidade, das&lt;br /&gt;surpresas, e emoções de uma filmagem em Estúdio.. Mas isso,  eles não sabiam, e contentavam-se com o possível.&lt;br /&gt;             Quando à partida sabia que o trabalho iria ser demorado  e me obrigaria   a estar longe da família por mais tempo do que o razoavelmente suportável, substituía  a passagem  aérea  a que tinha direito, por combustível  para o carro. &lt;br /&gt;             Os meus filhos eram pequenos, três e seis anos (ao tempo da viagem que vou referir) e acomodavam-se bem na cabine da carrinha entre a Mãe e eu. O mais novo adormecia com frequência e deitava-se no colo da Mãe com as pernas sobre as da irmã e as minhas. o colo da irmã e as minhas.&lt;br /&gt;              Minha Mulher levava sempre um bom farnel para o caminho. E aqui o desvio de rota habitual.  A viagem entre Luanda e Lubango, mil e cinquenta quilómetros que costumava fazer numa só, era nestes casos repartida entre as terras do percurso&lt;br /&gt;Lembro-me agora  que precisamente nesta viagem trazia também o Sabalo e já referi noutro escrito. &lt;br /&gt;                      Porque a estrada entre Luanda e Dondo – cento e oitenta quilómetros -  era&lt;br /&gt;quase impraticável na época das  chuvas,  e  era o caso, com o possível “enterranço”  por tempo indeterminado, mandei os quatro no comboio de manhã, cvjhghando ao fim da tarde ao Dondo – e eu também..- onde dormimos. &lt;br /&gt;                       Foi aí que se iniciou verdadeiramente a viagem, com etapas de  cento e cinquenta quilómetros pouco  mais ou menos: Dembos,  Quibála,  Alto Ama, -apenas um cruzamento de estradas mas com uma Estação de Serviço que tinha uns rissóis de camarão  sublimes.  Aí pernoitamos Na etapa  seguinte, fizemos um  “pic-nic à sombra de um árvore onde os garotos dormiram uma curta sesta.&lt;br /&gt;                       Enfim,  foi uma aventura rotineira sem nada a assinalar.&lt;br /&gt;                       Estávamos  ainda longe da Humbia, meta e objecto desta estória e, para &lt;br /&gt;não impacientar mais aqueles que ainda nos acompanham na viagem, saltamos sobre Nova Lisboa, Quipungo, Caconda e Lubango. &lt;br /&gt;                       Desçamos pois a deslumbrante Serra da Chela, infelizmente só com um olho na paisagem, e outro nas curvas da estrada que nos levará dos 1.700 metros de Sá da Bandeira,  em pouco mais de 20 quilómetros de descida “vertiginosa” – em “segunda”- , até  Vila Arriaga, mesmo na “dobradiça” da Montanha com  a planície do Deserto, quase nos cinquenta metros de altitude de Moçâmedes.&lt;br /&gt;                       Afinal, e a Humbia, teria ficado perdida no meio do caminho, para lá de Vila Arriaga ? &lt;br /&gt;                       Não, não ficou perdida, mau grado fosse – digo fosse porque isto passou-se                                                                                                               vai para cinquenta  cinco anos. Repito pois: fosse naquele tempo uma mais do que pequena Terra onde mais tarde viria a instalar-se  uma fábrica de “charcuteria” dirigida pelo meu Amigo Alex. Ducarsky, ele próprio,  anos depois, proprietário da “Charcuteria Francesa no Largo da Mutamba em Luanda. &lt;br /&gt;E a Humbía ? (assento tónico no í)  Ficava a meio da serra, e aí parámos para dar às crianças o farnel que  a Mãe lhes preparara. (nunca confiar muito nas refeições servidas nestes  “hotéis”.-) mas nós comemos dela sem que algo de mal acontecesse. Foi aí que o empregado do estabelecimento se chegou a nós perguntando:&lt;br /&gt; “Os senhores de onde são?” ?”&lt;br /&gt; “ De Lisboa,  respondemos”&lt;br /&gt;“ÁH! Então os senhores conhecem com certeza o Basílio  (?).&lt;br /&gt;“Não. Não conhecemos; já vê, Lisboa é muito grande e as pessoas não se conhecem umas às outras.”&lt;br /&gt;“ah! Mas o Basílio conhecem com certeza, ele é um rapaz cheio de vida. Ao pé dele ninguém se chateia. Ele até foi marinheiro.” Pusemos só um ar meio incrédulo, e não&lt;br /&gt;dissemos nada. Não dissemos nós, mas disse ele: “conhecem  com certeza,o que é, é que não se lembram.”.&lt;br /&gt;E depois já com um tom de voz meio a atirar para o desconfiado: “se são mesmo de Lisboa conhecem com certeza” &lt;br /&gt;                       Bem: se calhar até conhecemos, “O que é, é que não nos lembramos”..&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-5458450746726383743?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/5458450746726383743/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=5458450746726383743&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/5458450746726383743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/5458450746726383743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2007/07/o-moo-da-humbia-cidade-de-lisboa-e.html' title=''/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-2778012639605414807</id><published>2007-07-02T23:04:00.000+01:00</published><updated>2007-07-03T14:00:44.470+01:00</updated><title type='text'>A propósito de Dança comigo</title><content type='html'>propósito de “Dança Comigo”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabo de assistir ao final de Dança Comigo no Campo Pequeno,&lt;br /&gt;Bonito espectáculo, como aliás as eliminatórias o haviam sido.&lt;br /&gt;Nesta “Grande Final” (conforme a publicidade,) tudo apontava para a disputa entre as duas jovens que sem terem físicos de dançarinas, dançam bem, têm desenvoltura, e sensualidade q.b (se é que “isso”, alguma vez possa ser q.b.).&lt;br /&gt;Não questiono a classificação, mas deploro a forma como foi festejada. E é esta a razão que me prende ao Computador às duas da madrugada, aos noventa e um anos e oitenta e quatro dias.- deploro, dizia, que na euforia do “fim do Fim”, tenham esquecido, abandonado, ignorado, MAGOADO a concorrente derrotada,tão garota como a vencedora que - ela também - não teve um gesto, uma palavra de ânimo, de consolo para com a concorrente que acabara de derrotar. Levemos, no entanto, em conta o estado de nervos de que foi possuída pela proximidade da”Glória”.&lt;br /&gt;No meio daquela “agitação popular” ainda pude ver por brevíssimos segundos a figura isolada - no meio de uma multidão electrizada,o rosto choroso da&lt;br /&gt;Raquel Tavares. Aqui lhe manifesto a minha solidariedade, tão sincera quanto inútil.&lt;br /&gt;Ninguém mais merece que lhe seja citado o nome, porque todos os “responsáveis” foram&lt;br /&gt;RESPONSÁVEIS por esta feia mancha num festival que prometia – e até certo ponto&lt;br /&gt;cumpriu - mas em que revelaram uma lamentável falta de profissionalismo. Então não se previra – e prevenira - desde o princípio da noite, a possibilidade de que viesse a acontecer o que aconteceu? “Uma Vencedora” e uma vencida, ambas muito jovens. E se, à primeira estivesse garantida toda a festa , beijos, abraços, felicitações que a envolveram, da segunda ninguém cuidou, ninguém mais se lembrou dela quando mais precisava de um abraço amigo, uma palavra de carinho..” Imagino o quanto se deve ter sentido ferida, mais do que por não ter ganho; por terem-na deixado perdida entre uma “multidão.” que já não a conhecia mais.&lt;br /&gt;Mas não quero fechar esta crónica neste triste ambiente .&lt;br /&gt;Sinto-me feliz por ter podido guardar a recordação da figura&lt;br /&gt;grácil, do sorriso radioso, dos olhos luminosos, enfim, muito simplesmente “o estar ali” da “In’Sónia Araújo..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tempo: por dificuldades técnicas, não pude “postar“ este desabafo na madrugada em que o escrevi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-2778012639605414807?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/2778012639605414807/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=2778012639605414807&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/2778012639605414807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/2778012639605414807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2007/07/propsito-de-dana-comigo_02.html' title='A propósito de Dança comigo'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-8150716981269614563</id><published>2007-07-02T19:14:00.001+01:00</published><updated>2007-07-02T19:17:21.610+01:00</updated><title type='text'>O Cricatoristan e o Pato Bravo</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;posted by joão silva  &lt;a title="permanent link" href="http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2005/11/carapaas.html"&gt;5:58 PM&lt;/a&gt;  &lt;a href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=113209452387271061&amp;amp;isPopup=true"&gt;0 comments&lt;/a&gt; &lt;a title="Enviar a mensagem por correio electrónico" href="http://www.blogger.com/email-post.g?blogID=13997355&amp;postID=113209452387271061"&gt; &lt;/a&gt;&lt;a title="Editar mensagem" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=13997355&amp;postID=113209452387271061"&gt; &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sábado, Novembro 05, 2005&lt;br /&gt;&lt;a name="113123399046555214"&gt;&lt;/a&gt;o caricaturista e o pato bravo&lt;br /&gt;Anos 40. Feira Popular de Lisboa no Parque José Maria Eugénio. Hoje Parque da Gulbenkian. Talvez não haja –não pode haver ninguém desse tempo – nem eu, a rondar os noventa, me lembro. Sei por ouvir contar, mas é fácil confirmar no Museu da Cidade. No sítio daquele Parque muralhado existia uma quinta, de cujo proprietário  herdou o nome . Uma parte dela  ficava fora das portas de Lisboa, e a outra do lado de dentro. Era a propriedade atravessada por um riacho que corria de fora para dentro. Nesse tempo, e disto ainda eu me lembro, certos produtos pagavam direitos para entrar na cidade, entre eles carne, água-ardente, etc. Fácil seria pô0r na água uns barris que, durante a noite, adormeciam no exterior e acordavam no interior da quinta. Daí o nascer da Muralha e do palacete. Feito o desvio, entremos no assunto. Na década referida frequentava  assiduamente a Feira, e uma noite assisti a um caso que muito me penalizou. Costumava andar de Restaurante em Restaurante, de Bar em Bar, um homem com aspecto de muito pobre, sobraçando alguns cadernos. Acercava-se dos clientes e perguntava com uma voz difícil de asmático ou cardíaco: "desejais a vossa caricatura?" Poucas vezes vi alguém aceder ao doloroso pedido. Mas uma noite, numa das esplanadas de restaurante, uma longa e ruidosa mesa era encabeçada por um ainda mais ruidoso homem forte e de ar próspero, tipo "pato bravo" que não escondia, antes fazia questão de que se notasse a sua qualidade de anfitrião, pagador. Aproximou-se o caricaturista com a pergunta sacramental. E o "pato.bravo" com ar importante e magnânimo: "faça-me lá a caricatura". E continuou a comer, a beber e a falar com a boca cheia, também, de calinadas. Acabado o trabalho, o artista entregou a obra ao cliente. Este olha atentamente o papel solta uma gargalha estrondosa e exclama: "É pá! isto vai já pr’ró Porto. Há lá um gajo meu amigo qu’é tal e qual esta cara." Não sei o que teria sentido o pobre caricaturista. Provavelmente, já estaria calejado com brutalidades semelhantes, o seu sentido de dignidade estaria adormecido por elas. E a necessidade de sobreviver, sobrepunha-se a tudo. Ainda hoje me sinto constrangido com esta recordação.&lt;br /&gt;posted by joão silva  &lt;a title="permanent link" href="http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2005/11/o-caricaturista-e-o-pato-bravo.html"&gt;11:36 PM&lt;/a&gt;  &lt;a href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=113123399046555214&amp;amp;isPopup=true"&gt;1 comments&lt;/a&gt; &lt;a title="Enviar a mensagem por correio electrónico" href="http://www.blogger.com/email-post.g?blogID=13997355&amp;postID=113123399046555214"&gt; &lt;/a&gt;&lt;a title="Editar mensagem" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=13997355&amp;postID=113123399046555214"&gt; &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-8150716981269614563?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/8150716981269614563/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=8150716981269614563&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/8150716981269614563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/8150716981269614563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2007/07/o-cricatoristan-e-o-pato-bravo.html' title='O Cricatoristan e o Pato Bravo'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-6225707142849256540</id><published>2007-06-30T20:11:00.000+01:00</published><updated>2007-06-30T20:14:16.469+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;                                        Publicidade agónica/diarreica&lt;br /&gt;gentilmente oferecida pela TV aos seus espectadores. . .  à hora das refeições.&lt;br /&gt;        Um cavalheiro de fino trato mostra-se impaciente no meio de uma fila de pessoas.&lt;br /&gt;         Põe a não na barriga e com expressão aflita, deixando o seu lugar na fila, corre apressado para um porta estreita enquanto outro cavalheiro (suponho) em “off”, debita a diarreia, blá- blá, antes que ela nos mate a nós.&lt;br /&gt;         Insiste mais uma  vez ou duas na palavra assassina,  numa coisa que não precisa de  água, enquanto o senhor  com ar aliviado ( já saiu da “casinha”) mete qualquer coisa na boca.&lt;br /&gt;         Depois vai para o cinema com a namorada, enquanto nós, os incautos que não desligaram a tempo, arrancamos em  corrida disparada para a  “casinha” regressando já sem o almoço, que até estava  bom.&lt;br /&gt;          Seja -me permitida uma antecipação em tempo e tecnologia. Quando será a TV provida de um sistema de odores?&lt;br /&gt;             A tempo: se não apanhou o programa ao almoço, tente ao JANTAR. Logo tem mais.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-6225707142849256540?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/6225707142849256540/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=6225707142849256540&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/6225707142849256540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/6225707142849256540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2007/06/publicidade-agnicadiarreica-gentilmente_30.html' title=''/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-8352875879326311817</id><published>2007-06-24T23:26:00.000+01:00</published><updated>2007-06-24T23:28:11.213+01:00</updated><title type='text'>MAS QUE PAÍS  É  eeeeste ?!!!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sim, que País e este? Tremo de espanto e indignação com a notícia dada com relevo por toda a imprensa, de um pobre rato que “jazia morto e apodrecido” num gabinete de juiz no vetusto convento, ora tribunal da Boa Hora.Nestes tempos de lutas pelo ambiente, pela protecção das espécies, que feia contradição entre o que se alardeia e o que se faz realmente. As grossas paredes centenárias abrigaram, cuidaram e protegeram desde o Século, XVII os frades Agostinhos Descalços que arrastavam, sonolentos, as plantas dos pés pelas frias lajes dos claustros, sempre em completo silêncio, que a isso os obrigava o voto que haviam assumido com as vestes talares. Mas se o falar lhes era interdito, nada os impedia de ouvir, e ouviam saudosos o guinchar de centenas de ratos que lhes trazia à memória o chilrear da passarada nos hortos e vinhedos da sua longínqua infância. Assim conviviam, monges e ratos, todos criaturas de Deus, todos com o sagrado direito à vida; uma vida digna e conforme às necessidades das espécies no seu conjunto e do indivíduo como “ser único e insubstituível”. E os frades, no seu alheamento das coisas terrenas, num certo desmazelo, confessemos, iam deixando umas poucas migalhas da migalha que já eram as suas refeições na escudela do almoço para a ceia ou da ceia para o dia seguinte. Os ratos agradeciam. E no isolamento da sua cela, na dureza do seu catre, os frades iam escutando como num sonho o chilrear da passarada nos hortos e vinhedos da sua infância. E esta sã convivência perdurou através de Séculos, até que os monges se foram para junto de Deus, ou simplesmente extintos pela República. Mas os ratos não, ninguém se preocupou com eles que, com a vivência adquirida ao longo de milénios, foram sobrevivendo sem serem molestados pelas novas autoridades entretanto investidas. Mas os “tempos” evoluem – nem sempre no melhor sentido, diga-se – pois ainda há setenta e oitenta anos atrás, existiam nesta cidade de Lisboa, verdadeiros santuários das ratazanas. Refiro-me a certos Bairros a que se teimava em chamar Populares, eufemismo usado para “pobres” palavra “non grata” das autoridades da época (melhor dizendo. das épocas). As casas desses bairros de que Alfama era paradigma; eram antigas, envelhecidas não cuidadas. Chegavam ao extremo de uma cama de um primeiro andar, enfiar uma perna no soalho e romper o teto do vizinho. (observação directa). Havia buracos em tudo quanto era madeira - e era quase tudo – e os ratos circulavam directamente de divisão para divisão, de casa para casa, de prédio para prédio sem necessidade de vir à rua. Tinham o abastecimento garantido e simplificado porque, na ausência (total) de frigoríficos, os alimentos ficavam pouco menos que expostos como num “minimercado”. Era só servir-se. Tinham já uma tal intimidade com os outros ocupantes que sucediam casos como o que vou relatar (ainda por observação directa). Uma noite, vindo da escola, dispunha-me a comer o que minha Mãe me tinha deixado no borralho da chaminé, quando oiço um ligeiro restolhar debaixo da mesa. Fiquei de pé observando um ratinho muito pequeno arrastando um pedaço de pão quase do seu tamanho. Certamente deixado cair por um dos meus irmãozinhos. Fiquei quieto e o ratinho continuou no seu árduo labor, até que eu sussurrei um “Chiu”. O bichinho largou o pão, deu uns passinhos na minha direcção, levantou a cabeça, olhou-me, deu meia volta e pegou no pedaço de pão e enfiou-se com toda a tranquilidade num dos buracos no soalho que ficava ali mesmo à mão. Não sei se teria ido contar à família a sua façanha; mas se foi, bem lhe deve ter custado um bom puxão de orelhas. em querer, desviei-me do meu rumo inicial que apontava para “espanto e indignação”. Mas não perdi um, nem outra. A seu tempo lá voltarei. Por agora proponho que continuemos pelos idos dos anos vinte/trinta do Século XX. Nessa recuada era, a gente mais pobre entre os pobres que todos, então, éramos, procurava diversões ao alcance da sua bolça. E sempre encontrou: uma espécie de Circo Romano (versão reduzida) que de uma “só cajadada” matava três males: a penúria – mal crónico e generalizado - a falta de diversões, e finalmente, os ratos que comiam as sobras do jantar. Divulguemos pois o “modus faciendi”: usavam umas ratoeiras com lotação para três ou quatro exemplares, provida de um pedaço de queijo sobre um alçapão. Deixada de noite em sítio estratégico – que era qualquer sítio – de manhã era só contar as peças, anunciar o espectáculo em altos gritos e esperar que as janelas se enchessem de uma multidão ululante, ávida de luta, violência e vingança. Entretanto, chegavam os gatos, que não precisavam de convocatória. Abria-se o “curro” e aí tínhamos uma “corrida” de morte -lenta - pois os “matadores” não tinham pressa em acabar com as suas presas sem primeiro brincar um pouco. Isto era o corrente nestas lutas com final antecipado como a Luta Livre no Parque Mayer. Mas por vezes, poucas vezes, alterava-se a rotina e o final, como no seguinte episódio (também de testemunho presencial). Tinham caçado um ratinho adolescente numa ratoeira de pequenas dimensões. Iniciou-se a função com a presença de apenas um gato que estava, como habitualmente, com a disposição de se divertir antes de “se sentar à mesa”, tanto mais que não iria haver mais convivas. Aberta a porta, logo o prisioneiro, presumível condenado à morte, se esgueirou direito à valeta do passeio, seguido do seu, também presumível, carrasco. Tivemos então um espectáculo de rara inteligência e mais rara coragem. O roedor, sempre encostado à valeta e encarando a centímetros a porta do inferno que era a boca do gato, encrespava-se e avançava uns passinhos; e o gato, certamente lambendo por antecipação os beiços ia recuando na mesma medida, deixando à sua potencial refeição o comando das operações. E assim se passaram angustiados segundos até que, percorrido um longo, longo meio metro, o inteligente e corajoso ratinho se esgueirasse pelo cano do algeroz que atravessava o passeio. Nunca vi melhor nos filmes de desenhos animados; nem escutei uma tão grande ovação proporcionada por uma multidão de prováveis futuras vítimas daquele genial roedor. Chegou a altura de reatar a estória no ponto em que a deixei, à beira do “espanto e da indignação”. Sim, que por agora andei por tempos espaçados por quase um Século. Como foi possível que se tenha perdido o sentido de solidariedade, de amor ao próximo, mesmo tratando-se de um animal, também um ser de Deus, como nós próprios. Como foi possível esquecer uma tradição vinda do Século XVII, em que os Agostinhos Descalços repartiam as suas parcas migalhas com outros seres mais carentes igualmente feios, mal cheirosos e tão descalços como eles próprios, mas também como eles próprios, criaturas de Deus. Como foram capazes, os senhores juízes guardiães da Lei e da justiça, deixarem que a incúria, desleixo, desumanidade, levassem à morte, à putrefacção ao extermínio de toda uma estirpe vinda do Século XVII, coeva do nascimento do Mosteiro dos Padres Agostinhos Descalços. Então nesta época de progresso, de espectacular avanço da ciência, dos antibióticos, vacinas, quase milagrosas, etc. não foi possível salvar um pobre rato, talvez o último representante daquela família antiga de quatrocentos anos e que agora “Jaz Morto e Arrefece” num gabinete de um Meritíssimo Juiz do Tribunal da Boa Hora, em pleno centro da Cidade de Lisboa. Tremo, já não de espanto. De indignação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mas que País é eeeeste»?!!!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-8352875879326311817?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/8352875879326311817/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=8352875879326311817&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/8352875879326311817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/8352875879326311817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2007/06/mas-que-pas-eeeeste.html' title='MAS QUE PAÍS  É  eeeeste ?!!!'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-7659881190293821231</id><published>2007-06-24T23:09:00.000+01:00</published><updated>2007-07-26T12:29:15.570+01:00</updated><title type='text'>AS GALINHOFAGAS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Em África coexistem herbívoros e carnívoros; aqueles destinados a ser a dieta destes, estes a serem tapetes na sala ou troféu numa parede. Isto se, antes de ser troféu, não tenha comido o caçador. Deixei propositadamente para o fim os mais ferozes de todos e também mais difíceis de combater e dominar. Refiro-me aos insectos, personificados na formiga “KISSONDE”, e as GALINHAS, representadas pela galinha branca de postura, sem dúvida a aristocrata da espécie. Porquê esta mistura de duas espécies tão diferentes? Diferentes sim, morfologicamente, mas quem sabe o que se esconde de semelhante no instinto de cada uma delas? Recuemos um Século: Na África pré colonial, as tribos, eram como países diferentes; outros costumes outras línguas, outros deuses, outros feitiços. Eram, aliás como em todo o Planeta estrangeiros entre si, como os holandeses e os franceses, ou os Polacos e os Portugueses. Apenas a cor os irmanava, por isso, as guerras em que se envolviam, se chamavam “guerras civis” e eram mais ferozes que as “internacionais”. Os troféus que os caçadores exibiam na parede da sala, por exemplo o crânio de uma palanca com uns cornos lindíssimos, só ali podiam estar se todos os ossos fossem expurgados do mais pequeno resíduo de tecidos putrificados. Caso contrário ninguém poderia suportar o cheiro. Mas limpar o interior dos cornos de um antílope, com as extremidades finas que têm, era tarefa quase impossível. As galinhas sofreram o seu justo castigo porque ficaram com o pescoço manchado de sangue, o que as transforma de carrasco em vítimas e assim, numa progressão geométrica, acabaria todo um galinheiro, quiçá um aviário. O pobre criador procura afastar as galinhas umas das outras recorrendo por vezes ao pontapé, mas logo se arrependendo, cada uma custou os olhos da cara e por enquanto ainda não começaram render (um ovo por dia). É preciso besuntar com “azul de mitilene”, cor que elas repelem (até as paredes são dessa cor até Mia de um metro de altura.´ Os cantos das paredes não são em ângulo recto mas sim arredondados, para que elas não se encurralem umas às outras. Enfim, um amor de bichinhos. Vem muito a propósito inquirir: se o criador desmaiasse e, com as mãos manchadas de sangue, ou muito simplesmente tivesse um ovo partido na mão, e ficasse muito tempo sem se poder defender, estou absolutamente convencido de que não seria necessário recorrer à eficiência da “Kissonde” E ao reconhecido espírito prático dos Povos Bantu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O melhor será não experimentar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-7659881190293821231?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/7659881190293821231/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=7659881190293821231&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/7659881190293821231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/7659881190293821231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2007/06/as-galinhofagas.html' title='AS GALINHOFAGAS'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-8445710917669605128</id><published>2007-06-05T17:03:00.000+01:00</published><updated>2007-06-06T00:53:50.498+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A “LIBERDADE MALUCA”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos anos trinta,era uma figura muito popular ali pela Rua dos Remédios e Largo de Dº Rosa. Morava numa sobreloja à esquina do Largo para o qual abria uma janela. Do lado da Rua dos Remédios, além da entrada,havia uma pequena varanda, palco por excelência das performances em que a Liberdade era pródiga,para gáudio do rapazio primeiro e dos adultos depois.&lt;br /&gt;Desaparecia de tempos a tempos, - toda a gente sabia porquê – mas não a desprezavam por isso; deixavam-na viver a sua vida …desde que não “desinquietasse” os seus homens.&lt;br /&gt;Algumas vezes arranjava um apoio mais duradoiro que a vinha buscar e trazer a casa, até que se interrompesse o ciclo, e tudo se repetisse com outros apoios.&lt;br /&gt;E lá ía vivendo aos altos e baixos como é sina da Liberdade.&lt;br /&gt;Geralmente quando voltava de uma tournée, vinha muito bem calçada e vestida com certa elegância e qualidade. Mas tudo tem o seu fim e o "prego" era ali mesmo ao lado. E lá voltava outra época de tournée.&lt;br /&gt;O pior era quando havia drama passional, traição, ciúmes. Era aí que surgiam as performances a que já me referi.&lt;br /&gt;Vinha para a janela, rasgava-se despenteava os cabelos, rasgava a roupa, gritava. Sobretudo gritava aos quatro ventos os feitos e defeitos do seu "último".&lt;br /&gt;Eram sempre espectáculos com muito público.&lt;br /&gt;Em boa verdade ela não era um caso único; noutros recessos mais afastados do Bairro outras "Liberdades" haveria, embora nenhuma delas fosse a que&lt;br /&gt;se desejava.&lt;br /&gt;Nos Bairros pobres, perdão; Populares. Naquele tempo não se usava aquela designação. E com certa razão, diga-se, porque só lá vivia (sobrevivia) Gente do Povo, que tinha uma forma compreensiva de encarar a pequena delinquência: pequenos furtos, contrabando, etc. em que os fragateiros do Tejo eram exímios. Havia mesmo um princípio sagrado entre eles: “nenhuma carga passava pela sua fragata sem pagar a taleiga". Mesmo quando carregavam pedra, areia ou coisa do género, sempre deitavam umas pasadas ao rio, por uma questão de justiça e igualdade: "ninguém em circunstâncias iguais deverá ser privilegiado".&lt;br /&gt;Havia alguns "intrujas" (receptadores) na vizinhança, e o mais conhecido era o Diamantino da Mercearia, no Largo dos Caminhos-de-Ferro a dois passos da Esquadra da Polícia instalada a menos de quarenta metros e…no mesmo passeio. Este personagem tinha o sistema muito bem montado. O balcão da loja tinha uma prateleira muito baixa. Os fragateiros escondiam a taleiga da seguinte forma: estendiam um lenço muito grande que todos eles usavam, sobre o leito da fragata; espalhavam sobre ele por exemplo, latas de conserva. Depois deitavam-se de costas sobre a "mercadoria" que era disfarçada pela estreiteza da cintura e amarravam as quatro pontas do enorme lenço sobre o peito, vestiam a camisa de xadrez e punham o casaco pelas costas como era seu hábito. Claro que isto dava para pouca quantidade de latas, mas estamos falando de pequenos delitos, e os fragateiros - eram gente honesta - considerada entre a população. . Chegados à loja do Diamantino (por nós, garotos, crismado de "rouba tostões") o fragateiro colocava as latas sobre o balcão enquanto o marçano devidamente industriado vigiava a rua. Subitamente o rapaz dá o alarme: "Vem lá um polícia!!!". Acto contínuo, o "merceeiro intruja" puxa para dentro e para o chão toda a taleiga. A pontapé lança tudo para debaixo da prateleira estreita sob o balcão. Mas afinal fora falso o alarme, e o presumível polícia seguira noutra direcção.&lt;br /&gt;Quando a mercadoria voltava ao balcão, vinha reduzida a metade...&lt;br /&gt;O pobre fragateiro sentindo-se roubado, reclama, mas o intruja mostra-lhe o chão virgem de sardinhas; e de atum nem o cheiro.Se o pobre marítimo reclama demais, ameaça-o com a polícia: diz-lhe que ele lhe veio oferecer mercadoria roubada. O que, sem deixar de ser verdade, se torna porém, numa coisa quase desculpável, face à "Diamantina" canalhice do Intruja.&lt;br /&gt;A compreensão que os habitantes do Bairro demonstravam para com estes modesto pecadores, era extensiva a outra espécie de pecadores.&lt;br /&gt;Mas agora me dou conta de como o ondular da memória me afastou da Liberdade, - mas não devemos esquecer que naquele pequeno Mundo, o fragateiro e a rapariga não passavam de dois pobres seres que – embora por prcessos diferentes, procuravam melhorar as suas vidas. Daí que tenham surgido entrelaçados nesta estória.&lt;br /&gt;Naqueles recuados tempos havia muitas desordens por aquele Bairro - e pelos outros também. Umas benignas, que acabavam num copo na mesma taberna onde tinham nascido, outras nem tanto Algumas metiam mesmo navalhada, e então formava-se um ruidoso cortejo de garotada e mulherio em altos gritos e choros, pela Rua do Paraíso acima até ao Hospital da Marinhao ferido levando o ferido em charola, fosse qual fosse a gravidade das lesões. Porque naqueles tempos de Paz e Concórdia; prosperidade mesmo, não havia "inemes", e os Bombeiros também não tinham grandes meios (só boa-vontade)&lt;br /&gt;Entretanto os homens procuravam esconder o faquista. Afinal de contas, "um já está lixado portanto: vamos salvar o outro, porque isto até odia ter&lt;br /&gt;sido ao contrário" Esta a filosofia.&lt;br /&gt;Mais uma vez me meti por caminhos ínvios e perdi a Liberdade.&lt;br /&gt;Deixei-a lá para trás rasgndo-se, eagatanhando-se e gritando, em bebnefício da miudagem e, porque não dizê-lo, de algumas mulheres, já habituadas&lt;br /&gt;àquela inconsequente histeria.&lt;br /&gt;O último brado lançado da varanda sobre os espectdores era: "VOU-ME MATAR !". Saia e começava a descer a Rua dos Remédios, a caminho do Chafariz de Dentro seguida por num cortejo com o rapazio gritando: "A Liberdade vai-se ;Matar! A Liberdade vai-se matar!!"&lt;br /&gt;Aquele percurso levava-a, e à sua Corte,directamente à Doca do Jardim do Tabaco que, com a sua vizinha do Cais da Areia, (também chamada Doca do Esanhol) acolhia a maior parte das fragatas de Lisbo. Lindíssimas embarcaçõe, de "boca aberta" o que lhes dava uma grande capacidde de carga,ssim como facilidde de estiva. Algumas, as maiores julgo, atingiam oa vinte metros de proa à ré. Devido à sua forma bojuda e por serem construidas totalmente em madeira, tinham grande flutuabilidade. Com bom tempo, chegavam a navegar com água pela borda falsa, isto é, quase pela borda propriamente dita.&lt;br /&gt;No topo do Mastro, o "calcês" exibiam com orgulho as listas de cores variadas e sempre berrantes,de forma a serem facilmente identificadas, pois as lists, as cores e a sua disposição eram o Bilhete de Identidade do proprietário.&lt;br /&gt;E pronto. Tornei a perder a Liberdade. Mas está mesmo aqui na "Doca&lt;br /&gt;do Jardim" como é comunmente chamada, por todos nós,os do Bairro, que lá íamos tomar banho, quando onseguiamos iludir a Guarda Fiscal, em cujo Posto havia uma planta de tabaco, sempre viçosa de forma a identificar as folhas que os contrabandistas procurassem fazer entrar no País.&lt;br /&gt;Finalmente atingimos o Cenário escolhido pela Liberdade para a sua Apoteose.&lt;br /&gt;Chegava acompanhada dos berros da garotada fazendo contraponto ao seu: "VOU-ME MATAR !" "VOU-ME MATAR!!!"&lt;br /&gt;Os fragateiros acumulavam-se nas suas embarcações, esperando o Grande Final. Quando a "casa" estava bem cheia, a Liberdade mergulhava nas águas da Doca que, naquele tempo - à oitenta anos - era bastante limpa,e só não se bebia porque era salgada.&lt;br /&gt;Como todos esperavam - e ela tmbém - os homens lançavam-se à água e&lt;br /&gt;salvaram a Liberdade. Com certeza davam-lhe algo quente a beber, enquanto o público desinteressado, e cruel ía destroçando. Cobriam com uma manta o corpo encharcado daquela infeliz criatura, Ajudavam-na a subir a muralha.&lt;br /&gt;E a Liberdade, tomava o caminho de casa.&lt;br /&gt;Encharcada. Chorosa. Sosinha.&lt;br /&gt;E&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-8445710917669605128?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/8445710917669605128/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=8445710917669605128&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/8445710917669605128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/8445710917669605128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2007/06/liberdade-maluca-nos-anos-trintaera-uma.html' title=''/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-7030314355695624509</id><published>2007-06-02T05:44:00.000+01:00</published><updated>2007-06-02T05:45:44.515+01:00</updated><title type='text'>A Liberdade Maluca</title><content type='html'>&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-7030314355695624509?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/7030314355695624509/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=7030314355695624509&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/7030314355695624509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/7030314355695624509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2007/06/liberdade-maluca.html' title='A Liberdade Maluca'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-5782480468020265741</id><published>2007-05-13T00:57:00.000+01:00</published><updated>2007-05-13T01:12:39.117+01:00</updated><title type='text'>CALOR   vs  FRIO</title><content type='html'>C/CALOR:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Homem sempre pode despir a roupa que tem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;C/FRIO:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Homem nunca pode vestir a roupa que não tem..&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-5782480468020265741?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/5782480468020265741/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=5782480468020265741&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/5782480468020265741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/5782480468020265741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2007/05/calor-vs-frio.html' title='CALOR   vs  FRIO'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-6548432563218706705</id><published>2007-05-12T19:09:00.002+01:00</published><updated>2007-05-12T19:14:23.220+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>BEATRIZ                              &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Era como se a conhecesse, de tanto ouvir falar nela. Os pais eram meus companheiros de trabalho e, para além disso, grandes Amigos. Falavam  nela, e eu habituara-me  a perguntar pela Beatriz  e  mandar beijinhos. Mas, na realidade, só a  “conhecia” pelas fotografias feitas pelos pais, e que eles  achavam óptimas, como todos os pais acham  as  do”seu Bebé”mesmo desfocadas, tremidas e com o Bebé ainda de olhos fechados  Deixá-lo. Vêem-no com os olhos do coração que ainda são os mais fiéis. &lt;br /&gt;        .Mas a Beatriz tinha de  ser  bonita  ( Mendel  dixit ). Alguns anos &lt;br /&gt; passaram   até que viesse a conhecer  pessoalmente a Beatriz, de quem ia tendo notícias através dos pais, como já disse, meus companheiros de trabalho. Só vim a conhece-la  já à beira dos  quatro anos,   numa  festa de   aniversário.  Uma vintena de pessoas crescidas, e   uma   “multidão de três”  crianças de cinco e seis anos: duas primas e um  primo,   Todos bem  à vontade  com  os “grandes” de que eram filhos , sobrinhos primos, netos e bisnetos... Todos na  “terrível idade”  dos seis/sete anos. Portaram-se todos muito bem, correram, saltaram fizeram barulho, enfim deram alegria – e  preocupações . E isso   trouxe-me à memória um poema, já me não recordo de quem: “Uma criança que salta, &lt;br /&gt;que canta, que ri, que chora,&lt;br /&gt;é uma risonha Aurora,&lt;br /&gt;que o coração nos exalta.&lt;br /&gt;Triste daquele a quem falta&lt;br /&gt;na vida que se evapora,&lt;br /&gt;uma criança que salta,&lt;br /&gt;que canta, que ri, que chora,!”&lt;br /&gt;        E a Beatriz chegou. Vinha de cabecita baixa com um chapelinho que lhe encobria o rosto a quem a olhava “cá decima”. A mãe diz, vaidosa:   “vai fazer quatro anos”, e a Beatriz estendeu-me três deditos empertigados,&lt;br /&gt;ao mesmo tempo que levantava os olhos, sorridentes, para mim.&lt;br /&gt;         Eram uns olhos claros, grandes que olhavam de frente para os meus, de que se não desviaram. Olhar inteligente num rosto calmo, respirando saúde e felicidade.&lt;br /&gt;          Uma sensação estranha, entre doçura e melancolia me assaltou enquanto a Beatriz se afastava para entrar na brincadeira  com os outros novos companheiros.. Para alternar  com  a actividade lúdica , tinha a anfitriã  preparado uns livros com um desenho colorido e outro só em traço para ser preenchido com cores iguais às do modelo. Das três garotas na mesa, ( o rapaz optara por actividades mais de acordo com a sua qualidade de macho) era a Beatriz a mais nova, mas mostrou ter uma notável sensibilidade  às cores, chamando a atenção das companheiras para a cor certa a aplicar.                                                                                                                                                                                                                                                         &lt;br /&gt;               Não sei explicar o que se  passava  naquele pequeno coração, nem o que a poderia ter levado a, ao meio tarde,  depositar-me na palma da mão, uma florzinha  amarela.  Só a corola, tudo o que os seus pequeninos dedos tinham podido colher.&lt;br /&gt;                  Fiquei surpreendido e comovido, mas ainda mais surpreendido fiquei, quando pouco antes de se ir embora com os pais, se aproximou novamente de mim trazendo na mão meia dúzia de minúsculas flores vermelhas que, entre outras, crescem no meio da relva.&lt;br /&gt;                  Enquanto os pais se despediam,  mais uma vez   me  comovi perante aquele rosto calmo iluminado pelo brilho de uns olhos que me enfrentavam directamente sem se desviar dos meus.&lt;br /&gt;                    Lembrei-me da minha filha mais velha naquela mesma idade. &lt;br /&gt;                    Teria feito setenta anos  quatro dias antes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-6548432563218706705?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/6548432563218706705/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=6548432563218706705&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/6548432563218706705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/6548432563218706705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2007/05/beatriz-era-como-se-conhecesse-de-tanto.html' title=''/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-7156004009879056983</id><published>2007-05-11T10:58:00.002+01:00</published><updated>2007-05-11T11:33:02.226+01:00</updated><title type='text'>conto sem título</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;... conto, porque só o é se for contado; sem títuloporque muitos anos correram sem encontrar um apropriado, e antes de ter coragem (insensibilidade?) para o escrever. Porque a Dor dos outros, dos Amigos, é para se guardar no coração e procurar mitigá-la com carinho, quando mais se não puder fazer.&lt;br /&gt;Acabara de regressar de uma estadia de dois anos nos Açores, num “Condomínio Fechado”.&lt;br /&gt;Da alegria dos meus Pais não cabe falar, porque foi a que seria de esperar.&lt;br /&gt;. Procurei Amigos que, apesar de receosos,me receberam muito bem, e outros “amigos” que já nem de mim se lembravam - ou procuravam esquecer.&lt;br /&gt;Minha Mãe convenceu-me a ir – um tanto a contra gosto - ao Hospital dos Capuchos visitar a Maria Eva, uma moça de 18 anos, a mesma idade e o mesmo irremediável mal de minha irmã.&lt;br /&gt;Argumentava a minha Mãe que eu tinha andado com Maria Eva e a irmã Beatriz ao colo quando a família morava em parte da nossa casa. Dizia-me que a mãe sempre perguntava por mim nas inúmeras vezes em que, juntas, trilhavam aquele caminho de lágrimas. Seria crueldade não aceder ao desejo de minha mãe, e lá fui, embora constrangido, como sempre me sinto quando num hospital, exibo a arrogância da minha saúde, procurando insuflar no doente uma esperança de melhoras em que eu próprio não acredito. E era aquele o caso.&lt;br /&gt;Ali encontrei junto da Maria Eva, a Dª Hermínia e a filha Beatriz quatro ou cinco anos mais nova que eu, e que não voltara a ver desde os seus cinco ou seis, e que agora camuflava, com a pujança de uma mulher feita, a verdade dos quinze que teria. Junto da cama da Maria Eva parecia tornar a irmã, ainda mais frágil e doente.&lt;br /&gt;Triste e abatida, mas disfarçando estes sentimentos com um ar e uma voz serenos, a Dª Hermínia, procurava sustentar com a filha uma conversa ligeira e simples que afastasse a possibilidade de qualquer referência à doença que,inexorável, a minava.&lt;br /&gt;Espantosa esta Senhora que eu deixara de ver pelos meus onze doze anos, e de quem recebera todo o carinho, na estreita convivência da mesma casa.&lt;br /&gt;Era Professora Primária, mas reformara-se cedo devido a uma escoliose que se foi acentuando gravemente. Sempre me impressionara o trabalho que ela fazia naquela casa onde vivia com uma irmã mais nova, que devia ter um problema mental e pouco ajudava na lida. O marido era um velho sargento reformado que, fiel aos costumes da época, não mexia uma palha. As filhas, eram muito garotas e só davam trabalho. Não quero mentir mas julgo que ela mesma leccionava as filhas. Além disso, costurava, adaptava a roupa da mais velha para a mais nova, virava colarinhos, remendava a roupa etc. Aliás isto era corrente nas casas pobres, como eram todas as daquele Bairro. Mas à Dª Hermínia, acrescia aquela deformação incapacitante. Não se lhe ouvia um queixume, uma palavra mais ríspida. Comigo, que era uma criança tinha um carinho de mãe.&lt;br /&gt;Depois de tantos anos, voltava agora a vê-la mais deformada, mas com a mesma disposição de ajudar e dar amizade aos que a rodeavam. Tratou-me com o mesmo carinho de antigamente. E eu comovi-me, e procurei responder com igual sentimento, mas com a dificuldade de o expressar com receio de parecer criança, aos vinte anos. .&lt;br /&gt;A Dª Hermínia convidou-me para jantar em sua casa. Com alguma timidez mas, devo confessar, com a vontade de rever a Beatriz, aceitei o convite.&lt;br /&gt;No dia marcado lá fui. Era uma casa de um só piso, que como janela tinha um postigo aberto na porta. Havia muitas assim nos Bairros pobre, e aquela era uma dessas na Rua da Penha de França, Perto do Largo de Sapadores. Quando, anos mais tarde, passei casualmente por al. A casa fora demolida, deixando no muro a que vivera encostada anos sem fim, o contorno da estreita construção.. Hoje, no local, existe um prédio de vários pisos.&lt;br /&gt;Mas voltemos à narrativa que me propus. Como atrás disse, apresentei-me no dia e hora marcados, Com a Dª Hermínia, que entretanto enviuvara, estavam a irmã. e a Beatriz .&lt;br /&gt;Sentámo-nos em amena conversa enquanto se concluía o jantar que tinha de ser aprontado na ocasião. A Dª Hermínia quis saber tudo acerca da minha permanência no tal “Condomínio Fechado” onde me deram hospedagem, onde fiz dezoito anos e me mantive (mantiveram) até aos vinte. Procurei amenizar a narrativa, contando que comigo havia mais quarenta hóspedes, infelizmente todos homens.. Noutro “ressort”.havia mais cerca de duzentos que não tivera ocasião de conhecer.. Curiosamente não só não me debitaram a estadia, como me forneceram cama, comida e roupa mais ou menos lavada.&lt;br /&gt;Enfim, procurei manter a boa disposição de todos, principalmente da Dª Hermínia. que soube muito bem captar a ideia de que aquilo não teria sido bem assim.&lt;br /&gt;Finalmente veio o jantar,. Uma magnífica e fumegante cabeça de pescada acompanhada de batatas e grelos. Posta na mesa, que não era grande, a travessa do peixe ocupava uma boa parte deixando pouco .mais que o espaço para os quatro pratos e talheres, e um candeeiro de petróleo com o vidro partido e um pedaço de jornal colado no seu lugar. Nada que eu não tivesse já visto em casa de meus pais. O vidro estava já um pouco mascarrado, o que lhe retirava alguma intensidade luminosa., mas não se lhe podia mexer. sem correr o risco de acabar de parti-lo. Estrategicamente instalado sobre o fundo de um tacho virado, passou a cumprir razoavelmente a sua função..&lt;br /&gt;Com o apetite aguçado pela espera, íamos finalmente começar a jantar. Subitamente, na pior altura, alguém bateu à porta que era naquela mesma divisão. Levantou-se a Beatriz e foi abrir. Um golpe de vento vindo da rua atingiu o candeeiro. O vidro pulverizou-se literalmente espalhando uma chuva de pó de vidro sobre aquela cabeça de peixe que certamente custara muito mais do que poderiam gastar. De alguma coisa terão prescindido, talvez de outra refeição, para me oferecer aquele jantar de carinho e amizade.&lt;br /&gt;Senti-me um miserável. Odiei-me, por não poder remediar aquele desastre da única forma que se impunha: levar aquela consternada família a um restaurante e oferecer-lhes o jantar.&lt;br /&gt;Ninguém disse uma palavra. Nenhum de nós estava em condições de o fazer.&lt;br /&gt;Levantámo-nos da mesa em silêncio, e em silêncio nos despedimos.&lt;br /&gt;Com o coração num farrapo fui jantar a casa de meus pais. E elas?.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-7156004009879056983?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/7156004009879056983/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=7156004009879056983&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/7156004009879056983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/7156004009879056983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2007/05/conto-sem-ttulo_6547.html' title='conto sem título'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-8506179985502417524</id><published>2007-05-07T16:00:00.000+01:00</published><updated>2007-05-07T16:08:26.351+01:00</updated><title type='text'>Culinária</title><content type='html'>Corria a década de quarenta do Século XX e, como aliás na década de trinta, a produção cinematográfica em Portugal foi significativa, em termos de quantidade. Os trabalhos de filmagem de uma nova produção “quase sempre” se seguiam ao terminar da anterior. Como se calcula isto era motivo de satisfação para todos os profissionais. Ocasiões houve em que se trabalhava em dois filmes simultaneamente, um de dia (o que estava prestes a acabar) e outro de noite. Em Cinema ganhava-se muito bem – e gastava-se “melhor”. Por algum motivo escrevi mais acima “quase”. É que, por vezes, se esperava meses pelo filme que “vai começar já para o mês que vem”. Entretanto esgotara-se o que se havia ganho - e gasto - sem pensar nas&lt;br /&gt;contingências da profissão.&lt;br /&gt;               Em todo o caso, no que ao Cinema respeita, estes foram “Bons Tempos” dentro dos terríveis tempos que ainda iríamos viver por mais trinta anos.&lt;br /&gt;                 Estas duas décadas, de trinta e quarenta foram a primeira e a última em que trabalhei na Tobis e na Lisboa Filme, antes de rumar a Angola.&lt;br /&gt;                  O Cinema português de então, se bem que incipiente e carente de meios técnicos, era vivido com paixão, e com imaginação que muitas vezes supria a falta de meios técnicos. Porque todos amávamos o nosso trabalho, melhor dito, a nossa actividade profissional variada de uns para outros.&lt;br /&gt;                  Acabado o dia normal de trabalho às 18.00 horas, o que até por vezes acontecia, ia-se jantar a casa e voltava-se à Baixa para a boa conversa à mesa do Palladium. O Café consagrado pela gente de Cinema. Ali descontraíamo-nos até cerca da meia noite/1 hora.&lt;br /&gt;            Visto a esta distância -  sessenta/ setenta anos -, isto parece impossível . Mas é exactamente a distância que dá veracidade ao que ficou dito. Primeiro, toda ou quase toda gente morava em Lisboa, depois o trânsito era reduzido (mas nós, logicamente não nos apercebíamos disso) e um eléctrico demorava vinte e cinco minutos do Lumiar aos Restauradores. Outro até Stª Apolónia – por exemplo -                                                                                                                                       &lt;br /&gt;pouco mais de dez minutos. Mais quinze para o regresso, e aqui temos que, mesmo gastando meia hora a jantar, era perfeitamente possível estar no Palladium às oito horas.&lt;br /&gt;              Em noite de estreia, acabada a sessão, ia-se para o Palladium  recordar a fita e as reacções do Público.  Fechado o Café, era a esquina do elevador da Glória que acolhia a nossa ansiedade enquanto esperávamos pelos jornais já com uma crítica, feita muitas vezes em cima do joelho.&lt;br /&gt;                Era nas tertúlias mais ou menos ruidosas, na varanda do Café, que se juntavam a nós pessoas que queriam saber como era “essa coisa do cinema por dentro.” Creio que por relações com alguém do “meio”, aparecia com alguma frequência o Professor Anselmo Vieira, que, curiosamente, tinha sido Professor na Escola&lt;br /&gt;Ferreira Borges, no tempo – princípio do Século XX – em que meu Pai lá andou e falhou o Curso Comercial. Com êxito semelhante. Também eu por lá passei no fim dos anos vinte. Era, nessa altura, Director o Prof. Anselmo Vieira. Não quero que se tirem ilações erradas: Não pensem que se tratou de uma perseguição do Prof. Anselmo ao longo das gerações. Nem sequer nos conhecíamos.&lt;br /&gt;                   Por esta altura, anos quarenta, era o Professor já muito entrado em anos. Pessoa bem educada, falava pouco, estava mais interessado em ouvir as nossas conversas meio loucas.&lt;br /&gt;                   Ao tempo, as Mulheres não iam sozinhas aos Cafés, com excepção das de Cinema e de Teatro, e das coupletistas espanholas, sempre acompanhadas de uma respeitabilíssima “Madre”.&lt;br /&gt;                     Entre os casais (poucos) de Cinema, um havia particularmente assíduo. Era o Produtor Carlos Arbués Moreira&lt;br /&gt;Que trazia a Mulher praticamente “debaixo do braço” porque era muito pequenina. A Senhora era filha de Cândido de Figueiredo, autor do Grande Dicionário da Língua Portuguesa.  Quando o casal entrava sempre alguém dizia: “Lá vem o Arbués com o Dicionário de bolso”.   &lt;br /&gt;                        Entretanto iam-se desfiando as conversas entre os homens versando quase exclusivamente o Cinema. E a pobre senhora ia ficando um pouco abandonada até conseguir a atenção de uma “vítima” que, muito delicada e sofredora, ficava a saber a fundo como era a rendinha, o bordado a ponto de cruz ou um elaborado prato. &lt;br /&gt;                        Pois naquela noite a “vítima” foi o Professor Anselmo Vieira, a disciplina culinária com um requintado prato de tomates. E senhora, com pedagógica minudência ia explicando: “ pega-se nos tomates; escaldam-se os tomates;” e o Prof. continuava a ouvir com uma expressão estranha. E a Senhora continuava: “pelam-se os tomates; tiram-se as grainhas aos tomates” e o Professor com expressão e voz dolorida: “Ai, Minha Senhora!”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-8506179985502417524?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/8506179985502417524/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=8506179985502417524&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/8506179985502417524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/8506179985502417524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2007/05/culinria.html' title='Culinária'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-117084033140070096</id><published>2007-02-07T09:08:00.000Z</published><updated>2007-07-20T20:47:53.550+01:00</updated><title type='text'>NUNCA  É TARDE PARA SER FELIZ</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;A ideia original desta estória, é de Autor Desconhecido.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;    Odeio a palavra que vou escrever: "solteirona". Todavia, escrevo-a para ajudar à clareza da narrativa. Porque era assim que na minha longínqua juventude se designavam as mulheres solteiras com mais de quarenta anos. Aliás o horror era ainda maior, pois que se designavam como "quarentonas" todas as que, solteiras ou casadas, tivessem atingido a, hoje magnífica, idade dos quarenta. Nos dias de hoje – e até nas noites - torna-se difícil "ver" que uma mulher tem mais de quarenta anos... antes que tenha atingido os setenta.&lt;br /&gt;Posto isto, e porque julgo perfeitamente clarificada a minha posição quanto à idade das mulheres, vamos à narrativa: eram duas irmãs na casa dos quarenta. Viviam discretamente num último andar de um prédio de bairro. Modesto mas confortável. Creio que teriam recebido uma pequena herança que lhes permitia um certo desafogo. Saíam pouco, apenas o necessário para as compras e para raros e fugazes passeios pelo Jardim do Campo de Santa Clara, em dias de Feira da Ladra. Não que se metessem na balbúrdia. Apenas a contemplavam por entre o gradeamento do Jardim. Mas verdadeiramente faziam vida de casa, isoladas e, eu ía a escrever sozinhas; mas não, tinham a companhia de uma gatinha "angorá" a quem davam carinhos de mães. Protegiam-na dos gatos da vizinhança Principalmente não a deixando ir para o telhado, para onde dava a janela das águas-furtadas, onde os gatos, vinham miar à gatinha. os seus desejos de amor. Principalmente em Janeiro. Então eram verdadeiros Concertos de miados a que a a pobre e mimada gatinha respondia por detrás dos vidros da janela. sem jamais poder corresponder – e como ela o desejava! - a tão ternas homenagens.. Mas as manas solteironas não podiam compreender aquilo e até achavam um horror, uma indecência. E a vida corria naquele ramerrão a que já estavam habituadas, ou resignadas e que, ,pensavam, elas, era assim para toda a gente, e era assim mesmo que devia ser..&lt;br /&gt;Mas o Destino tem cada coisa!. Cada surpresa! Um dia recebem a visita de um primo que elas sabiam existir mas que andava lá pelas Áfricas e que desde crianças não viam, nem tinham notícias. Mas enfim, foi com alguma alegria que o receberam, e puderam recordar a infância e aqueles tios que entretanto já tinham deixado este Vale de Lágrimas e repousavam sob a quente terra africana.&lt;br /&gt;E o primo deu uma volta àquelas vidas de quase clausura. Vinha algumas vezes buscá-las para as levar ao Cinema, Passou a vir mais vezes sob qualquer pretexto, até que veio para pedir uma delas em casamento. E assim ficou a outra só com a gatinha quando eles partiram em Lua de Mel. Poucos dias depois recebeu da mana em Lua. de Mel um telegrama: "Mana stop Deixe gatinha passear telhado stop "&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-117084033140070096?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/117084033140070096/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=117084033140070096&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/117084033140070096'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/117084033140070096'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2007/02/nunca-tarde-para-ser-feliz.html' title='NUNCA  É TARDE PARA SER FELIZ'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-117012041113136551</id><published>2007-01-30T01:19:00.001Z</published><updated>2007-01-30T19:19:25.816Z</updated><title type='text'>Oh como as noites são belas!</title><content type='html'>Oh como as noites são belas!       &lt;br /&gt;cálidas,  acolhedoras.&lt;br /&gt;Deixo-me envolver por elas&lt;br /&gt;e à Luz de infinitas  estrelas&lt;br /&gt;num  firmamento infinito&lt;br /&gt;sonho um dia vir  tê-las&lt;br /&gt;ao alcance da minha mão&lt;br /&gt;para poder protege-las&lt;br /&gt;com a força do coração&lt;br /&gt;da Luz do Sol Criador&lt;br /&gt;disposto a brilhar sozinho,&lt;br /&gt;e como qualquer ditador,&lt;br /&gt;num gesto vil e mesquinho&lt;br /&gt;escurece tudo em redor.&lt;br /&gt;Mas as estrelas infinitas&lt;br /&gt;juntas, irmã com irmã&lt;br /&gt;ofuscam a luz do Sol&lt;br /&gt;...até à nova  manhã.&lt;br /&gt;~E tud’volta a ser igual&lt;br /&gt;sob o Infinito do Céu!&lt;br /&gt;E como simples mortal&lt;br /&gt;finito: ...apenas eu!...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-117012041113136551?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/117012041113136551/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=117012041113136551&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/117012041113136551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/117012041113136551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2007/01/oh-como-as-noites-so-belas.html' title='Oh como as noites são belas!'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-117011901446512923</id><published>2007-01-30T00:18:00.000Z</published><updated>2007-01-30T19:22:13.196Z</updated><title type='text'>Como se desfez uma ilusão</title><content type='html'>Como se desfez uma ilusão&lt;br /&gt;da mais deliciosa maneira:&lt;br /&gt;ou como o pobre Jacinto&lt;br /&gt;em boa  hora, partiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas isso foi muito mais tarde.&lt;br /&gt;Quando " A " conheci ,era uma moça linda, talvez a mais bonita em todo o Bairo. Tinha dezoito anos. Séria,honesta ao ponto de ser virgem. Estou a ver a reação: " O què, Virgem aos dezoito anos!? Compreendo a estranheza, mesmo a incredulidade. Estamos em 2007.Sosseguem os vossos espíritos cépticos. Isto passou-se vai para mais de sessenta anos.. Pois foi mesmo assim tal qual estou contando que ela casou virgem e ingénua com o Jacinto mais velho dez anos. Foi um casamento que ela julgou, perfeito. Adoravam-se e para ela era Deus no Céu e o Jacinto na Terra E assim viveram completamente felizes (ela assim julgava )até ao dia em que o Jacinto se foi para sempre deixando-a viúva,aos vinte e quatro anos,jurando não mais esquecer o Jacinto, "o melhor homem à face da Terra" (dizia ela).Afirmava que nunca mais casaria.., Que a lembrança do seu Jacinto jamais morreria nela. Confidenciou mesmo às amigas mais chegadas que nunca seria capaz de se deitar com outro. E,confessou, corando:"nenhum" homem me daria o prazer que o meu Jacinto me dava".&lt;br /&gt;Continuava tão bela como aos dezoito anos mas agora ostentando toda a pujança de mulher feita:, e muito bem feita!. Surgiram logo vários pretendentes todos cheios das melhores intenções e também das "piores", por ventura as mais tentadoras.E ela a todos recusou afirmando que iria morrer viuva, com a memória do seu Jacinto. Mas o destino dela não era esse,(embora ela o não soubesse). Um rapaz do Bairro, mais velho do que ela, andaria pelos trinta anos,também,felizmente viuvo inconsolável teve o condão de a comover. Falaram dos seus entes queridos, choraram juntos, conheceram-se melhor e por fim ela venceu - com a ajuda dele as suas mágoas, ele minorou as dele - com o auxílio dela - e, fatalmente, casaram. Foram passar a Lua de Mel â Madeira, que ao tempo era um jardim e, não do Jardim. E chegou a temida e desejada noite de núpcias. Antes de se recolher ao tálamo conjugal,teve uma hesitação e pediu ao, agora seu marido: "olha querido. Deixa-me ir ali à janela,rezar uma oração ao me... ao Jacinto" - "Mau, mau". pensou ele, mas não quis estragar a noite que a langerie transparente dela prometia. "Está bem,vai lá",e "in mente": deixa lá que esse Jacinto nunca mais vai por os ossos cá em casa". Ela foi, rezou, fechou a janela e deitou-se meia trémula junto do seu novo marido de trinta experientes anos. Realizaram então a figura jurídica, dita "Consumação do Casamento". Pausa;,repouso, e eis que ela se levanta e pede: "querido, deixa-me ir novamente ali à janela" - "Mau,mau”pensou ele de novo. Mas filosoficamente admitiu: "sempre descanso uns segundos –que bem preciso" E ela lá foi, abriu a janela de rompante e erguendo para o Céu,com impúdica altivez, a exuberante beleza dos seus seios nús, clama: Qh!Jacinto.Vai barda mééérda!!!...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-117011901446512923?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/117011901446512923/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=117011901446512923&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/117011901446512923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/117011901446512923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2007/01/como-se-desfez-uma-iluso.html' title='Como se desfez uma ilusão'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-116899243037310404</id><published>2007-01-16T23:06:00.000Z</published><updated>2007-07-20T21:20:29.944+01:00</updated><title type='text'>AS MEDIDAS DO BÉBÉ</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Altura ---1,80&lt;br /&gt;Peso ----- 90 kº&lt;br /&gt;(( à nascença))&lt;br /&gt;Acabo de ver na TV uma reportagem no Jardim Zoológico de Lisboa sobre o nascimento de um bébé girafa com as medidas que indico acima . Pobre mãe girafa!. Mas sirva-lhe de consolo saber que guardou no seu ventre durante catorze meses um bèbé excepcional, pois normalmente têm à nascença menos de um metro e setenta. É uma "angolensis", porque se tivesse nascido filha de um "camelopardalis", poderia ser objecto de maledicência. Alguém poderia estranhar e querer saber qual o contributo do "camelo e do pardal para tão feliz evento. Mas eu prefiro a girafa "angolensis" a pesar de me ter visto "grego" para filmar girafas no Sul de Angola, mais precisamente na região do Luiana e no Leone, grandes extensões de mata de savana, com zonas quase desprovidas de árvores. Andámos muitos quilómetros de jeep, eu e o meu inestimável assistente Zé António. Ia connosco o Chefe de Posto daquela zona não só para nos indicar os prováveis locais onde as poderíamos encontrar, como para guiar-nos na volta. Não havia caminho algum traçado e, a corta-mato, ou se conhece bem a região ou é melhor ficar em casa. Vimos a primeira girafa, um magnífico exemplar, na orla da mata, a menos de cinquenta metros de nós. Avançámos com todo o cuidado, com o jeep a aproximar-se muito lentamente, até encurtar a distância para metade, Tendo o cuidado de não fazer o menor movimento nem ruído para além do do motor, que por ser sempre igual, sem altos e baixos não perturbava a tranquilidade do grande macho. Só que, por estar junto das primeiras árvores da mata, guardar uma imobilidade de estátua, e usar um excelente "camuflado", dificilmente se poderia ver no filme. Era preciso obrigá-la a mover-se, a descolar-se das árvores sem a espantar para que se não refugiasse na mata e teria sido trabalho perdido. Então, colocado numa posição cómoda, com a câmara apoiada e firme, esperei que o Chefe de Posto saísse muito lentamente do carro e se aproximasse até à "distância de segurança" por ela determinada. Mas estava tão calma que a dada altura, de cima do jeep, vj o homem "entrar em campo" com a girafa em fundo. Era um bom plano, uma boa imagem que não quis perder.. O nosso Amigo então parou, e ficaram olhando-se calmos Comecei a filmar e foi o ruído da câmara que a fez mexer e começar a andar,mas sem correr,felizmente para nós,. Foi um bom o plano, mas pobre; porque voltar para Luanda só com uma girafa filmada seria uma vergonha. Voltámos a procurar mais girafas, durante dois ou três dias, porque tínhamos recebido a informação da presença na zona de um grupo de sete ou oito. Levou-nos muitas horas de procura, mas finalmente tivemos o prémio do nosso esforço da, paciencia e...dores nos rins Não nos deixaram aproximar e meteram-se numa pequena mata, com toda a tranquilidade e lá foram tasquinhando os rebentos mais altos. de algumas árvores -, - as eleitas.- Como não era possível entrar com o jeep na mata,. achámos que teria de ser a pé., Seriam precisos cuidados redobrados, pois se ouvissem o menor ruído não catalogado era certo e sabido que se punham em fuga.. Mas nós tivemos o máximo cuidado, e como o vento corria de lá para cá, chegámos ao ponto queríamos. Quando pus o polegar no botão, vejo uma zebra...que também me viu a mim. Foi a debandada, as girafas nem souberam porquê, mas confiaram na zebra. E eu, depois de todo o esforço que fizéramos, fiquei com uns segundos de girafas paradas e outros tantos de rabos em fuga. Eu tenho pouca sorte com as zebras: Cerca de vinte anos antes, no Deserto de Moçâmedes, filmava num jeep uma manada de zebras numa velocidade maluca e pelos piores sítios que elas escolhiam e que para zebra são como alamedas .E o jeep virou, e a filmagem acabou. . Mas devo ser justo, não foram só as pobres zebras a estragar-me a caçada. Procurava filmar alguns elefantes no Sul de Angola, e a sorte não me sorria. Até que um dia, finalmente a sorte me visitou –isso julgava eu. Vi ao longe dois elefantes entretidos a arrancar folhagem das árvores. O local era bom mas ficava longe. Fui-me aproximando com os cuidados devidos. O vento soprava do lado bom. Os elefantes ouvem mal, por isso poderia chegar bastante perto em segurança.. Simplesmente, próximo, mas guardando respeitosa distância estava um rinoceronte, e essa espécie ouve bastante bem, e o "rino" raspou-se com uma velocidade que se não esperaria de tão corpulenta critura... e atrás foram os elefantes, mesmo sem saber porquê: "se aquele cavou, o melhor será fazermos o mesmo". Mais uma vez não tive sorte. .Mas não posso queixar-me. Outros momentos,- muitos,- me compensaram Só que é mais fácil lembrar os dissabores e considerar normal tudo o que nos corre bem. E ,mais uma vez me recordo do lema do meu Amigo Vasco Santana, perante algo desagradável:" é bom pr’à gente contar mais tarde!"&lt;br /&gt;Somente desta vez não me fico com as más recordações, mas com as boas As girafas eram animais pacíficos, calmos e seguros da sua imunidade. Não passaria pela cabeça de ninguém ir caçar girafas. Isto para além de ser espécie protegida, por Lei e, acima de tudo, pela consciência das pessoas, essa sim, a mais eficiente das Leis.&lt;br /&gt;E agora sou surpreendido,- dolorosamente surpreendido,- pela brutal notícia da irreversível&lt;br /&gt;extinção da respécie. Como é isto possível.? ironicamente lembro-me das flores de papel., o homem substitui-se à Natureza.: as naturais podem acabar mas as de papel persistem.&lt;br /&gt;Nasceu um bébé girafa no Jardim Zooógico de Lisboa. É bom saber que as girafas irão perdurar. Mas tragicamente...em Prisão Perpétua &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-116899243037310404?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/116899243037310404/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=116899243037310404&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/116899243037310404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/116899243037310404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2007/01/as-medidas-do-bb.html' title='AS MEDIDAS DO BÉBÉ'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-116786399974622155</id><published>2007-01-03T15:41:00.000Z</published><updated>2007-07-28T00:13:57.855+01:00</updated><title type='text'>Arroz Doce</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Quando-Cubango 1967&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O ARROZ DOCE"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;O Jornalista Emílio Felipe tomou a iniciativa de formar uma equipe constituída por ele próprio. pelo Fotógrafo Raul Moreira e por mim,Operador de Cinema. O objectivo era a quase ignorada Região do Quando-Cubango no extremo Sudeste de Angola, cerca de 2/3 da superfície de Portugal e confinante com o Iona, "Terras do Fim do Mundo" tão faladas quanto ignoradas. Aliás, alguns anos antes, uma equipa de Geólogos, e Meteorologistas, - seis Sábios - um Fotógrafo, o “Velho” Guimarães, e eu pelo Cinema, voáramos durante dois dias sobre aquela região, numa observação exaustiva fazendo o levantamento por quadrículas a fim de localizar um Vulcão que....não existia. Apenas um "aparelho antigo," no dizer dos Geólogos.&lt;br /&gt;Porém, desta vez iríamos modestamente por terra, e sem levar sábios. Contávamos trazer desta viagem o maior número possível de testemunhos que pela Escrita, pelo Som e pela Imagem, nas vertentes paisagística, animal e, acima de tudo Humana, pudessem contribuir para um melhor conhecimento daquela Região. Para levar a bom termo este processo, seria indispensável a concordância e o apoio material do Governador Geral. Nesse sentido o Emílio apresentou ,ao Coronel Rebocho Vaz, a equipe e o Plano de Trabalho. Este tinha como prioritário o contacto com o Povo Buchiman de que toda e gente falava, mas só "conhecia" pelos "estalidos" da linguagem, e ouvindo dizer que era de baixa estatura, tom de pele amarelada e olhos rasgados como os dos orientais. Esperávamos vir a ter experiências enriquecedoras, e tivé-mo-las. Inesquecíveis. Tanto assim, que as estou recordando quatro décadas passadas. Mas ainda é cedo para falar disso. Por agora esperávamos pelo acordo do Governador Geral que não tardou a chegar.&lt;br /&gt;Começou então, a tarefa de equipar um Jeep Land Rover, e a primeira prioridade era um Emissor-Receptor na frequência da Tropa. Coisa vedada a civis. Foi o primeiro obstáculo, que um telefonema do Coronel Rebocho Vaz aos seus Camaradas logo ultrapassou. Ficou porém, como aviso para um outro que nos esperava: a autorização dos Correios. Aqui começou a parte mais desagradável e difícil da nossa missão: ultrapassar a "Burrocracia" personificada num Chefe de Serviços, um desses sujeitos frustrados que, incapazes de enfrentar e vencer as dificuldades próprias, preferem , criá-las aos outros acoitados atrás das suas secretárias, ou da "barricada" dos guichés. Fomos pois informados por ele de que só o Ministério em Lisboa podia dar a autorização que pretendíamos. Objectámos que enquanto esparávamos por ela, chegariam as chuvas que não dependiam do Ministério. A partir daí a nossa missão tornar-se- ia impossível. Naquela Região não se poderia andar uma dúzia de quilómetros antes do Cacimbo, Junho... .do ano seguinte. Estávamos em fins de Agosto. Mas o homem foi peremptório: "Só Lisboa pode dar a Autorização”. Sugeriu-nos um P 19. Insistimos :"esse aparelho, toda a gente do mato tem, toda a gente ouve incluindo a Unita que já por ali andava". Sem a" autorizaçãosinha", (Óh Eça!) nada&lt;br /&gt;feito." Foi esta barreira , que teve o condão de nos mostrar que a Burocracia não se combate e derrota frontalmente. Tão pouco ao mesmo nível. Tem de ser por "esmagamento" como na luta Greco-Romana, isto é, de cima para baixo, e sem "fair-play." Este foi um período que me custou escrever, mas não passa de uma constatação. Embora a contra gosto não nos restou outra alternativa. Aprendida a lição, subimos até ao Governador Geral que nos entregou um cartão dirigido informalmente ao "Meu Amigo", para entregarmos ao Director Geral dos Correios, um engenheiro cujo nome não consigo lembrar agora, e que o recebeu, leu,hesitou uns segundos e perguntou: "quem é este senhor que assina Camilo?" Ficámos atónitos, mas conseguimos dizer que era o nome próprio do G,G., Camilo Rebocho Vaz. Supomos que assinando,Camilo teria querido assinalar o caracter não oficial do pedido. O engenheiro, tartamudeando umas palavras: "claro" pois o Senhor"... mandou chamar o perempório Chefe dando-lhe instruções sobre como satisfazer a nossa pretenção com a maior urgência. " Sim Senhor, Senhor Director. Com certeza Senhor Engenheiro". E para nós: "os senhores podem, vir buscar o documento amanhã de manhã".(não terá sido capaz de articular .- autorização -) Na manhã seguinte, tão cedo que a repartição se encontrava quase deserta, dirigimo-nos para um gbinete de onde vinha o som do matraquear "gaguejante" de uma máquina de escrever. E lá estava ele, o ex-peremptório Chefe escrevendo com dois afanosos dedos a autorização que, poucas horas antes, teria de ser forçosamente pedida a Lisboa.&lt;br /&gt;Podemos finalmente iniciar a viagem,mas antes de partir, demo-nos o luxo de contratar um "cozinheiro", isto é, ele é que disse que era. E lá partimos e percorremos os 1050 quilómetros que nos separavam de Serpa Pinto (Menongue) Capital do Cuando Cubango, sem grande história se não pensarmos nos buracos da estrada. E foi já em pleno mato, e numa das poucas noites que passamos debaixo de telha, que mandámos o "cozinheiro" preparar arroz de coelho com o trofeu caçado na véspera. O Raul disse-lhe: "olha que eu quero a cabeça". Ao almoço veio o arroz que não estava lá grande coisa mas que quebrava a dieta de enlatados dos dias anteriores. E lá o fomos comendo, e cuspindo os numerosos ossinhos que íamos encontrando.O Raul pediu ao "cozinheiro": "traz-me lá a cabeça" . " Mas a cabeça eu já fiz como o senhor mandou" Horror!... Tínhamos cuspido a cobertura mas comido o recheio. Foi aqui que descobrimos a fraude. Ele era daquela região e por portas travessas, soubera da nossa viagem e...conseguiu boleia para casa. Foi exonerado e o Raul que se jactava de ser bom cozinheiro e de fazer um ARROZ DOCE DIVINO, foi provido do cargo. E como nem tudo é sempre mau nesta vida, perdêramos um "cozinheiro", mas ganhámos uma espécie de guia/intérprete.&lt;br /&gt;Em Serpa Pinto fomos muito bem recebidos pelo Governador do Distrito, Comandante Sousa Machado, pessoa extremamente simpática que nos deu todas as ajudas de que precisámos. Como tivessemos manifestado interesse em ir até Rivungo na margem direita do Cuando, na esquerda ficava a Zâmbia, deu-nos algumas informações úteis mas não nos deixou ir de carro por não achar segura a rota que teríamos de seguir. Assim fomos no avião do Governador.Do que se pssou daí para a frente, já fiz relato em "Luíana."Continuo pois com o "Arroz Doce" do Raul que ele, de vez em quando, esgrimia em defesa das suas opiniões contrárias às nossas. "então se não concordam, não comem Arroz Doce!" .Iniciamos as nossas operações pela região sabendo que mais dia menos dia encntraríamos os Buchimanes, Mucancalas ou Vassequeles. Este último nome é recusado por eles com nojo, porque significa "merda". Mucancalas não sei de onde vem, e Buchimanes vem da expressão inglesa Bushmen," homens da mata". Eles dão a si póprios o nome de N'Kun, que quer dizer "homem", o que não deixa de ter a sua lógica."Escrevi N'kun conforme soa ao ouvido, mas sem o "clic que esta palavra contém". Ouvira repetidas vezes dizer em Luanda: "eles falam por estalidos". Ora segundo aquilo que observámos e ouvimos, pareceu-nos que os clics são palatais, e não palavras em si mesmo. Antes sons que umas palavras possuem e outras não, sendo que uma palavra com clic terá um significado e sem ele, terá outro. Aqui devo esclarecerer que este ponto, não se baseia em qualquer "investigação" que nos transcenderia, mas no que por observação e escuta das gravações, nos pareceu plausível. Mas o curioso é que o clic não precede nem segue a palavra, mas "sai misturado" com ela. Os nossos esforços para os pronuncar(. Aliás, dou-me conta agora que "pronunciar" não será a palavra adequada, posto que se trata apenas de um ruído a que chamamos "clic" como o produzido pelo de um pequeno fecho de mola. Não existem sílabas, não há movimento de lábios. Apenas um som estranho saído da boca de uma pessoa.&lt;br /&gt;Este Povo que comerá "bem" num terço do ano e com certeza passa fome nos outros dois, é senhor de uma inesperada alegria, de uma gargalhada fácil e, ouso dizer, de senso de humor. Como ficará, assim o julgo, comprovado pelo seguinte episódio. Pedi um arco e uma flecha que tentei atirar. O material era rudimentar, rígido o arco e forte o esticador feito de pele torcida, ou de uma qualquer planta. Temendo ficar mal visto, lançando a seta a meia dúzia de metros, retezei o arco com quanta força tinha. Mas em vez de puxar por cima do ombro direito, fi-lo em frente da cara. O aparelho rebentou e eu preguei um valente e doloroso murro no nariz. Foi, como espectáculo, um êxito clamoroso.Os risos as piroetas e os gestos mimando a minha desastrada actuação, obrigaram-me a puxar pelo meu mal tratado senso de humor, a esquecer a dor do meu igualmente mal tratado naríz, e a rir com eles, que já deviam estar à espera do acontecimento. Em todos os nossos posteriores encontros não deixavam de reviver a cena com mais risos e momices.&lt;br /&gt;Mas voltando um pouco atrás: as suas "residências, provisórias, itenerantes"? não têm a menor semelhança com cubatas, sanzalas ou libatas. São digâmos, construídas, por falta de termo mais apropriado, com pequenos troncos com pouco mais de um metro, unidos em cima formando um cone, cuja base é maior ou menor conforme o casal "residente" entender. Recobertos de folhas e capim, formavam uma epécie de "iglus." Para as crianças e "pré adolescentes" cavavam (eu não quero dizer cova) mas um quadrado de terreno, com cerca de 40 centímetros de fundo. Fixavam um tronco em cada ângulo e fomavam um teto do "material de construção" local: folhas e capim. Este teto tinha de altura apenas o suficente para que as crianças podessem rastejar e deitar-se no fundo daquele albergue, cobrindo-se de terra. Tal como os escafandristas que deixam entrar para os fatos de borracha um pouco da água do mar que uma vez aquecida pelo calor do corpo, retribui conservando o corpo quente. Aqui, são as crianças buchimane que, cobrindo-se de terra aquecem-na com o pouco calor dos seus corpos débeis. E a terra Mãe, carinhosa, acalenta o sono dos seus filhos nas frias madrugadas do Cacimbo.Como era o caso. - Acabo de reler o que atrás escrevi e não me sinto muito feliz. Lembra-me - embora não fosse essa a minha ideia - a letra de certas canções de " negregados tempos": . . ." e se à porta ' humildemente' , bate alguém," ( -) . . a alegria da pobreza está nesta grande riqueza de dar e ficar contente," ou o argumento de um&lt;br /&gt;senhor engenheiro que tinha com ele a responsabilidade dos Colonatos, em relação ao do Cunene para não se instalar água corrente nas casas: " então não é mais tradicional as mulheres virem à tardinha com as suas cantarinhas a uma fonte buscar a água e conviver... com as vizinhas." Portanto não irei mexer no relato,. fica mesmo assim. Mas nunca deixaram de me impressionar: estas crianças que se tapavam com terra,. os que se embrulhjavam num "cabriquito, tiritando de frio, ou os que dormiam em esteiras nos anexos das casas de seus patrões. Assim vivia o povo : buchimanes, ou "bantus".&lt;br /&gt;Mas este “acampamento” como os que o precederam, mais os que se lhe seguirão , está condenado a uma vida "efémera." Só irá durar o tempo que levarem a esgotar...e a comer tudo o que, num raio previamente determinado, tendo como centro os "iglus," a Natureza lhes der: frutos, raízes, e as lagartas de certas árvores que ao que parece são ricas em proteínas e que depois de torradas sabem a ginguba, segundo o testemunho dos meus dois colegas que se atreveram a prová-las. Eu não tentei sequer. Creio que posso chamar a esta relutância "síndroma do caracol". Talvez me arriscasse se os não tivesse conhecido enquanto vivos, deixando atrás de um corpo rastejante de lesma, um rasto brilhante como os que no Mar seguem os grandes paquetes. Mas este rasto é peganhento, ranhoso, nojento. Também comiam uns pequenos roedores . que aliás são seus concorrentes no consumo de frutos e bagas das mesmas árvores em que vivem. Chamar-lhes-ia "ratos de palmeira," se palmeiras houvesse por aqueles matos.Como não há, são ratos "tout court" e isso corta-me o apetite. Porque os Buchimanes são “colectores, apenas isso. Não plantam o quer que seja,. Não criam sequer galinhas. Caçavam com uns arcos e flechas primitivos que, com a sua extraordinária habilidade em se deslocar silenciosamente como felinos, quase encostavam ao ouvido das potenciais vítimas, sempre animais de pequeno porte que não resistiriam muito tempo ao veneno com que são untadas as flechas de madeira rija e pontas afiadas. Depois era só segui-la com a paciência e a resistência que só eles possuem. Corriam numa espécie de "trote" com passos curtos e rápidos, durante quilómetros sem aparente fadiga. Servindo-nos de guia no rasto de caça, corriam à frente do jeep. e, mesmo sem parar apanhavam um pouco de terra ou folhagem, que atiravam ao ar e,... “viam “ (?) a direcção do vento.&lt;br /&gt;Acampámos durante alguns dias perto da sua “aldeia”. Como nenhum falava português, procurámos utilizar uma linguagem gestoal em que eles eram expressivos, e nós uns nabos. Também gravámos as "nossas conversas" que depois fazíamos ouvir . Isso era para eles motivo de grande surpresa e ao mesmo tempo de divertimento. Até porque passada a agitação da surpresa, reconheciam .as vozes uns dos outros.. O único instrumento musical que me lembro de ver, era uma cabaça com uma calote cortada que, enquanto uns batiam palmas, o "músico" encostava ao corpo para servir de caixa de ressonância, enquanto fazia vibrar a corda do arco.&lt;br /&gt;Outro contacto tivemos com Buchimanes, mas em circunstâncias completamente diferentes. Sabíamos da existência da Missão, da Chamavera dirigida por padres alemães que se dedicavam a ensinar crianças Buchimanes a cultivar a terra, a cuidar de criação, e enfim dar-lhes hábitos de trabalho. Durante o curto tempo que lá passámos pudemos ver e registar pela imgem, os pequenos buchimanes trabalhando na horta tranquilamente e, penssámos nós satisfeitos, ou...resignados. Tudo isto era bastante positivo, embora não tivéssemos ficado a saber dos resultados alcançados, ou não.. De qualquer forma, independentemente do êxito possível, tudo o resto era negativo. Os Missionários eram porquíssimos consigo próprios e com a higiéne da casa.. Outra coisa que nos chocou foi que nenhum falava português, mas um deles falava "buchimane" com clics e tudo.. Já me não recordo como nos entendemos, se em francês se em inglês. E agora mais um pequeno desvio: anos antes fui encontrar no interior da Xicuma, depois de vários quilómetros a corta-mato, uma Fazenda de Sisal de um casal de alemães, já velhos, que não falavam uma palavra de português, e entendiam-se com um criado em alemão e em umbundo. Voltando à narrativa no ponto em que a deixei: ficámos na Missão dois dias, mas só uma noite. A pesar de nos terem oferecido jantar, nós que já tínhamos visto,.e cheirado a cozinha, declinámos o convite e oferecemos-lhes do noso banquete de enlatados. Pelo menos era limpo. Aproveitámos a ocasião para perguntar pela milésima vez pelo Arroz Doce do Raul. Mais uma vez o prometeu para breve. E nós com imensa vontade de acresditar.. Na manhã seguinte, a da ”Libertação” não podemos recusar um púcaro de uma coisa que de café só tinha a cor e a temperatura, mas fomos obrigados a beber, procurando não identificar a mais que suspeita origem do cheiro. À chegada oferecêramos três galinhas do mato que havíamos caçado Ficaram no chão da cozinha, e ainda lá estavam quando na tarde seguinte nos retirámos.&lt;br /&gt;Já relatei noutros escritos alguns casos ocorridos em paralelo com o objectivo primeiro da nossa viagem, por isso me dispenso de repeti-los. São, entre outros, "Luíana" e "Elefante Repartido", este último com alguma relação com os buchímanes.&lt;br /&gt;Estou um tanto inseguro quanto à ordem cronológica dos meus relatos, das minhas recordações. Creio que o que vou contar se passou antes da ida à Missão "Chama- Béra". Mas pouco interessa, não posso deixar de escrever sobre caso... Passámos vários dias numa Coutada de Caça que nos serviu de ponto de apoio de onde irradiávamos para fazer os trabalhos que nos interessavam. O Gerente era o meu Amigo Madeira que eu havia conhecido anos antes em Cabinda. Estavam à espera de dois caçadores sul-africanos que estavam interessados em búfalos. . Chegaram vindo num pequeno avião...directamente da África do Sul. Foi só voar sobre o "arame farpado", aliás instalado pelo próprio Governo sul-africano ao longo da fronteira, para impedir a passagem de gado de cá para lá com receio da tansmissão de doenças de que o gado angolano pudesse estar infectado: Peri-pneumonia, Pieira, Brucelose ou outras.Potanto nem passaportes, nem Alfândega, nada . Este procedimento, aliás era recípruo. Saíram num jeep em busca de búfalos, e nós aproveitámos e fomos no nosso logo colados à traseira deles para não perdermos nenhuma oportunidade. Não muito longe das instalações, encontrámos (sim, uso a primeira pessoa do plural porque nós também iamos à caça...de imagens) um solitário que cometeu a inmprudência de deixar aproximar o carro até menos de quarenta metros. O caçador, que trazia armas magnícas atirou, o búfalo deu um mugído terrível, um salto e, ao contrário do que todos nós esperávamos desapareceu dentro da mata. Mas o caçador que era médico, garantia que lhe tinha metido uma bala no coração. Todos abanámos a cabeça delicadamente em sinal de que acrditávamos, mas pensando : " que prosápia, que certeza". Seguimos caminho em busca de novo e mais infelíz búfalo, sempre na orla da mata. Pouco adiante o pisteiro que levávavamos, chamou a nossa atenção:" tem búfalo morto ali na mata". Fomos ver e era o mesmo. E a mata também, e nós tínhamo-la contornado sem nos apercebermos. O Caçador mandou o pisteiro abri o bicho pelos sítos que lhe indicou até às proximidades do coração... e tirou de lá a bala que pouco antes garantira ter lá metido. A nós caíram-nos os queixos Voltámos para instalação da Coutada e tínhamos à nossa espera uma triste situação: um garoto dos seus dez ,doze anos que os pais (não buchimanes) haviam trazido nesse dia,tinha sido mordido por uma cobra. Uma perna estava disforme desde a coxa ao pé e purgava abundantemente. Era horrível de ver. O médico para alem de procurar salvar o rapaz dando-lhe uma injeccão de soro anti-ofídico e fazer todo o curativo, disse que mesmo assim não garantia a vida do moço porque seria preciso soro específico para aquele veneno, pois este varia de cobra para cobra e esta sabia-se qual era porque os pais tinham assistido ao acidente.. Creio que nem Angola dispunha das variedades de soros correspondentes às espécies de ofídios existentes. E estou certo que são menos, tanto em variedade como em quantidade que no Brasil. E durante os trinta anos em que percorri Angola em todos os sentidos e por várias s vezes, que me recorde terei visto uma meia dúzia de cobras incluindo uma gibóia que atropelei mas não parei para ...prestar assistência. .. Nós ptóprios traziamos no carro o anti-ofídico, que uma vez injectado teria obrigatoriamente de se procurar um Hospital. Parece troça dizer isto quando naquela região nunca estaríamos a menos de trezentos ou quatrocentos quilómetros de um hospital. ´ Então aquele Caçador/Médico, perdão&lt;br /&gt;Médico/Caçador oriundo de um País de feroz "apparteid", levou o garoto no avião para a África do Sul. Semanas depois voltámos a passar pela Coutada e tivemos a grande alegria de ver a criança ainda com a perna ligada e muito mais fina...mas VI Fora o próprio Médico que o trouxera de volta. Neste mundo de guerras, traições, egoísmos e lutas entre raças, religiões diferentes, sabe bem encontrar pessoas capazes de gestos tão humanos como este.&lt;br /&gt;Parece que a nossa estadia na Coutada onde fomos tão bem recebidos, seria propícia ao aparecimento do tal Arroz Doce que cada vez nos parecia mais virtual. Mas não, o Raul não quiz . "Talvez receie o julgamento de pessoas estranhas", foi o que pensámos. Talvez não estivesse tão à vontade com a pastelaria, como na cozinha, onde era quase tão bom como na fotografia .&lt;br /&gt;Resignados, esquecemos o doce. Na úilima vez em que momtámos acampamento,com a nossa comodíssima tenda onde dispunhamos de três macas (chamados burros) que nos proporcionavam sonhos reparadores depois de um dia estenuante. Tínhamos até lâmpadas amarelas que repeliam os insectos noturnos. E também uma cozinha de campismo onde o Raul nos anuinciou ir elaborar um jantar especial. Mas não nos deixou aproximar do seu "laboratório". Sentámo-nos impacientes à mesa, e ele apareceu com dois pratos de sopa de...arroz doce!!!&lt;br /&gt;Foi uma alegria: o arroz estava uma delícia e encheu os nossos pobres estômagos, fartos de comida enlatada. Depois veio o prato de resistência:... novamente arroz doce. Com risco de indigestão fizemos honras ao "segundo prato". Já na premonição do que nos iria acontecer, ambos quisemos prescindir da sobremesa." Impossíve, então eu esmerei - me justamente numa sobremesa que vocês tanto reclamaram, e agora fazem-me esta desfeita.? NãoSenhor.!”E trouxe três pires do tal arroz doce de que ele também comeu. Mas nós, até ao regresso a Luanda, nunca mais quisemos sequer ouvir falar em tal quitute, de que sou grande apreciador, mas que só voltei a provar mêses depois. Alguém dirá quando esta prosa ler - se é que alguém a vai ler: "então que disparate é êste? Apenas catorze linhas para nos “dar” o aroz doce prometido cento e tantas linhas atrás!? É verdade. Mas convém não esquecer que o exercício da Leitura é um acto voluntário. Quem não quiser não lê.Talvez tivessem bastado as primeiras linhas para se decidir num sentido ou noutro. Será por ventura egoísmo, mas quando escrevo sobre factos, acontecimentos coisas do passado, em Angola, é como se as voltasse a viver..Vejo as cores, oiço os ruídos, sinto o vento e a chuva, o Calor e o Frio, e... as PESSOAS! Os bons e os maus momentos e vejo-me a mim próprio, 40 anos ...mais novo!..&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-116786399974622155?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/116786399974622155/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=116786399974622155&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/116786399974622155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/116786399974622155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2007/01/arroz-doce.html' title='Arroz Doce'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-116778506092199088</id><published>2007-01-02T21:00:00.000Z</published><updated>2007-07-20T22:38:57.756+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O VETERINÁRIO VOADOR&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;Estou escrevendo esta pequena estória com cinquenta e quatro anos de atraso, e com toda a urgência, porque só agora me recordei do nome do protagonista e não quero esquecê -lo de novo porque, receio bem não ter possibilidade de cumprir outro ciclo de meio Século. Portanto aqui vai o nome do protagonista: Dr.Castro Amaro,veterinário ao tempo, 1952,Director da Estação Zootécnica de BOANE (?) a Sudoeste de Maputo, então ainda Lourenço Marques.Por isso receio que o nome da Estação já não seja Boane,ou que até eu próprio lhe tenha trocado o nome. Mas com este ou com outro,nome existia, era "naquele sítio". E agora vamos à estória antes que me esqueça outra vez. O Produtor de Cinema Felipe Solmes para quem eu trabalhava em Angola, tinha contratado com o Governo de Moçambique, a realização de um documentário sobre Pecuária. Com o operador residente Alfredo Gomes, ocupado com outros trabalhos, chamou-me de Luanda para filmar,entre outros, este documentário. Corremos, uma grande parte do território e viemos acabar na estação de Boane. Registámos os aspectos mais relevantes daquela actividade. A Estação estava situada numa planície, sem qualquer elevação de terreno de onde se pudesse dar uma visão de conjunto.. Mas havia uma coisa que eu procurava não ver. Mas o Solms viu,e como era completamente louco logo me chamou a atenção: “Olha dali decima pode fazer-se um plano de conjunto sensacional" O "ali de cima" era uma torre de água altíssima,vinte metros ou coisa parecida, à qual se subia por uma escada de ferro cravada da superfície dos pilares, e sem nenhuma espécie de protecção, corrimão, etc. Teria de subir-se agarrando e largando:..., agarrando e largando, os degraus. Nada que não tivesse feito já, mas aquela altura era impressionante. E aqui cabe uma reflexão: que diferença faz aopobre escalador caír de vinte ou de dez metros?. A diferença é só psicológica. Mas neste caso havia um problema a considerar: se fosse uma reportagem em que se trabalha quase sempre com a câmara na mão, não haveria grande problema. Mas um Documentário reclama outros cuidados,e usa-se muitas vezes um tripé.. Punha-se pois a questão . Subir com a càmara a tira-colo,(seis quilos)até aqui está bem. Depois a bateria que neste caso eram duas baterias de moto ligadas,e levadas também a tira-colo. Restava o tripé ,que além do peso, também a forma tornavam difícil o transporte. Claro que eu teria de levar comigo a câmara; sem problema, porque iria nas minha costas. O Solms disse que levava a bateria. mas mesmo assim ficava o mais difícil o tripé. Foi aí que o Dr. Castro Amaro apresentou a "sua" solução: "Eu levo tripé".Pus logo uma objecção: " não há forma de o transportar sem ocupar uma das mãos. Depois como se poderá subir esta escada"? E o Dr, ,juntando o gesto à palavra, agarra-o com a mão direita,e diz-me: "não tenha receio, eu fui "volante" do grupo de vòos à Leotard do Lisboa Ginásio". Este Grupo era o número sensação dos Saraus de Ginástica que o Lisboa Ginásio, todos os anos apresentava no Coliseu dos Recreios, e que eu nunca deixava de ver. De qualquer maneira,seria uma loucura. Argumentei: "mas dr., aqui não há trapézio onde esteja o seu base para lhe dar as mãos, e cá em baixo, a rede mais próxima é dos pescadores a vários quilómetros daqui". Palavras judiciosas que caíram em saco roto- (como aliás é corrente suceder às palavras sensatas ). E pronto,lá fomos, o Solms e eu com as duas mãos livres, que nos pareciam poucas para o momento. Por fim o Dr Castro Amaro são e escorreito, com o tripé que não tinha deixado cair como eu temia que acontecesse. Porque ele, a cada degrau tinha de soltar a mão esquerda para ir agarrar o degrau seguinte, ficando completamente solto durante uma fracção de segundo,e,,,só uma! enquanto põe o pé no degrau seguinte.E asim, durante quase uma centena de degraus...com igual número de "pega e larga", até vencer os vinte metros. No cimo da Torre o vento era tal que quase nos impossibilitou o trabalho. Valeram as quatro mãos dos meus acompanhantes para fixar o tripé. Não foi possível fazer uma panorâmica como seria indicado. Em substituição foram feitos vários planos cobrindo a área que mais interessava. Agora, descer. Ao contrário do que acontece na Vida,nestes casos descer é mais difícil que subir.Primeiro tem de voltar-se as costas para o abismo, depois, precariamente agarrado a um apoio na superfície da placa,tactear com um pé sobre o vazio até encontrar o primeiro degrau.Depois ir descendo e retomando a calma à medida  que nos aproximamos do abençoado solo.O mais calmo de nós três era o Dr. Castro Amaro, pudera... já ´cá estava em baixo à mais tempo. E embora reconhecendo a sua coragem e destemor, não deixei de assinalar a minha opinião; tinha sido uma teneridade. Tivesse sido eu o chefe de equipe e o dr. não teria subido com o tripé.&lt;br /&gt;Lembro-me agora que o realizador Jorge Brun do Canto com quem fiz quatro filmes, era especialista em escolher locais diabólicos para filmar. Recordo que no "João Ratão" (1939) cujos exteriores foram feitos no Vale do Vouga, o Jorge desaparecia da nossa vista e pouco depois ouvíamos um grito vindo lá de longe: “Máquina aquiiii!!! “ e via-mo-lo encarrapitado no píncaro mais incrível, quase inacessível mas de onde se poderia obter um plano de muita beleza. Nestas circunstâncias qual o operador que .se recusaria a subir a um local onde o Realizador já estava a dar o exemplo.?... por vezes de loucura.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-116778506092199088?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/116778506092199088/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=116778506092199088&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/116778506092199088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/116778506092199088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2007/01/o-veterinrio-voador-estou-escrevendo.html' title=''/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-116619313830751010</id><published>2006-12-15T14:29:00.000Z</published><updated>2006-12-15T14:35:11.186Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>JOGOS!.. que JOGOS !&lt;br /&gt;“aprender, aprender sempre”    ( * )&lt;br /&gt;Na minha adolescência, por força dos meus empregos, um de cada vez, esclareço, percorria inúmeras vezes por dia as ruas da Baixa de Lisboa. Gostava de ver as inacessíveis montras&lt;br /&gt;das Ruas Augusto e do Ouro. Mas era a Rua dos Fanqueiros a que suscitava mais a minha curiosidade e interesse porque havia lá coisas que, na minha inocência, julgava estarem ao meu alcance: uma camisa mais vistosa, quiçá um fatito feito. Enfim, coitado de quem não tem ilusões naquela idade. Mas uma coisa havia que me intrigava, e continuou a intrigar durante imensos anos: “Jogos de Banho” e “Jogos de Cama”, anunciados nas lojas de ,panos !? Se fosse nas de artigos desportivos, vá que não vá. Mas de panos ?. Finalmente, décadas decorridas, se me iluminou o cérebro. E não posso deixar de verberar se queixa de estar a ser culturalmente colonizado pelo Brasil. Pois eu dou graças a essa “colonização”. Foram as telenovelas;sim. Foi graças às Telenovelas brasileiras que eu hoje sei o que são “jogos de banho” e “jogos de cama.” Finalmente está colmatada uma grande falha na minha cultura. Vale mais tarde que nunca. Se bem que agora, com “noventanos” feitos, bastam-me uma toalha e um lençol turcos, e uma almofada e um edredon de penas.&lt;br /&gt;( * ) Lenine .&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-116619313830751010?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/116619313830751010/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=116619313830751010&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/116619313830751010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/116619313830751010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2006/12/jogos.html' title=''/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-116587737748544301</id><published>2006-12-11T21:27:00.000Z</published><updated>2006-12-12T06:36:30.113Z</updated><title type='text'>Em  Memória do Actor Tarquinio Vieira</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt; .  Não tenho fotografias de trabalho do "Bocage". As que em tempos remotos conservei,acabaram por perder-se. Já lá vão setenta anos. É muito tempo. Lembro-me do Actor Tarquínio Vieira como um homem alto e forte vestido com o uniforme de Oficial de Marinha. Tinha regressado da Índia com o Manuel Maria ,este também Marinheiro. Recordo-me que quando M.M. adoeceu, foi em casa deste seu Camarada que esteve convalecendo.Não tenho a certeza de que o personagem que o Tarquínio interpretava fosse o de Visconde (?) de Assentiz, Seabra, ou se o Tarquínio é que se referia a este Visconde. Vejo a imagem em retrospectiva . Mas é tudo muito nebuloso. O que não era, nem é nebulosa é a imagem das duas irmãs do Tarquinio. Uma, a mais nova era uma figura muito doce. Chamava-se Maria Castelar .e não me lembro de a ter visto em  qualquer outro filme, nem antes nem depois. A mais velha, interpretada pela Atriz Maria Helena Matos, filha da Grande Maria Matos ~a Dª Maria como era tratada por toda a gente de teatro. A Maria Helena inmterpretava o papel de Anália ( com N)  estava longe da doçura da irmã,  mas era um tormento de sensualidade que transmitia, com toda a naturalidade, à peronagem. As duas irmãs estavam apaixonadas pelo Manuel Maria cujo coração, e não só, oscilava entre uma e outra. Acabou por cair para o lado da Anália, que era bem mais atrevida do que a mais jovem. Recordo uma cena doM.M. convalescente e a Anália levando-lhe à cama um prato de papas. Então o Poeta imortalizou a Cozinheira com um poema inesquecível:&lt;br /&gt;Pr'a que viva a cozinheira&lt;br /&gt;que tão boas papas fez,&lt;br /&gt;Confesso,&lt;br /&gt;que desta vez,&lt;br /&gt;bem me sabe e bem me cheira.&lt;br /&gt;O Papa em sua cadeira&lt;br /&gt;vestindo estolas e capas,&lt;br /&gt;não faz coisas tão guapas.&lt;br /&gt;A cozinheira faz mais.&lt;br /&gt;O Papa faz Cardeais...&lt;br /&gt;e a Cozinheira faz Papas.&lt;br /&gt;também foram estes Amores com Anália que o levaram à prisão do Limoeiro - não me pergunte porquê. Ha uma cena em que o M.M. se chega ao gradão da enchovia, e olhando para fora canta: ( sim, canta, porque a Vida do Bocage foi transformada quase numa Opereta. Mas isso é outra&lt;br /&gt;hitória  que  referi  noutra ocasião.)&lt;br /&gt;Aqui vai o poema:&lt;br /&gt;                               Nesta prisão&lt;br /&gt;                               que  o Amor Cruel me deu,&lt;br /&gt;                               O Coração&lt;br /&gt;                                mais preso está do que eu&lt;br /&gt;                             .  Anália o tem&lt;br /&gt;                                nas graças o seu olhar.&lt;br /&gt;                               E desse Bem&lt;br /&gt;                               nunca o poderei soltar.&lt;br /&gt;Para matar&lt;br /&gt;d'uma vez toda a alegria.&lt;br /&gt;basta roubar&lt;br /&gt;nossa Liberdade,&lt;br /&gt;um dia.&lt;br /&gt;Ai, que saudade&lt;br /&gt;eu tenho, de andar na rua,&lt;br /&gt;Ai, Liberdade...&lt;br /&gt;quem n'a tem chama-lhe sua.&lt;br /&gt;Creio que não se interessará por mais cantigas, e sobre o seu Tio/Avô pouco mais poderei dizer. Creio, mas não posso garantir que o Tarquínio Vieira, interpretava o mesmo papel na versão espanhola que se chamava "Las Três Gracias" e o Bocage era interpretado pelo actor espanhol, Alfredo Mayo. Quanto a fotografias, acabo de ter, agora mesmo O5.00 H. uma ideia que  talvez resulte. O Realizador da TV Pedro Martins, era filho do João Martins,  um grande  Fotógrafo que foi também "fotógrafo de cena" de vários filmes nas décadas de 30/40. Talvez no espólio do Pai, o Pedro possa encontrar fotos do seu Tio/Avô Tarquinio.  Pode dizer ao Pedro que fui eu que o indiquei. Esta prosa, afinal é mais uma carta "aberta" à saudade,  do que um comentário  a um blogue.  Paciência, e já agora, que o "mal" está feito, aqui vai para si, José, um grande abraço, com os desejos de que estas longas, quiçá fastidiosas linhas lhe tenham, de algum modo, sido úteis.                        &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-116587737748544301?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/116587737748544301/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=116587737748544301&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/116587737748544301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/116587737748544301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2006/12/em-memria-do-actor-tarquinio-vieira.html' title='Em  Memória do Actor Tarquinio Vieira'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-116577827091221278</id><published>2006-12-10T19:10:00.000Z</published><updated>2006-12-11T12:27:36.606Z</updated><title type='text'>A propósito de "Dança Comigo"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acabo de ver mais um programa com gente que dança muito bem. Nem parecem amadoras.. Eu não sou "expert" nunca fui grande dançarino, mas aprecio a arte, a elegância, e a bleza da dança e de. . .quem dança.. Mas aqui, permitam-me uma crítica que desejo construtiva. Trata.-se de um Concurso, e pede-se a colaboração do Público para o "Juizo Final" ( salvo seja ). E aqui, surge-me uma dúvida e uma dificuldade na escolha, pois sou incondicional partidário da igualdade de condições, de julgamento. E confesso que me sinto frustrado, e comigo, penso que muita gente. Alguém verá os dançarinos com "aquelas" concorrentes,? E alguém verá os concorrentes com "aquelas" dançarinas? . Eu bem me esforço, para dar o meu voto com inteira isenção e justiça. Não tenho conseguido e por isso não voto.. Mas permito-me uma sugestão para tornar mais equilibrada a competição entre eles e elas. Proponho que as dançarinas acompanhantes dos homens, venham: se não de "escafandro", pesado e incómodo ,concordo, pelo menos de fato-macaco. Ou então que dancem sozinhas. Afinal de contas ninguém olha para eles!.. Com perdão das Mulheres.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-116577827091221278?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/116577827091221278/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=116577827091221278&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/116577827091221278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/116577827091221278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2006/12/propsito-de-dana-comigo.html' title='A propósito de &quot;Dança Comigo&quot;'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-116569316924102865</id><published>2006-12-09T19:20:00.000Z</published><updated>2006-12-11T12:21:32.413Z</updated><title type='text'>Preito a Humberto d’ Ávila</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Acabo de ler a notícia do falecimento do Comendador Humberto d’ Ávila. Encontrámo-nos pela última vez há cinquenta e oito anos, 1948. em circunstâncias inesquecíveis, que recordo agora através destes:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2005/07/o-crculo-de-cinema.html"&gt;(excertos do blog " Círculo de Cinema" postado em Julho de 2005)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...). . . então qual era a nossa actividade? Revelar BOM CINEMA. Chamávamos a nós filmes já passados no Circuito Comercial, que mereciam nova visão. Fazia-se uma resenha crítica (..) falava-se do realizador, do argumento, enfim, do filme como integrante de uma dada "escola" cinematográfica. Imprimíamos um Boletim com essas notas críticas, incluíamos um questionário (..) juntávamos bilhetes e enviávamos para os nossos DOIS MIL sócios. Cada filme era exibido duas vezes em dois Domingos de manhã no Cinema Capitólio.(...) se a PVDE fosse àquelas matinés e levasse os espectadores, acabaria com o MUD. “(..) cito de memória, entre outros: Professores Bento de Jesus Caraça e Falcão Trigoso. Mestre Abel Manta. Maestro Lopes Graça ,Escritor José Gomes Ferreira, e dois estudantes: João Abel Manta e Mário Soares. Trouxemos de novo a exibição filmes como "A Estrada que Conduz ao Céu" . "Roma Cidade Aberta". "A Batalha do Rail". "La Belle et la Bette", e um extraordinário "Western" ( três dias no Olímpia.) Depois da passagem pelo Capitólio, o Cinema Tivoli relançou-o e exibiu-o durante duas semanas. (...) no dia 1 de Fevereiro (...) a PVDE assaltou a casa e levou as pessoas que lá estavam a trocar bilhetes de uma para outra sessão (...) vasculharam a casa em busca de manifestos do dia 31 de Janeiro. .Não encontraram nada mas, mesmo assim levaram toda a gente para Caxias. Durante essa noite foram entrando mais pessoas cujos endereços haviam sido encontrados nos bolsos dos primeiros presos. Entre outros o Crítico de Música Humberto d’ Ávila. (...) a partir do meio da semana, todos os dias era chamado à Polícia um preso dos cerca de vinte iniciais, que já não voltava, teria sido libertado ? ( ..)chegou a vez do Humberto que, ao contrário dos outros voltou já de noite. Quizemos logo saber o que se tinha passado mas ele começou a tirar cuidadosamente a roupa, começando pelo chapéu: um "Bursalino" preto à Diplomata, um sobretudo de bom Corte, camisa com colarinho engomado Enquanto isto, recusou-se a relatar o que se tinha passado: "estou muito cansado. Amanhã conto" Não houve nada a fazer. Na manhã seguinte satisfez a nossa ansiedade: A polícia acusava-nos de exibir filmes comunistas como " Roma Cidade Aberta" "ABatalha do Rail" etc. O Humberto ia rebatendo, afirmando que se tratava de Obras de Arte., e que até a Orquestra da Emissora Nacional, num Concerto dado pouco tempo antes na Estufa Fria, tinha executado uma Obra de Prokovief que era um Compositor soviético. Os polícias ficaram indignados dizendo que não podia ser, que era mentira dele. E pronto, devolveram-no a Caxias enquanto iam investigar o caso É fácil imaginar os trabalhos em que se terá visto a Direcção da Orquestra... Porque era verdade. O Humberto d’Ávila foi libertado dois dias depois. Muitos de nós fomos ficando (...) o resto poderá ser lido no post "Círculo de Cinema", cujo indicativo deixei no início. Pouco tempo depois embarquei para Angola e perdi o contacto com os Amigos durante trinta anos. Mas lia nos jornais o que por cá se passava, incluindo as Críticas aos Concertos e outros eventos musicais. Agora, tudo terminou para o meu Companheiro de Caxias, É do coração que lhe presto esta pobre homenagem, ,mas é o que a minha dificuldade de movimentos me permite. (...) João Silva.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-116569316924102865?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/116569316924102865/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=116569316924102865&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/116569316924102865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/116569316924102865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2006/12/preito-humberto-d-vila.html' title='Preito a Humberto d’ Ávila'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-116507733496051489</id><published>2006-12-02T16:14:00.000Z</published><updated>2006-12-11T12:26:30.863Z</updated><title type='text'>Martelo Pneumá... perdão, Pedagógico</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Acabo de ver um programa televisivo altamente pedagógico. Uma instituição possuidora de carros velhos, dirigida por um “pedagogo” que dá uma entrevista em que explica que o que se vai passar destina-se a pessoas que precisam transvazar as raivas, dar largas à adrenalina, recuperar a tranquilidade, por ventura perdida. Tudo está tecnicamente preparado. Todos os cuidados são garantidos: distribuem-se capacetes, coletes, luvas e óculos de protecção. Todos devidamente acautelados recebem grandes martelos e, à voz de comando rompem em gritos selvagens e, lançam-se numa correria desesperada sobre alguns carros Saltam, pulam, martelam, destroem ao som de uma música muito alta e com um ritmo acelerado ( Rap ?) Não eram crianças, tão pouco, adolescentes: eram adultos, homens de “barba na cara”, aparentemente normais. Não sei quanto teriam pago por aqueles momentos de feliz ferocidade. Mas penso que pelo contrário, deveriam ser recompensados pela lição que deram a tantos jovens dos Bairros Problema,. Abandonados à sua sorte, carentes de carinhos, distracções, de actividades lúdicas, descambam muitas vezes na delinquência, no crime.. E já agora, seja-me permitida uma sugestão: já que o material é com certeza caro, porque não distribuir capacetes, óculos, coletes, luvas e, mais importante ainda,botas,porque andando normalmente descalços poderiam ferir-se nos parabrisas estilhaçados. Dispensar-se-iam os martelos. As pedras estão mais ao alcance e são produtos naturais, ecológicos. Quanto à matéria prima não creio que viesse a haver problema. cidade está repleta de carros das mais diversas marcas, e até topos de Gama. Era só escolher aquele que desejariam ter...e não têm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O Bolo de Chocolate&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É do mesmo programa mas muito menos pedagógica. Digamos que se trata de Doçaria Biológica. Pelo que me foi dado ver, tratava-se de derramar chocolate líquido sobre o corpo semi desnudo de uma jovem, pincelá-la docemente com uma trincha e ir debitando uns quantos conselhos sobre a forma de conservar a pele jovem. Parece que o chocolate é bom para isso. Convenhamos que sim. Mas os nossos pensamentos são ágeis e só não são como as cerejas porque dessas já as palavras se apropriaram. Mas também surgem uns trás dos outros. Estrapolando da estética para a doçaria ou pastelaria: sempre foram apreciados os bolos com recheio de chocolate ou com cobertura do mesmo. Mas o caso vertente traz um dilema de difícil solução, pelo menos antes de provar. O que será melhor, a cobertura ou o recheio. Naturalmente que para chegar a este é preciso primeiro degustar aquele. Por mim, escolhia desde já o Recheio. Mas se calhar, quando chegasse a este já a cobertura me tinha esgotado o apetite.&lt;br /&gt;“Ele, há coisas nesta Vida...”&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-116507733496051489?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/116507733496051489/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=116507733496051489&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/116507733496051489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/116507733496051489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2006/12/martelo-pneum-perdo-pedaggico.html' title='Martelo Pneumá... perdão, Pedagógico'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-116499300647120582</id><published>2006-12-01T16:57:00.000Z</published><updated>2006-12-05T17:14:51.023Z</updated><title type='text'>Okawa Ryuko</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7023/1252/1600/171763/classe_de_ingl_s1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7023/1252/320/870326/classe_de_ingl_s1.jpg" alt="" border="2" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hi, Teatcher.  aqui vai uma surpresa. Espero que a legenda não seja nenhuma inconveniência.&lt;br /&gt;Arranjei-a numa "Loja de Chinês". O  moço  que a escreveu a meu pedido foi muito prestável.&lt;br /&gt;Espero que tenha sido honesto. Tenho visto as suas &lt;a href="http://demandadodragao.blogspot.com/"&gt;cronicas sobre a China&lt;/a&gt;. Que erudição! Aliás não foi surpresa para mim propósito: o título que aqui vai será japonês como me disse o moço quando lhe pedi para o traduzir ?. Estou a meio de uma estorieta sobre a "nossa" Terra. Talvez a post ainda hoje. depois gostaria de "ouvir" a sua opinião. Como já sei que será no mínimo generosa, benevolente, estou a pedir elogíos. Que vergonha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços, John&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-116499300647120582?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/116499300647120582/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=116499300647120582&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/116499300647120582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/116499300647120582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2006/12/okawa-ryuko.html' title='Okawa Ryuko'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-116432870051153746</id><published>2006-11-24T00:13:00.001Z</published><updated>2006-11-24T00:38:20.526Z</updated><title type='text'>O Fascínio de África</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Dizia-se em Angola, que quem bebesse água do Bengo não mais se iria embora. Até Dezembro de 1949 nunca pensara em ir a, e muito menos "para" Angola. Dela só sabia que: "era catorze vezes e meia maior que Portugal, que o clima era quente e húmido no litoral, e seco e fresco nas terras altas." Inesperadamente surge-me um convite para ir a Luanda por um período de seis meses, filmar alguns Documentários. As condições eram tentadoras. A partida seria no mês seguinte. Simplesmente, perderia um ou dois filmes de fundo em Lisboa, e isso não iria ser bom para o meu currículo. Além de que; tenho de confessar, adorava o meu trabalho sobretudo as filmagens de “Interiores” no Estúdio da Tobis.&lt;br /&gt;Então propus um contrato por apenas dois meses. Depois de várias diligências, o Produtor Ricardo Malheiro que se encontrava em Luanda, aceitou as minhas condições. Marcaram-me passagem para meados de Janeiro. Com isso, perdi a oportunidade de estagiar num filme de Jaques Becker em Paris, estágio que fora conseguido pelo meu Amigo José Ernesto de Sousa – anos mais tarde Realizador de "Dom Robert" com Raul Solnado – . Visto os prós e os contra, optei por ir a Angola, ficando o estágio em Paris para outra oportunidade... que nunca surgiu.&lt;br /&gt;Assim, no dia 21 de Janeiro de 1949 parti para Luanda onde iria cumprir um contrato de apenas dois meses. Como já disse cheguei a Luanda no infernal mês de Janeiro. O calor e o grau de humidade, insuportáveis para quem acabava de vir do Inverno europeu, quase me fizeram arrepender da aventura. O Hotel Turismo daquela época, apesar de ser o melhor da Cidade, estava instalado ainda num imóvel antiquado, sem qualquer sistema de ventilação, obrigando a manter abertas as janelas dos quartos para nos dar uma ilusão de frescura. - Como se por elas pudesse entrar o que lá fora não havia!... Entrava sim, o que por lá abundava: mosquitos. A única defesa era o mosquiteiro que rodeava a cama. Os mosquitos ficavam a zumbir do lado de fora, e com eles, qualquer ténue e improvável brisa.. Logo numa das primeiras noites de desesperada luta tendo por fim adormecido num sono agitado, senti o pescoço encharcado e ardendo como se estivesse em fogo. Pensando ser apenas transpiração igual à que sentia em todo o resto do corpo, mesmo sem acordar, me ia coçando o que só fazia que cada vez me sentisse mais molhado e numa maior extensão. Já não era só o pescoço, era também o peito. Ainda de noite fui à casa de banho com a intenção de me refrescar, e ao olhar para o espelho fiquei horrorizado. Do queixo para baixo e em quase toda a largura do peito tinha bolhas de queimadura, que eu próprio rebentara, no desespero daquela noite. Um líquido corrosivo que delas se libertara, fora queimando tudo à volta, com a preciosa ajuda das minhas diligentes unhas. Logo de manhã corri para a Farmácia onde soube que se tratava da simpática visita de boas vindas, de uma "Cantárida,"&lt;br /&gt;mosca  que dá  a picada,&lt;br /&gt;que injecta o líquido,&lt;br /&gt;que provoca bolhas,&lt;br /&gt;que as unhas rebentam,&lt;br /&gt;que espalham o veneno&lt;br /&gt;Que o meu peito queima!...&lt;br /&gt;Como se teria ela insinuado no interior do mosquiteiro? Confesso que nada me poderia ter fascinado menos. Na farmácia fizeram-me um tratamento igual ao que fariam a queimaduras pelo fogo. Ainda levei vários dias até que tudo voltasse ao normal. Em todo o caso, tempo&lt;br /&gt;suficiente para me perguntar se aquilo era já o tal "Fascínio". Talvez fosse, mas só o princípio. Logo após embarquei para Moçâmedes, Paralelo 15, a mais de 1200 quilómetros para Sul. Antes de sair de Lisboa, procurara informar-me sobre a roupa que deveria levar.Disse.-me alguém que já lá estivera, que levasse só roupa fresca; que toda a gente andava em mangas de camisa, etc. Assim, não trouxera nenhum agasalho, nem um simples casaco. Como tencionava demorar só dois meses, achei que ia bem. Resumindo: em Moçâmedes não podia sair à noite. Atravessei toda a Baía até ao Saco, num ronceiro gasolina entra as 03.00 e as 07.30 horas. O Corpo Humano resiste a muita coisa...até à idiotia do dono.!... No Deserto, conforme relatei noutro escrito, voltamos um jeep que após várias cambalhotas acabou por ficar direito, e sem graves mazelas, tanto nele com em nós. Tinha quinze dias de Angola. O Deserto, e todos os outros locais que fui descobrindo por aquela imensa Angola, fascinaram-me! - .Que digo eu? Fascinaram!? Estava completamente apanhado. Em Maio recebi a Mulher e os filhos pequenos. Regressamos num dia 25 de Agosto: 29 anos, 8 meses e 10 dias depois, em 1979. Já estou em Lisboa à vinte sete&lt;br /&gt;anos.  O que foi Fascínio, é agora Saudade, uma imensa Saudade&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-116432870051153746?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/116432870051153746/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=116432870051153746&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/116432870051153746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/116432870051153746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2006/11/o-fascnio-de-frica_24.html' title='O Fascínio de África'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-116388861417019223</id><published>2006-11-18T21:58:00.000Z</published><updated>2006-11-19T12:37:43.346Z</updated><title type='text'>Isto só em  África !...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Claro que não será bem assim, mas os espaços imensos e o isolamento a que obrigam, tornam se propícios ao parecimento de criaturas com bizarras personalidades e atitudes, chocantes primeiro, depois banalizadas pela constância. Não vou começar por uma personagem bizarra. Pelo contrário, trata-se de alguém muito bem educado e ocupando uma posição de relevo em Angola: o Engenheiro Benevides – descendente de Salvador Correia de Sá e Benevides. Era ao tempo Presidente do Instituto do Café de Angola, entidade que me havia encarregado da execução do Documentário "Café de Angola". Tinha pois de filmar em várias instalações daquele Instituto. Fui com um colega de trabalho pedir ao Presidente um documento que nos autorizasse o acesso à Fábrica de Beneficiação de Café, e a recolha das imagens necessárias. O Engenheiro Benevides começou a escrever um cartão enquanto nós o observávamos. Talvez se tenha apercebido da nossa indiscreção. Subitamente suspendeu a escrita, ergueu os olhos para nós, e disse com alguma atrapalhação: "Querido, é o nome do Encarregado da Fábrica." De facto, o que tinha acabado de escrever no Cartão era justamente "Querido". Acabámos por nos rir todos três sem ter pedido desculpa pela indelicadeza da bisbilhotice. No âmbito do mesmo filme desloquei-me à Gabela, na Região do Amboín grande produtora de Café. Levava uma Credêncial do Instituto apresentando-me às Autoridades Administrativas que me dariam o apoio logístico de que precisasse. Também me acreditava perante a C.A.D.A, Compª Agrícola de Angola, cuja Fazenda Boa Entrada, era um exemplo de organização. Administrada pelo Major Corte Real pessoa de uma gentileza não muito fácil de encontrar em terras do interior. O primeiro contacto que procurei foi o Administrador Melício Nunes, de que já ouvira falar, como era inevitável dada a fama que o acompanhava. Era espalhafatoso, sem cerimónias, fazendo e dizendo o que lhe vinha à cabeça. Era tido como meio louco. Nessa tarde mandou-me dizer que estava ocupado, e que o esperasse no Café ao fim da tarde. Assim fiz, e logo que chegámos à fala apresentei a Credencial e, ao mesmo tempo um documento do Instituto dando algumas dicas sobre locais e actividades que conviria destacar. O Melício começou a ler com muita atenção; tanta que a dada altura levanta a voz, olha para mim e exclama: " Festa das Colheitas!? No Olho!..." Que nunca tal coisa fora vista naquela Região. Aproveitou para desancar os autores do documento. Entretanto pedi-lhe que me facilitasse transporte para a CADA, que aliás não ficava longe. Aí, sem negar o auxílio, aproveitou para soltar a bilis sobre o Major. Pelo que pude depreender a questão estava na escolha do Major Corte Real, que optara por mandar construir as residências dos funcionários em terrenos da própria Fazenda preterindo os da Vila, como queria o Administrador. Aliás o "Bairro" da C.A.D.A. estava muito bem localizado e era bastante agradável. Foi por aqui que começaram os "desabafos" do Melício. Perante uma pessoa que acabara de conhecer; à mesa do café, sem o menor constrangimento, abre-se nestes termos, referindo-se ao Major : "ele julgava que com isso me f..., mas quem o f... bem, foi a minha Madrinha que é a Nossa Senhora da Conceição, e que lhe mandou umas boas cargas de chuva quando ele tinha o café a secar nos terreiros". Fiquei tão atrapalhado com a alegada posição da pobre Madrinha, que ainda agora hesitei em escrevê-lo. À noite fui fazendo os meus apontamentos , e anotando aquilo que me parecia mais exequível, e o que julgava mais difícil. Assim foram correndo as filmagens por alguns dias. Quando regressei a Luanda fui informado pelo meu colega Lemos Pereira, responsável pela logística e os contactos na Capital, de que o Engº Benevides tinha urgência em tomar conhecimento do que já estava feito, e do que deveria ainda ser incluído. Com a pressa, não dei ao meu colega os apontamentos feitos sobre o joelho durante o trabalho e que ele teria de decifrar e dactilografar. No dia seguinte o Engenheiro recebeu-nos no Gabinete (o mesmo do Querido ) e pediu os apontamentos que com alguma dificuldade, foi lendo e pedindo esclarecimentos quando lhe parecia necessário. Até que, levanta os olhos e pergunta: "Aqui, onde se fala da Festa das Colheitas, não percebo o que quer dizer no olho." Fiquei pouco menos que siderado. Tinha-me esquecido da surpreendente e curiosa expressão do Melício, e como a tinha "imortalizado" no meu canhenho. Ao mesmo tempo senti um calafrio a percorrer-me a espinha: "e se eu também tivesse "enriquecido" a minha escrita com a referência à Madrinha do Melício !?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-116388861417019223?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/116388861417019223/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=116388861417019223&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/116388861417019223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/116388861417019223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2006/11/isto-s-em-frica_18.html' title='Isto só em  África !...'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-116385755562128915</id><published>2006-11-18T13:38:00.000Z</published><updated>2006-11-18T13:49:42.293Z</updated><title type='text'>EM BUSCA DO TEMPO PERDIDO</title><content type='html'>)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é, Tempo, na verdade,&lt;br /&gt;que busquei a vida inteira,&lt;br /&gt;mas uma grande vontade&lt;br /&gt;de ouvir do Paco Bandeira&lt;br /&gt;a letra duma canção&lt;br /&gt;que não vou esquecer jamais.&lt;br /&gt;Pois  trago no coração&lt;br /&gt;as cinco linhas finais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. . . não adianta&lt;br /&gt;deitar contas à Vida;&lt;br /&gt;a Tremura dos Noventa,&lt;br /&gt;não tem Conta . . .&lt;br /&gt;nem Medida!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que alguém que conheça o poema, tenha a gentileza de mo enviar com alguma presteza:  “Antes que  aumente a Tremura e se acabem os Anos.”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-116385755562128915?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/116385755562128915/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=116385755562128915&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/116385755562128915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/116385755562128915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2006/11/em-busca-do-tempo-perdido.html' title='EM BUSCA DO TEMPO PERDIDO'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-116379869469827610</id><published>2006-11-17T20:49:00.000Z</published><updated>2006-11-17T21:25:49.696Z</updated><title type='text'>Adenda a Alcunhas</title><content type='html'>ADENDA A ALCUNHAS&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;                      (  Fevrº/2006 )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma garota muito bonita, bem disposta, com um sorriso radioso. De físico "mighone", nada faria supor que teria um Alcunha. Mas tinha um. Aliás, ganho por inerência Passo a contar: O Grupo Desportivo da Companhia dos Tabacos, "Os Tabacos" –tout court- ocupava umas excelentes instalações numa fábrica desactivada na Rua da Cruz de Stª Apolónia. Tinha um Salão enorme onde antes se se teriam fabricado milhões de cigarros e com certeza alguns edemas pulmonares. Inicialmente destinado a operários e funcionários da Compª - sócios efectivos - não tinha quase actividade visível. Foi então que a Tabaqueira concordou com a admissão de sócios auxiliares, exteriores à Empresa, sem direito a eleger e ser eleitos. Curiosamente o Presidente perpétuo da Direcção era o Senhor Paixão, figura típica de funcionário antiquado tanto nas ideias conservadoras como no vestuário. Era muito delicado e sempre receoso de uma falta de delicadeza. Gostava muito de discursar, não com muita fluência, mas com gestos dramáticos e tão largos que algumas vezes ficavam parados no ar esperando que se esgotasse a "branca" para então concluir o gesto em sincronia com a frase de efeito. Era difícil calá-lo quando em Assembleia usava da palavra. Era numa dessas brancas que a assistência rompia em aplausos, até que, não tendo outro remédio, suspendia o discurso até uma próxima ocasião. A sua eloquência sempre apoiada em frases "bonitas" tinha um chavão para quando se referia ao Clube e à sua tradição. Dizia muitas vezes com a mão sobre o coração e com uma paragem dramática. " Os nossos Pergaminhos!!!" e empregava o termo com tanta frequência e ênfase que ganhou o "Título"de "Pergamoides" . Foi sob a sua égide que se formaram Comissões que trouxeram mais dinamismo e desenvolvimento ao "Tabacos". Passou a haver aulas de ginástica, luta greco-romana, jogo do pau , ministradas por Mestres competentes e com bastante concorrência de alunos. Organizaram-se Saraus de Ginástica aplicada... e BAILES com muita concorrência de gente dos Bairros de Alfama, Graça, Castelo, etc. A cem metros da Séde, na Calçada dos Barbadinhos, havia um campo de patinagem que passou a ser um local de grande afluência de praticantes e espectadores a apreciarem as evoluções e principalmente, os trambolhões dos aprendizes. Era comum que nos festivais de patinagem artística se incluí-se um número cómico. Geralmente uma tourada, com touro, cornos e tudo, desempenhado por dois patinadores, cobertos por um pano preto, debruçados um sobre o outro, cabendo ao da cabeça, a movimentação dos cornos e a perseguição aos "toureiros". Quando se começou a ensaiar a "Fiesta" houve logo muitos candidatos a boi. Um dos mais insistentes era um moço muito novo que, embora patinando bem, não garantia "idoneidade" do bovino. Enfim tanto serrazinou os organizadores: " deixem-me fazer o boi! Eu vou fazer o boi muito bem!" que lhe proporcionaram um ensaio. De tal modo se comportou que foi aceite, e justamente para a cabeça do boi. Na noite do festival, revelou-se um autêntico "Miura". Foi o herói incontestado do espectáculo. Para além de ter recebido os aplausos do Público, ganhou ainda uma lembrança artística. Mas ganhou&lt;br /&gt;também um alcunha para o resto vida: "O BOI”.Como era ainda garoto, não se importou com o epíteto. Mas a irmã, coitadinha, tão graciosa e simples!... mas era a irmã do Boi, daí que passasse ser a “Vaca”, ...por “inerência”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-116379869469827610?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/116379869469827610/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=116379869469827610&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/116379869469827610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/116379869469827610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2006/11/adenda-alcunhas.html' title='Adenda a Alcunhas'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-116345810118898758</id><published>2006-11-13T22:37:00.000Z</published><updated>2006-11-13T23:39:30.973Z</updated><title type='text'>Isto já não ´+e...</title><content type='html'>“. . .ISTO JÁ NÃO É ÁFRICA!!!”&lt;span class="" style="display: block;" id="formatbar_JustifyFull" title="Justificar" onmouseover="ButtonHoverOn(this);" onmouseout="ButtonHoverOff(this);" onmouseup="" onmousedown="CheckFormatting(event);FormatbarButton('richeditorframe', this, 13);ButtonMouseDown(this);"&gt;&lt;img src="img/gl.align.full.gif" alt="Justificar" border="0" /&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Assim ouvi dos"antigos" quando em 1950 aportei a Angola. Trinta anos depois, surpreendi-me a dizer o mesmo, quando eu próprio me tornara um "antigo". O Dr, Abel Pratas que foi durante a década de 50, Director dos Serviços de Veterinária, tinha uma ordem de classificação por antiguidade, muito própria. Dizia ele: " nos primeiros cinco anos são Ultramarinos; até aos dez anos são Ultramarotos¸ depois dessa data e até aos vinte, são Ultramalandros. Para cima disso, são VENÂNCIOS". Esta última classificação, radicava no "Ódio de Estimação" - aliás, muito bem correspondido - que nutria pelo Comandante Venâncio Guimarães Sobrinho, grande potentado do Sul de Angola onde possuía uma frota pesqueira em Porto Alexandre; fábricas de farinha e óleo de peixe, e ,Armazéns Frigoríficos em Moçâmedes . Uma Moagem em Luanda e:&lt;br /&gt;"the last but not the least".Grandes Explorações Pecuárias na Província de Húila. E por aqui é que "o gato foi às filhós" do Dr. Pratas. Pisavam o mesmo terreno mas em posições, que diria, inconciliáveis. Aqui eu atrevo-me a dar alguma razão ao Director da Veterinária. Tive ocasião de ver, pelo menos, uma situação de grave abuso. Uma Fazenda de gado do Comandante estendia a vedação até menos de cinquenta metros de uma "Chimpaca" (Grandes reservatórios das águas pluviais, construídas pela Geologia e Minas, destinados a abeberar os rebanhos dos pastores nativos durante época seca.). Pois a Fazenda tinha instalado uma conduta de dentro para fora da vedação até alcançar a água da Chimpaca e desviá-la para uso do seu próprio rebanho. O dr. Abel Pratas tinha também os seus hábitos de velho funcionário público desde há muito investido em Cargos de Direcção . Ele tinha sido o Primeiro (?) Director da Estação Pecuária da Humpata,, situada no alto da Serra da Chela, a 1700 metros de altitude, local magnífico para passar férias, mas totalmente destituído de condições para estudar e aclimatar gado bovino que depois iria ser criado em condições climatéricas totalmente diferentes, pois a Humpata constituía um micro-clima irrepetível em qualquer outro ponto de Angola. Aliás Angola era rica em micro-climas.&lt;br /&gt;Tinha o Dr. Abel Pratas construído naquela Serra umas instalações que eram o seu enlevo. Além das infra-estruturas inerentes à criação e estudo de gado bovino, erguera também uma bela Casa, praticamente um Palácio, muito bem situado em termos paisagísticos, com um grande tanque de lavoura que, ficando junto à casa, bem poderia servir de piscina para quem fosse capaz de aguentar a temperatura da água. . .a 1700 metros de altitude, no paralelo 15 abaixo do Equador.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava na altura iniciando as filmagens de um Documentário sobre Pecuária, quando o Dr. Pratas iria fazer uma viagem de inspecção à Humpata, onde nessa altura era Director outro Veterinário, o Dr. Champallimeau. Do ramo pobre, é claro. Muito simpático e atento observador dos ditames do "Todo Poderoso".. Resolveu o Dr. Abel Pratas levar-me consigo de forma a dar orientação quanto aos aspectos mais relevantes a filmar. Logo na primeira manhã fez questão de passear pelo jardim, alias muito bonito, dando instruções ao seu Colega sobre as espécies de flores que no seu entender eram mais próprias para cada canteiro, cada zona de sombra ou de Sol. Devo dizer que o Dr.Pratas era uma pessoa bem educada e sempre me tratou amigavelmente. Só não lhe perdoo o nunca acertar com o meu nome, chamando-me sempre António Silva ou, ainda pior António Sousa, isso sim, realmente ofensivo por razões que me dispenso de relatar.. Não sei se era por dar pouca atenção às opiniões alheias ou talvez houvesse ali o hábito de utilizar "em proveito próprio" as sugestões dos seus subordinados. Vou falar de um pormenor que não passando disso mesmo, de um pormenor, ajuda ao retracto do Senhor Director. Regressávamos num fim de dia dos trabalhos, e passando por uma baixa com uma pastagem muito bonita, limitada por um renque de chorões e onde na altura pastava uma manada de vacas "Frizeland" pretas e brancas, mas que aquela hora tardia, já não era possível filmar. Sugeri que no outro dia logo de manhã, quando a luz oferecesse melhores condições se filmasse um ou mais planos da varanda da casa de onde se desfrutava um panorama magnífico. Na manhã seguinte levantei-me muito cedo para pedir ao Dr. Champallimaux que mandasse colocar as vacas naquele pasto. Qual não é o meu espanto quando vejo o Dr. Pratas já na sala, e encaminhando-se para a varanda, diz: "Óh António Silva, estou a ver um sítio muito bonito para se filmar daqui, com umas vacas a pastar lá em baixo. Não lhe parece ? " Claro que me parecia,. . .já desde a véspera. Mas encaixei, e fiz o plano que ele tinha descoberto, , , naquela manhã.&lt;br /&gt;Este tipo de relacionamento entre "figuras consagradas e influentes" e os restantes mortais, era uma marca da época, daquela "África que já o não era".. Assim, o Comandante Venâncio permitia-se ser contra o Governo de Salazar. Não sei até que ponto seria genuína esta posição, mas dava-lhe uma certa auréola de homem independente e corajoso. Mas a verdade é que se atravessava um tempo de facilidades, e de ausência de burocracias e receios que não podiam deixar de agradar a quem vinha de uma Lisboa de complicações e receios de tomar iniciativas que fossem contra o marasmo e que pudessem beliscar os interesses instalados. Das coisas que mais me impressionaram foram as facilidades concedidas para a execução dos meus trabalhos de Cinema Por exemplo: para as deslocações através da imensa Angola, tinha todos os transportes assegurados. Seja através das Autoridades Administrativas que no interior detinham praticamente todos os poderes de decisão. Seja nos Transportes Aéreos, aos quais tinha acesso mediante um curioso Livre Trânsito passado pela Direcção dos Serviços de Portos, Caminhos de Ferro e Transportes, ( de todo o género) Chegava a ser caricata a forma de que se revestiam essas facilidades. O Livre trânsito, assinado pelo Director, Engenheiro Kopke foi-me entregue, para exibir em qualquer Delegação da D.T.A. ou mesmo junto dos Comandantes dos Aviões em qualquer ponto do território onde houvesse apenas uma simples pista de aterragem. Esse L.T. estava passado sobre uma simples Senha de Expedição de Bagagem dos Caminhos de Ferro, e da qual constava que, "fulano, tem direito a passagem, prioritária em qualquer percurso" das Linhas Aéreas, ainda integradas nos Serviços de Transportes, mais tarde tornadas autónomas, com a sigla DTA. Mas de facto, só naquela África (que já o não era) podia ter crédito junto da Aviação Comercial um papelinho de má qualidade e pior impressão e mais pequeno que um postal. Foi precisamente com um destes “papelinhos” que embarquei em Luanda num D.C.3 rumo a Nova Lisboa. Aí embarquei num segundo avião. Este era um "Dragon-Rapid", bi-motor, bi-plano para oito passageiros. Curiosamente fora com estes aviões que a TAP iniciara as carreiras regulares Lisboa-Porto., aí pelas décadas 30/40, e foi também com eles que se iniciaram os Cursos de Paraquedismo Civil em Luanda nos anos sessenta.. A carreira deste pequeno avião não era ,pelo contrário, nada pequena. Partindo de Nova Lisboa, escalava Quipungo, Caconda, Sá da Bandeira, Moçâmedes, Porto Alexandre e Baía dos Tigres, cerca de 900 quilómetros. A propósito: à entrada da Baía, que se desenvolve no sentido Norte/Sul, por 37 quilómetros da Barra, ao Saco já perto da margem direita do Cunene e quase junto à Foz. Esta é, segundo julgo saber, a segunda mais extensa do Mundo. A primeira será a de Hudson nos E.U. Na Povoação situada na Restinga, grande areal ao nível do Mar, funcionam, as Pescarias e Fábricas de Farinha e Óleo de Peixe. Todas as construções são em "palafita" por causa dos ventos fortes (garoas?) que levantam grandes nuvens de poeira e acabariam por cobrir as edificações, todas elas de um só piso. . Também a garoa é responsável pelo reduzido tempo de vida das viaturas. Constava que o record de tempo antes de gripar pertencia a uma carrinha que durara OITO meses. A Costa, em frente é bem mais alta, formada por uma duna de areia muito branca listrada de areia negra por uma considerável extensão. Teria este "tigrado" dado origem ao nome da Baía ? Assim o ouvi, assim o passo adiante. . A aterragem na Baía dos Tigres, e a consequente descolagem, revestiam-se de um "dramatismo" à beira do caricato. Da borda do Mar partia um caminho em lajes com pouco mais de dois metros de largo e cerca de duzentos de extensão que termina justamente no Adro da Igreja. É a Pista de aterragem!. Eu diria: "Aterradora" Foi a primeira vez que vi uma sólida Igreja de pedra a encaminhar-se velozmente para o nariz do "meu" Avião, até se imobilizar: ela e o meu Coração, junto do Adro.. Ninguém me avisara disto! . Mas tudo correu bem daquela vez e em todas as outras das várias em que ali aterrei. Agora o caricato: parado o avião, dois homens pegaram na cauda, rodaram-na 180º e levaram o aparelho de volta ao início da Pista.. À descolagem voltámosa ver a Igreja a vir ao nosso encontro até desaparecer debaixo do trem de aterragem.&lt;br /&gt;Permito-me voltar a Nova Lisboa para descrever a tripulação desta carreira semanal. O Piloto era o Alves, figura muito conhecida em todo o Sul de Angola. Era natural de Nova Lisboa onde tinha uma "chitaca" que cultivava entre uma viagem e outra. Era de estatura elevada para tão pequena aeronave. Antes de entrar no avião tinha de tirar o boné do fardamento e mesmo assim roçava com o alto da cabeça no tecto do aparelho. Gostava de fazer uma experiência para distrair os passageiros da monotonia da viagem. Deitava o braço fora da janela, e a corneta de aviso de perda de sustentação não se calava enquanto não recolhesse o braço. O Rádio Telegrafista era o Arroube, que também estava adstrito àquelas carreiras do Sul. Faziam uma bela equipa. Nesta minha primeira viagem naquele percurso, o que me interessava era sobrevoar a Foz do Cunene, onde se estava a construir uma Estação de Captação de Água do Rio para abastecimento da Vila,&lt;br /&gt;através de uma conduta de trinta e sete quilómetros. Até àquela data a provisão de água era feita por um navio tanque vindo periodicamente de Moçâmedes. Justamente naquela altura o Mar tinha rompido a barreira natural de areia que o separava do Saco da Baía. Tínhamos trazido de Moçâmedes o Engº responsável pela Obra que fez connosco a viajem até à Foz. Mas, qualquer coisa se bizarro se passou, Avistáramos dois "guelengues", magníficos antílopes de grande porte, correndo pelas dunas. O Alves era um caçarreta compulsivo e, por coincidência levávamos a bordo duas carabinas destinadas à equipe de construçãoque vivia num acampamento junto à margem do Rio, e assim poderia abastecer-se de carne de caça. O Alves não hesitou, deu ordem ao Arroube para informar Moçâmedes de que iriamos aterrar na Praia junto da Foz do Cunene. Assim se fez e a comunicação foi mantida até que o avião parasse os motores e o Radio- telegrafista desse o serviço por terminado. Desta forma em Moçâmedes saberiam que tudo tinha corrido bem. ( um à parte: naquela "África que já o não era" ainda se aterrava o Avião da Carreira Comercial numa praia deserta, a um milhar de quilómetros da Base, só para ir à caça! ) E lá saímos todos em perseguição dos Guelengues, com o Alves a correr desenfreadamente à nossa frente de arma em punho. Mas os antílopes que estavam dispensados de formalidades de fronteira, lançaram-se ao Rio e passaram para o lado da África do Sul. (ainda não se chamava Namíbia) Foi uma grande desilusão para o Alves e para os trabalhadores da Captação. Mas era já muito tarde para voltar para trás a tempo de aterrar sequer na Baía ainda com luz de dia. Foi necessário voltar ao avião, pôr os motores a trabalhar, estender a antena pelo chão e comunicar a Moçâmedes que ficaríamos ali até ao dia seguinte. Assim, não pude fazer o meu trabalho. Fomos dormir e jantar (carne seca que estava uma delícia, pelo menos até ao dia seguinte quando vi carne a secar ao Sol. Dormimos debaixo de um toldo de Camião que estava apeado. Frio: o do Deserto, quase à beira de um grande rio, a poucas centenas de metros do Mar... no Paralelo 17. No dia seguinte retomamos a viagem para Norte: Baía dos Tigres, Aqui o Administrador Lúcio ofereceu-nos VINTE PESCADAS – 20.. parece estranho tanto peixe, mas nem tanto assim. A pescada daquela latitude é a única em todo o litoral de Angola. Para Norte de Porto Alexandre as águas começam a ser menos frias e a pescada já se não dá. Mas esta da Baía é de excelente qualidade mas... é fraca para obter óleo ou mesmo farinha. Isto é, não tem valor para as l. Fábricas locais.. Na viagem de regresso a caminho de Nova Lisboa, voltamos a aterrar em Quipungo. Como ainda era costume naquela "África"... a pista encheu-se de gente vinda das libatas das redondezas, principalmente crianças que, e ainda durante bastantes anos, não se cansavam de olhar com admiração e algum temor para aqueles estranhos pássaros com brancos dentro. Mas tive ali a grata surpresa do encontro com um Amigo: o Dr. Gardete, veterinário que&lt;br /&gt;ali estava colocado há já algum tempo. Foi então que me lembrei de que parte do pescado me pertencia, e ofereci-o ao meu Amigo que o recebeu, literalmente, como uma Maná do Céu. O que ainda me restou ficou para o Alves e o Arroube, visto que o não poderia levar para Luanda.&lt;br /&gt;Na carreira seguinte, uma semana depois, tornei a fazer tudo de novo, desta vez com êxito. Na Baía repetiu-se o brinde das pescadas. Quando aterramos em Quipungo já lá estava o Dr. Gardete, desta vez munido de uma cesta de razoáveis dimensões. Perguntei: " como é que soube?" - "Cheirou-me a peixe; por alguma razão sou veterinário!"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; Ainda hoje tenho saudades daquela "África que já o não era," da Angola que foi a "Minha Terra" durante os melhores 29 anos, 8 meses e 10 dias da minha Vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-116345810118898758?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/116345810118898758/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=116345810118898758&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/116345810118898758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/116345810118898758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2006/11/isto-j-no-e.html' title='Isto já não ´+e...'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-116283835702908691</id><published>2006-11-06T18:34:00.000Z</published><updated>2006-11-06T18:41:42.776Z</updated><title type='text'>Porque cobrirão o Povos d'Arábia</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;..”porque cobrirão os Povos d’Arábia"&lt;br /&gt;com escuras vestes sua escura pele?&lt;br /&gt;É porque eles são uma Gente Sábia,&lt;br /&gt;e escondem assim a esquálida magreza.&lt;br /&gt;Mas luzindo alva e longa "Kabaia"&lt;br /&gt;usada até, com certa gentileza,&lt;br /&gt;igual a donzela que vestisse saia,&lt;br /&gt;sobre um corpo robusto e anafado:&lt;br /&gt;Eu Vi-te ali no José do Talho&lt;br /&gt;a esquartejar uma exangue carcaça&lt;br /&gt;inebriado com um tal trabalho,&lt;br /&gt;até quase te esqueceres da desgraça&lt;br /&gt;de te julgares herdeiro dos "Sunitas".&lt;br /&gt;Mas conhecendo eu o Pai e o Filho,&lt;br /&gt;não tenho mais dúvidas: vocês são "Xiítas"!!!...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-116283835702908691?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/116283835702908691/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=116283835702908691&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/116283835702908691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/116283835702908691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2006/11/porque-cobriro-o-povos-darbia.html' title='Porque cobrirão o Povos d&apos;Arábia'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-116276839239302043</id><published>2006-11-05T23:07:00.000Z</published><updated>2006-11-05T23:30:58.750Z</updated><title type='text'>Ao demandar as Índias</title><content type='html'>Ao demandar as Índias...saberia&lt;br /&gt;o Grande Gama, aquilo que buscava?&lt;br /&gt;mas indo ao “cheiro” da Especiaria&lt;br /&gt;e não sabendo bem onde encontrá-la,&lt;br /&gt;foi perguntando a quem quer que via,&lt;br /&gt;até esbarrar com um Tigre de Bengala&lt;br /&gt;e lesto perguntou: “Oh!  bom, ceguinho:&lt;br /&gt;onde fica o Manel da Mercearia?”&lt;br /&gt;“Vai chamar cego ao Camões. Oh velhinho!&lt;br /&gt;Se quereis Canela, Pimenta do Reyno,&lt;br /&gt;é mister que procureis Dom Belmiro&lt;br /&gt;que tudo compra e vende por atacado&lt;br /&gt;- pessoa que, aliás muito admiro –&lt;br /&gt;  e  que é do Colombo associado&lt;br /&gt;  em Chás, Cafés, Pastelaria Fina.&lt;br /&gt;  Eu sou o Nobre Tigre de Bengala.&lt;br /&gt;  Repara com quanta Graça Felina&lt;br /&gt;  e quanta maestria ao manejá-la!...&lt;br /&gt;  Melhor do que eu só a Mão feminina&lt;br /&gt;  da Graci...osa “Tigreza de Bengala”.&lt;br /&gt;  Junta mais esta à tua Colecção&lt;br /&gt;  pr’a que sempre recordes, ao olhá-la&lt;br /&gt;  a  Sincera Amizade do&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-116276839239302043?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/116276839239302043/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=116276839239302043&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/116276839239302043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/116276839239302043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2006/11/ao-demandar-as-ndias.html' title='Ao demandar as Índias'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-116170477675504092</id><published>2006-10-24T14:30:00.000+01:00</published><updated>2006-10-29T01:15:22.920Z</updated><title type='text'>Uma manchinha de sal</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Corria o ano de Mil Novecentos e Cinquenta, Acabara de chegar a Angola. Comecei a andar de carro pelo interior – o "mato"- como era geralmente designado – e tudo me amedrontava e surpreendia. E se, com os anos e as muitas viagens, deixei de me amedrontar, cada vez mais me surpreendi, maravilhei e... horrorizei com as obras da Natureza: desde as mais belas e delicadas flores, às mais frondosas florestas, aos rios caudalosos. . . às destruidoras enchentes e à desertificação de regiões imensas.E aqui chegado, estou onde queria: no Deserto de Moçâmedes, onde, às mais desoladoras paisagens se sucedem outras de fascinante beleza. No entanto não deixa de ser um Deserto, cuja vastidão, silêncio e isolamento nos fazem sentir tão pequenos, como na realidade somos. Creio ter ouvido de um Geólogo a explicação para a persistência das secas nesta Região. se bem entendi, devem-se a dois factores diversos mas que se completam: a Serra da Chela com os seus quase dois mil metros, que desce até ao nível do Deserto formando uma parede quase a prumo com diversos quilómetros de largura. As chuvas abundantes na&lt;br /&gt;Serra, são impedidas de avançar para Oeste em direcção ao Mar, porque os ventos são constantes e fortes soprando sempre do Mar para terra durante muitos anos O ano de 1950 foi o primeiro ano de chuvas depois de oito anos de seca. Durante os meus trinta anos de Angola não me lembro de ver chover no Deserto mais do que duas ou três vezes.. Recordo-me que, descendo eu a Serra pela estrada de Moçâmedes debaixo de forte chuvada, vi correndo a gtande velocidadqe um carro vindo do lado de Moçâmedes levantando grande núvem de poeira. Ao chegar ao sopé da Serra, a poeira cessou subitamente e o carro entrou nas chuvas como se se tivesse aberto uma cortina. São tão constantes os ventos do Mar que, e eu aprendi isso logo na minha ida ao Deserto que quem se perca ou tenha o carro avariado, deverá esperar pelo anoitecer, e caminhar sempre com o vento a mais ou menos 45º pela esquerda. Assim irá ter inrfalivelmente à Costa onde existem muitas pescarias. onde encontrará socorro. NUNCA precisei, felizmente!... A Natureza, ao logo de milénios, desertificou imensas parcelas da Terra. Mas, sem ter "vontade própria", fê-lo com toda a "inocência". Mas a Humanidade, em plena consciência, pratica contra Ela, toda a casta de crimes ecológicos, devastações, etc., cujos efeitos, mais tarde ou mais cedo virá a sentir, e a pagar . . .com juros. Circuito fechado afinal! Mas a que vem tudo isto? Acho que foi o mistério e o fascínio do Deserto que me desviaram do rumo que me propusera, e me impuseram um outro. Porque me facilita a narrativa, permito-me passar do Deserto de Moçâmedes "conseguido por meios naturais" para outro quase artesanal Em Catete, a cerca de setenta quilómetros de Luanda fui encontrar terrenos completamente degradados, até ao subsolo. Porquê, e como, fui isto possível ? Pelo regime de concessões que eram requeridas tanto por Grandes Empresas Agrícolas, como por simples cidadãos, muitas vezes sem suficiente capacidade profissional e/ou económica. Não tenho nada a opor, pelo contrário, todos têm direito à Vida, independentemente do "tamanho". Espanta-me somente a aplicação de um principio democrático num tempo e num país que o não eram. Mas se dou graças pelo princípio, lamento o "Como". As concessões de terras eram dadas a quem as pedia mediante a apresentação de um "croquis" da área pretendida, acompanhado de uma declaração autenticada pelas Autoridades da Zona, comprovando não haver ocupação humana na área. Claro que bastas vezes se "provava" a ausência de vida que, a ter existido só atrapalharia. Mas a verdade é qua as pessoas, muitas delas, não tinham bem a noção de como as questões oficiais se processavam. Já agora aqui vai um caso paradigmático que me foi contado pelo Engº Agrónomo Mesquitela, Director da Estação do Instituto do Café na Gabela ou em N’Dalatando, não posso precisar: Alguém terá apresentado às Autoridades competentes, um pedido de concessão de X h acompanhado da declaração e do "croquis" da área que se estendia por alguns hectares dos terrenos. . . no Instituto. Voltemos porém a Catete que é um bom exemplo As terras requeridas naquela zona destinavam-se a grandes plantações de algodão, cultura muito exigente, que esgota a terra rapidamente, se a esta não forem restituídos os princípios que o algodão "sugou". Para além disso deveria ser feita rotação de culturas, o que raramente se fazia, ou não se fazia de todo. Os terrenos de Catete passaram a ser explorados por uma Grande e conhecida Empresa, e quando digo explorados, uso a palavra na sua mais violenta acepção. Os terrenos foram exaustivamente cultivados, até ficar o subsolo à vista, sem a mínima capacidade de produzir, sequer, hortigas . Mas não faz mal, dirão o pequeno agricultor inculto e o Ilustre Empresári: "não faz mal. O terreno não é meu (nosso) vamos já requerer outra concessão aqui ao lado". E assim se arruinaram as terras de Catete. Era doloroso ver o terreno no "caroço", a ser lavado e levado pelas chuvas e a deixar grandes fendas que mais facilitavam a velocidade da água e a erosão da terra – perdão! do terreno, "a terra o lucro a levou". - Ninguém me contou. Eu o vi, e filmei para o Documentário Cinematográfico " Luta Contra a Erosão". Está portanto, tudo devidamente documentado. Passados alguns anos tive ocasião de presenciar, e filmar – como o Homem, melhor dito: - dois homens; exactamente dois; poderam em poucos dias fazer o que à "pobre" Natureza levaria milénios. Refiro-me à "feitura" de Desertos. No Sul da Huíla e no Quando-Cubango, uma grande Empreza Mineira explorava Ferro. Neste minério como noutros: asfalto, zinco. mica, volfrâmio, manganês e, se não erro também o cobre: as explorações eram feitas a Céu-Aberto. "Oh! deuses! quando é que, pelo menos uma vez na vida, chegarei directamente ao fim de um relato!? Não posso ocultar este episódio, Rodava nesta altura o Documentário "Panorama Mineiro de Angola", como todos os outros, encomendado pelo Estado. Para tanto era possuidor de uma Credencial do Governo Geral, que me abria todas as portas das Emprezas do Sector... Todas não: presente a Credencial no Escritório da Diamang em Luanda, bastou um telefonema para a Lunda, e eu recebia um rotundo não. Puz a questão no G.Geral e a resposta foi: "bem, se eles não querem..." Assim, quanto a Minas, o Panorama ficou-se pelo quintal. As Minas de diamantes, de longe as mais e importantes... não existiam.A seguir em importância era, assim o julgo, o FERRO. Foi nesta última Exploração que, numa planície a perder de vista, já quase inteiramente descascada, presenciei o trabalho de duas gigantescas máquinas encarniçando-se contra um resto de terreno com uma árvore no meio. A única até ao horizonte .Apercebi-me do que iria acontecer. Filmei uns metros daquele processo sumário de desertificação; esperei duas ou três horas. As máquinas afastaram-se e voltei a filmar. Era o deserto completo: nem capim verde, arbustos, árvore enfim, nem Natureza. Assim se fazem "à mão" e em poucos dias, zonas desérticas, embriões de futuros autênticos Desertos ". Foi um momento de emoção. ! Havia quem fosse tão “previdente” que pedia logo uma área maior do que podia cultivar, não para fazer rotação de culturas, como seria correcto. Mas para o explorar até à exaustão. Os terrenos de Catete foram levados a este estado por uma grande e conhecida Empresa. Não assisti a este processo de degradação, anterior à minha chegada a Angola. Mas fiz, nos anos cinquenta , um Documentário sobre a “Luta Contra a Erosão”, assim se intitulava. Por indicação dos Serviços de Agricultura, ao tempo dirigidos – se me não atraiçoa a memória – pelo Engenheiro Guilherme (?) Guerra. Filmei os terrenos de Catete entre outras desgraçadas zonas. Tive ainda a oportunidade de filmar, no âmbito da mesma, luta, o cultivo segundo as curvas de nível (como as do Douro) e ainda a defesa de povoações como Sanza Pombo no extremo Norte do Distrio do Uije, ameaçada por três enormes ravinas que caminhavam já quase dentro da Povoação. Aí tive a felicidade de filmar na mesma ocasião três fases sucessivas da luta vitoriosa da perseverança e do saber dos técnicos da Geologia e Minas e da Agricultura. Uma das ravinas já tinha sido dominada, estava terminada e já revestida da vegetação que lhe permitiria resistir às maiores chuvadas da Região. Outra estava em fase de realização, o que permitiu compreender toda a complexidade dos trabalhos. Uma terceira estava ainda em estado "selvagem" e deixava antecipar o perigo que a Vila correria se não lhe pusessem travão.Também a Avenida do Alto das Cruzes, frente ao Cemitério do mesmo nome em Luanda que chegou a ter uma só faixa de rodagem foi defendida e recuperada pelo sistema de "rampiamento". Feita em meados da década de cinquenta revelou-se uma obra definitiva: em fins de setenta e nove, quando deixei Luanda, estava "como nova". Não havia sinais de erosão, quase um quarto de Sèculo depois. No Sul de Angola, nas Minas de Ferro de Cassinga, filmei ( quase) o princípio da destruição – os ténicos chamam-lhe "desmonte" do Morro de Chamutete, ex-libris do local a que deu o nome. A destruição iria ser completa. Era todo minério: FERRO!, O Pintor Neves e Sousa que por lá andou antes de mim, imortalizou-o num magnífico quadro.&lt;br /&gt;Para o desmonte do Morro foi usada uma das enormes máquina a que já me referi. Empurrada&lt;br /&gt;por um não menos potente buldozer, abria a barriga e com uma lâmina raspava e "engolia" literalmente o capim e o terreno que era afinal o minério, andando à volta do morro desenhando uma espiral do alto do Morro fazendo-o cada vez mais baixo até "à solução final:" um terreno raso, . . feio e inútil. Felizmente não vi esta fase; deduzo. A explicação dos técnicos, era que naquele local o minério possuía alto teor de ferro. Informações a utilizar na locução do Doumentário “Panorama Mineiro de Angola” O que eu pretendo com tão longa e com certeza maçadora prosa, é acentuar, como digo no início, que os homens ultrapassam a Natureza na eficiência e rapidez na destruição do Planeta. Também não é grande proeza: senhores como são, de maquinas e tecnologia de que a Natureza não dispõe. "Assim também eu!" Não foi esta a primeira e, muito provavelmente não será a última vez que saio de um "Título" directamente para um caminho que nada tem a ver com o que seria de esperar. Não sei explicar o porquê, e nem me vou flagelar por isso Desta vez julgo merecer um pouco de compreensão É que a ideia do episódio me surgiu quando atravessava o Deserto de Moçâmedes vindo de, Pediva, Virei ? a caminho do Lubango, não me recordo e também não é importante. O que é importante é que já estava muito longe da última refeição, e não sabia a que distância estaria da próxima Finalmente encontrei numa isolada estrada uma miserável loja de comércio,, isto é, de vender principalmente alcool. Comeria de quase tudo o que houvesse (menos mocotó). Apareceu-me o lojista, um homem que, se o visse noutro ambiente, diria que tinha uns bons (maus) sessenta anos. Ali bem poderia ter cinquenta. Perguntado disse-me que só me poderia arranjar uns ovos mexidos. Aceitei como a um manjar dos deuses. e o homem veio por numa mesa à porta, debaixo de um arruinado telheiro., um prato de esmalte um tanto esbotenado e um garfo de ferro que limparia a um guardanapo, se o houvesse. Sentou-se à minha frente para conversar. A coisa que ele mais desejava e de que mais precisava, embora talvez não se desse conta disso. Tudo ali mostrava pobreza, abandono, desmazelo. Enquanto lá dentro alguém se ocupava dos meus ovos, fomos conversando até que ele se levantou, foi lá dentro e trouxe-me uma frigideira para cujo aspecto evitei olhar Despejei literalmente os ovos para o prato e iniciei um feroz ataque enquanto olhava para o meu interlocutor. Primeira garfada, primeiro enjoo: os ovos não tinham levado ponta de sal. Disse isso ao homem que soltou um berro na língua local e pouco depois surge-me uma velha "mumuhila" com o "traje" tradicional, isto é, uma tanga e o ressequido peito cobrindo a nudez do tronco.. A "limpeza" também era a tradicional e a possível naquela região. Temi que tivesse sido ela a mexer os ovos. Como não dei notícia de mais ninguém em casa, procurei distrair a atenção ouvindo o meu hospedeiro. Mas como precisava do sal olhei novamente para a mulher que me estendia amigavelmente a mão. Na palma daquela mão negra brilhava por contraste uma "manchinha" de sal. A Alma não me caiu os pés porque já tinha caído antes, olhei para o homem que olhava para mim, suspendendo a conversa, à espera que eu me servisse. Que podia eu fazer? Servi-me do sal, comecei a falar com certa rapidez, e enquanto atraía atenção dele fui espalhando o sal à volta do prato, do lado de fora, entenda-se, não digo rezando que não sei, mas desejando que ele não desviasse os olhos dos meus. Consegui. E, consegui, sobretudo comer os ovos mexidos sem ponta de sal.. . .e sem vómitos.Esta estória não é filha única. Havia muitas outras por Angola fora...&lt;br /&gt;.Agora, Porquê manchinha ? porque era pouca quantidade, se fosse maior porção seria mancheia de sal.- Estas expressões explicam-se por si só.&lt;br /&gt;Nem mancheia tem a ver com Mão, nem manchinha com Mancha .&lt;br /&gt;Assim se falava no meu Bairro nos longínquos tempos da minha juventude&lt;br /&gt;.Espero e desejo que por lá se diga finalmente Mão cheia... e que seja de Pão, Amor e Felicidade !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-116170477675504092?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/116170477675504092/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=116170477675504092&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/116170477675504092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/116170477675504092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2006/10/uma-manchinha-de-sal_24.html' title='Uma manchinha de sal'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-116136846916515814</id><published>2006-10-20T19:00:00.000+01:00</published><updated>2006-10-20T21:09:50.876+01:00</updated><title type='text'>O soldado mestiço</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Grupo de Artilharia Contra Aeronaves, ( G. A..C A ). Cidadela de Cascais, Janeiro 1938.Na Secretaria desta Unidade trabalhavam dois Tenentes: o Torrado, Barranquenho de origem, com idade de general, mas a cujas Estrelas nunca teria acesso, dada a sua condição de "Tarimbeiro." O Chefe da Secretaria, era o Tenente Anibal Cipião Formosinho e Silva, (Silva Reis). Tinha sempre um ar carrancudo, sem um sorriso a iluminar-lhe o rosto trigueiro e preocupado. Talvez temesse outra Guerra Púnica entre os seus nome e sobrenome. Neste caso uma Guerra intestina&lt;br /&gt;em que ele próprio seria um Novo Cartago . ( na verdade há. Padrinhos...Realmente!!!) A sua alcunha já vinha de anteriores incorporações: "Quinas-Quinas", termo antecipando possíveis castigos, e que o Tenente Silva Reis usava, acompanhado de ameaçador abanar da cabeça. Na verdade, nunca o vi participar de alguém, e pessoalmente sempre me deu o tratamento formal de Oficial para Cabo., sem arrogância,, e nem mesmo um certo desdém notável num ou outro oficial, e até...em sargentos. Além dos Oficiais havia o Furiel Chambel (que mais tarde encontrei&lt;br /&gt;Tenente na Guerra de Angola)  e um cabo amanuense.  E a que vem este longo exórdio? Apenas para localizar a acção e o ambiente, na altura em que os mancebos apurados iam chegando, munidos das respectivas Guias de Marcha. Recebidos, era-lhes atribuído um número. A partir deste momento, eram Soldados Recrutas. Naquele Ano, entre os voluntários apresentou-se um rapaz Mestiço que foi objecto da mesma rotina de sempre, e tornou-se Soldado Recruta tal como os conscritos. Algum tempo depois, ainda no decorrer da Recruta chegou à Secretaria um Ofício do Governo Militar a mandar licenciar o recruta em causa. Como é óbvio, não tive acesso ao Documento que era confidencial, mas foi como se o tivesse lido porque foi tal a surpresa e até uma contida indignação, que os Oficiais vinham à Secretaria falar com os seus camaradas sobre o assunto e, assim um Documento que era suposto ser secreto, tornou-se de domínio público. O moço era impedido de seguir a carreira militar, por ser de Cor. Inesperadamente, entra pela Secretaria dentro o Tenente Silva, há pouco tempo na Unidade. Trazia com ele dois recrutas: o descriminado e um outro. Aponta os dois, e em tom exaltado pergunta ao seu Camarada: “Vejam lá qual destes dois é que é preto?” Realmente um, mestiço claro, exibia feições Caucasianas, enquanto que o outro, sem dúvida de raça branca, a julgar pela cor, apresentava os traços negroides de um legítimo africano. Claro que não houve nada a fazer. Tropa é Tropa, ordens não se discutem , e o rapaz foi-se embora.&lt;br /&gt;Um ano antes, 1937, o Comandante da recruta era o Tenente Andrade, alto, forte, porte atlético nos seus quarenta e tantos anos. Na altura dos factos narrados, continuava no Grupo Contra Aeronaves, exibindo , certamente com orgulho, a sua cor que inculcava a sua origem Caboverdeana. Porém, o moço mestiço, com o mesmo tom de pele e, talvez com as mesmas origens, foi expulso da mesma Unidade, do mesmo Exército. Sabe-se lá quanta mágoa, quanta revolta não guardaria no seu Coração para toda a Vida. Mas Tropa é Tropa. E de racismo "nunca se ouviu falar" em Portugal.&lt;br /&gt;E quando em Angola, nos anos sessenta, a propaganda oficial apregoava aos quatro ventos o Portugal Multirracial,  Quando se distribuíam Bilhetes de Identidade que as Autoridades não respeitavam. Quem,  tenha vivido em Angola não pode esquecer-se da  frase chocarreira:&lt;br /&gt;"São voluntários da corda." Mas não se tratava troça, mas de  verdadeiras cordas, ligando uma fila de mulheres e crianças  levando à cabeça  "quindas" com  pedaços de morro de  "salalé" *&lt;br /&gt;para arranjar estradas.  Não posso deixar de  recordar o ano longínquo de 1938, e o&lt;br /&gt;                                                   Soldado Mestiço.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-116136846916515814?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/116136846916515814/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=116136846916515814&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/116136846916515814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/116136846916515814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2006/10/o-soldado-mestio.html' title='O soldado mestiço'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-116068217176087778</id><published>2006-10-12T20:24:00.000+01:00</published><updated>2006-10-20T08:45:11.876+01:00</updated><title type='text'>O Sentido das Proporções</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A intenção parece ser a de vender relógios. Muito respeitável ramo de comércio. Nada contra, portanto. O Sr Scolari é um credenciado treinador de futebol. Nada a contradizer (até ontem). Mas este respeitável Senhor aponta para nós - milhões de pessoas - o seu dedo em riste e diz: "A história da vossa Selecção é a vossa História. &lt;strong&gt;A História de Portugal !!!" &lt;/strong&gt;E logo uma voz vigorosa, mas escondida atrás do "off", anuncia o verdadeiro e, repito, respeitável direito a vender relógios: ... "com a assinatura do HOMEM que mudou o Rumo da Nossa História!!!" E essa Glória ninguém lha tira!". Eu bem gostaria de fazer um comentário da minha lavra, mas como num filme português, dizia o Vasco Santana: "fenéce-me a corage." &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-116068217176087778?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/116068217176087778/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=116068217176087778&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/116068217176087778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/116068217176087778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2006/10/o-sentido-das-propores.html' title='O Sentido das Proporções'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-116040518765023504</id><published>2006-10-09T15:44:00.000+01:00</published><updated>2006-10-11T22:59:41.790+01:00</updated><title type='text'>O Argolista</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Luanda, 1950. Hotel Turismo ao tempo o melhor de Luanda. aliás, não me recordo de nenhum outro naquela data. Afinal dou-me conta de que estou cometendo uma injustiça ( isto de escrever de memória a cinquenta anos de distância, só pode dar disparate). E deu: o "Turismo" ficava na Avenida dos Restauradores de Angola ao lado da Sé. Mas nas ruas das traseiras, havia dois hotéis bastante mais modestos, um destes, o Hotel Paris, enquanto o outro do mesmo nome estava na altura,a ser demolido dando lugar a um Largo frente à Livraria Lello. O "Turismo"era o melhor. Anos mais tarde foi demolido, e no mesmo local nasceu o novo Hotel Turismo. este Hotel, era propriedade dum Snr Almeida, pessoa muito simpática com os clientes. Mas era patrão. Chefe de mesa era o Pinho que mais tarde se viria a tornar dono do Hotel. Como seu ajudante tinha um rapaz muito novo. Não sei definir bem, mas não teria ainda vinte anos. Era muito delicado, duma "delicadeza" aprendida à pressa, que por vezes se tornava um pouco ridícula. Era de uma ingenuidade que fazia dó, e que acabava por torná-lo vítima de partidas quelhe faziam os comensais mais antigos e (estúpidos) que o levavam a creditar nas mais disparatadas coisas. Tinha veleidades de poeta. Quem não tem naquela idade?. Costumava mandar, até aqui sem sucesso, as suas obras poéticas para o Diário de Luanda que tinha, ao Domingo, uma página aberta à colaboração dos leitores. Até que uma manhã aparece eufórico com o jornal na mão, quase gritando: "O Diário publicou os meus versos!" e foi mostrá-los aos hospedes e comensais que enquanto esperavam pelo almoço se sentavam numas cadeiras postas à porta a fingir de esplanada. O primeiro a pegar no kjornal foi o Administrador do Concelho. Leu com atenção e depois com uma gargalhada, devolve-lhe o jornal e diz alto e bom som "Estes versos não são seus . São do António Sérgio!" Mas o rapaz reagiu com com uma indignação e uma segurança, de todo inesperada numa pessoa habitualmente tão tímida e até humilde. "Claro que são meus, eu até assinei aí em baixo : António Sérgio!!"”. O infeliz não sabia do "outro." Lá lhe explicaram que dada a identidade de ambos, seria melhor escolher um pseudónimo. Mas ele não se convenceu muito. Não disse, mas pensou: "assim ninguém saberá que sou eu". Pouco tempo depois, numa manhã em que pedi o mata-bicho mais cedo, e estávamos sós na Sala, veio com cara de choro, dizer-me que o Sr. Almeida o tinha despedido a partir do fim do mês.. Ele estava sozinho em Luanda não teria para onde ir morar. Ao mesmo tempo pedia conselho sobre uma carta que tinha dirigido ao patrão. Mostrou-ma. Li e fiquei varado. Era naturalmente a linguagem dos versos que teria escrito. cito de cor: "quais espadas(*) atravessando o meu coração foram as palavras de ªExª (*) “ e termina: de Vxª Exª servilmente” e assina. Percebi que ele não conhecia o significado das palavras, mas tomava-as como fomas de delicadeza, de deferência. Com todo o cuidado que pude, tentei convencê-lo a modificar o início e o fim da carta. "Mas eu já a entreguei. Esta é só uma cópia para mostrar às pessoas amigas " Se antes ficara varado, agora fioquei siderado. O certo é que o Sr. Almeida reconsiderou, ou cedeu às "sùplícas" dos hóspedes e não mandou embora o rapaz. Entretanto, tinha resolvido ficar em Angola e mudei-me do hotel para uma residência. De tempos a tempos encontrava o Sérgio muito desgostoso, por não conseguir "triunfar na vida" Lá procurava animá-lo, tanto quanto era possível num fugaz encontro de rua. Confidenciou-me que o emprego que inha arranjado na Fazenda(?) não o satisfazia. Entretanto estive fora de Luanda cinco anos e quando regressei fui ver um sarau de ginástica que um vago conhecimento meu iria promover, comemorando o primeiro aniversário da inauguração do seu Ginásio.Mas algo me pareceu contraditório. Quando se fala de ginástica e ginastas tem-se a ideia de pessoas fortes, bem constituidas Ora o Mestre era a negação dessa ideia . Ele não excedia os meus padrões (1,63 m. naquele tempo, 1,61 actualmente) . Fraco reclame para um ginásio e para o professor. Mas tudo, correu bem com uma classe infantil bem ensaiada. E foram-se seguindo as exibições. O Ginásio estava minimamente apetrechado de aparelhos: espaldar. bancos, cavalo, plinto com trampolim. Mas o que me deixou admirado foi um aparelho altamente especializado: pendente do tecto estavam as Argolas.Perguntei-me quem iia exibir-se num tão difícil aparelho. Não tinha visto ninguém com a compleição física de um argolista. Então o Mestre pede atenção e anuncia: "Tenho o gosto de vos aprsentar um excelente argolsita formado no nosso Ginásio." Vi então levantar-se do lado oposto ao meu, um atleta que não identifiquei imediatamente, um quase irreconhecível Sérgio impante no seu metro e sessenta. Só a altura não mudara ,paradoxalmente parecia mais baixo por contraste com a largura de ombros a saliência dos peitorais e o volume dos bíceps. E a atitude, sobretudo a atitude. Talvez só Napoleão se tenha sentido tão grande dentro da sua pequenez E mesmo assim ponho as minhas dúvidas. Colocdo sob as argolas ainda parecia mais baixo. Temi um momento ridículo. Todo o argolista, por mais alto que seja, tem de ser auxiliado para chegar às argolas. Como é que iria ser ?. Mas foi bem. Estava tudo previsto. Tinham mobilizado um homem muito alto, vestindo canhestramente um fato de ginástica. Agarrou o António Sérgio pela cintura, lugar correcto, e levantando-o muito acima da sua cabeça, deixou-o entregue a si próprio. E o certo é que fiou muito bem entregue, o antigo tímido e inseguro empregado do Turismo tinha afinal dentro de si aquela inesperada força anímica, que lhe permitira apurar o físico de uma maeira tão profunda que lhe permitiu uma exibição perfeita. Até o “Cristo” pedra de toque desta especialidade. 0(as argolas  estariam um pouco mais juntas do que o normal,) foi perfeito. No fim fui cumprimentá-lo com umas palavras de cicunstância, sobre a força de vontade. etc., etc- Umas banalidades Mas uma grande lição , sem dúvida. O tímido e sonhador "poeta" António Sérgio dera a volta por cima.&lt;br /&gt;Espero e  desejo que não haja perdido o  SONHO!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-116040518765023504?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/116040518765023504/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=116040518765023504&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/116040518765023504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/116040518765023504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2006/10/o-argolista.html' title='O Argolista'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-115971270969105145</id><published>2006-10-01T13:56:00.000+01:00</published><updated>2006-10-03T16:46:54.303+01:00</updated><title type='text'>COMO DO PERTO SE FEZ LONGE</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma viagem frustrante.&lt;br /&gt;Princípio da década de sessenta do Século passado. Reinava Sá Viana Rebelo, e acabava eu um Documentário sobre a cultura do Café. Para tanto, deslocara-me à Vila da Gabela a cerca de quatrocentos quilómetros de Luanda, a fim de colher imagens na Fazenda Boa Entrada, uma das mais bem organizadas e produtivas de Angola. Findo ali o trabalho, rumei a Novo Redondo, Porto por onde era exportada a quase totalidade do café produzido no Amboím . Fiz ali o trabalho que tinha a fazer num Domingo e na segunda feira dispus-me a regressar a Luanda para o que tinha duas opções quanto a trajecto:  voltar para trás fazendo noventa e um quilómetros0 subindo do nível do Mar para mil metros de altitude por estrada de terra batida até à Gabela, tomando aí o caminho de Luanda, quatrocentos quilómetros já parcialmente asfaltados. Era segunda-feira, e teria quase uma semana para chegar a Luanda a tempo de filmar a inauguração da Feira Internacional de Luanda - FILDA – pelo Governador Geral,no sábado seguinte, ante-véspera do Feriado de 15 de Agosto. Na perspectiva dos noventa quilómetros maus e a subir, optei – com alguma imprudência – como pude constatar mais tarde quando já não havia remédio, optei dizia eu, pelo caminho do litoral: o mais curto. Tinha muito tempo pela frente e também muitos problemas. Mas o anseio por conhecer mais um caminho, uma nova paisagem, e uma aventura como outras que ainda iria viver por mais vinte anos, levou-me a esta ecolha.. Triste fado o meu que tanto me arrasta para a desgraça. O meu carro era uma carrinha Skoda que parecia uma Ambulância. Os garotos de Luanda troçavam dessa semelhança . Era um carro com muita estabilidade, muito baixo e batia muitas vezes nos altos e baixos dos caminhos por onde a metia. Era segunda-feira, tinha pois quatro dias.. . e cinco noites, para alcançar a Capital na sexta, véspera da abertura da Feira. Mas, já quase veterano nestas andanças, elaborei uma rota tanto quanto possível exacta naquele "Mar" que eu ainda não navegara. Assim, tomei como objectivo primeiro, a Cidade de Porto Amboím, a cerca de oitenta quilómetros de piso arenoso, segundo o que me haviam dito. Velocidade moderada, portanto. Deixei Novo Redondo na terça-feira de madrugada. A estrada não parecia má, e como estávamos no Cacimbo não havia o risco dos enterranços Mas para substituir a lama havia, e eu só o soube naquela ocasião, um pó muito branco e muito fino mais parecendo pó d’arroz que enchia os buracos tornando o caminho aparentemente liso. Entrei na primeira armadilha, uma depressão do terreno, bastante extensa, três a quatro metros recoberto pelo aludido pó. Iludido, segui à velocidade que o carro trazia, sem abrandar nada. O solavanco foi pequeno mas levantou uma nuvem de pó que quase me cegou. Andada uma meia dúzia de metros o carro foi-se abaixo e não quis pegar de novo. Assim, iniciei uma rotina que mais vezes iria utilizar. Mas eu ainda não sabia.: desmontei o filtro do ar, limpei-o rodei a chave não pegou; o da gasolina, com o mesmo resultado. Outras coisas fiz sem êxito, até que resolvi parar com as buscas da avaria , e descansei. Passado pouco tempo dei a volta à chave e o carro pegou. Já não se tratava de pó, mas apenas de qualquer coisa que no carro deixava de funcionar. Chegado a Porto Amboím procurei uma oficina, mas era hora de almoço. Quando abriu fizeram uma observação rápida ao carro que "não tinha nada" Entretanto, um garoto que ali estava esperando boleia pediu-me que o levasse até uma aldeia muito longe dali. Passei a ter um ouvinte atento às conversas solitárias que comigo próprio estabelecia durante longas horas a "omer" quilómetros. Continuei a viagem e foi-se repetindo o problema mesmo sem poeiras. Desmontei o carborador, limpei as velas, os .platinados e o distribuidor. Não houve nada do que estava ao meu alcance, em que não metesse a mão. Entretanto já não era terça-feira à muito tempo. Já tínhamos dormido duas noites sentados no banco do carro. Passáramos por uma loja de comércio isolada naquela desolada paisagem, e onde comprei um pão grande e duas garrafas de água. Tínhamos passado pelo pararelo do Farol das Três Pontas, entráramos no Parque Nacional da Quiçama. Não tiveram conta as paragens mais ou menos demoradas. E os dias iam passando. Chegara à conclusão de que: quando o carro resolvesse parar me deixasse ficar à espera, e não fizesse nada até que "ele" recuperasse, lá iria andando com muito menos desespero. Entretanto o garoto já tinha ficado pelo caminho. Ainda bem porque do pão e da água pouco restava. Já desesperava quanto à possibilidade de chegar a tempo da inauguração da Feira, quando chegou uma carrinha carregando uma vaca que o meu Amigo Bickman levava para o Matadouro de Luanda. Já trazia com ele, duas pessoas. Não me poude levar com ele. Vem a propósito dizer que este meu&lt;br /&gt;Amigo era um lemão que quase  nascera em Angola, lá fizera o Liceu, e falava um português&lt;br /&gt;impecável. Anos mais tarde sofreu uma tragédia que a seu tempo relatarei.. Pedi-lhe que me levasse para Luanda um bilhete a pedir um reboque. Logo que o carro resolveu, mais uma vez, responder tornei a andar mais uns poucos quilómetro, tantos quantos o Skoda se dignou conceder-me; muito poucos, portanto. Até que se imobilizou novamente. Nessa altura já tinha partido uma folha de mola da frente, que era transversal, o que fazia com que andasse com o chassi a roçar os pneus que de vez enquanto cheiravam a queimado. Valiam as frequentes paragens. Nem tudo é mau nesta Vida! Por agora consegui empurrar o carro para debaixo de umas arvores à beira da estrada .Verifiquei que estava a cerca de quinze quilómetros da Jangada da Muxima à beira o Quanza. Aquela iria ser a quarta noite passada parte em marcha parte a dormir, até alcançar finalmente o Sábado da minha frustração; do castigo da minha imprudência. .Era o adeus definitivo à inauguração da Feira. A dada altura ouvi o ruído d um avião ligeiro, mas não liguei, nem saí do carro. Não pedira, não precisava, nem estava à espera de apoio aéreo. Comecei a pensar no que iria fazer a seguir. Não se tratava já de lutar contra o tempo, essa luta eu já perdera ingloriamente. Naquela estrada havia pouquíssimo tráfego, a prova disso é que numa semana quase inteira, e trezentos quilómetros de caminho, apenas tinha encontrado um carro. E mesmo esse já transportava um outro "cadáver adiado" com prioridade, e não me pudera valer. Até ali não me cruzara com viv'Alma naqueles cinco tormentosos dias. Era sexta-feira. No sábado e no Domingo não haveria nenhum camionista que passasse por ali. Segunda-feira era o feriado de 15 de Agosto, pelo que, na melhor das hipóteses, só na terça-feira poderia, por ali passar alguém ou viriam antes procurar-me de Luanda. Entretanto já era sábado. Mais uma noite no banco do carro, o que não era muito grande sacrifício. Sacrifício era sim, estender as pernas na manhã seguinte. Porém as perspectivas eram negras, até porque já se acabara aquele enorme, duro e "delicioso" pão, e a água já era pouca. Resolvi enfrentar os quinze quilómetros que me separavam da Jangada do Quanza. Portanto, meter pés a caminho, deixando o material fechado dentro da carrinha, crente de que por uma estrada na qual não tinha encontrado ninguém durante uma semana inteira, não passaria um ladrão.. Peguei num bornal com o resto da água e  a faca de mato para o caso de encontrar uma lavra de mandioca, e não topar com qualquer habitante menos pacífico do Parque da Quiçama.&lt;br /&gt;E iniciei os primeiros metros a descontar nos quinze quilómetros que me separavam da Jangada da Muxima. A povoação era na outra margem e ai, talvez pudesse comunicar com Luanda, ou mesmo arranjar um carro para voltar para trás e levar o material. Tinha andado talverz duzentos ou trezentos metros quando oiço a mais celestial das músicas que já ouvira ou voltei a&lt;br /&gt;ouvir: o motor de um carro. Parei, e esperei, numa atitude de pura beatitude. Era mesmo um carro, uma carrinha cheia de gente. Vinham de Novo Redondo e iam para Luanda e dispuseram-se a levar-me ao colo, mas eu supliquei que também levassem o material que poderia ser roubado assim abandonado dentro de um carro com janelas vulneráveis. Foram tão gentis que deram volta ao carro e fomos buscar o meu material. Mas quando viram, uma mala de alumínio de 50x50x30, mais um tripé e uma malinha com uma bateria, ficaram perplexos, quiçá arrependidos de se terem deixado convencer, Claro que prescindi de tudo quanto eram&lt;br /&gt;Artigos pessoais. Lá nos encaixamos com a mala e o tripé ao colo,  como ao colo uns dos outros já íamos Nunca mais  me digam mal dos Jeovás. Vinham detradoe fazer sessões em N.Redondo e Porto Amboím e iam com a mesma missão no Domingo em Luanda. Cheguei ainda a tempo depo de ouvir os foguetes na FIL, mas já sem possibilidades de lá chegar. Foi então que soube que o avião que eu ouvira, era tripulado por um Amigo que levava o meu Pai como passageiro ( foi o seu baptismo de voo. Sobrevoaram o local onde eu estivera na véspera, por isso não me encontraram. Mas há aqui um pormenor de caricata generosidade: levavam um pacote com umas sandes e... uma garrafa de cerveja, tudo enchumaçado e embrulhado num pano encarnado. Mesmo que não rebentasse ao cair, cerveja era a última coisa que eu me atreveria a beber.&lt;br /&gt;Nimguem pensou num liquidozinho incolor e insípido, que tem inúmeros préstimos, desde apagar incêndios, lavar a cara, e até MATAR A SEDE!!! E pronto, lá cheguei são e salvo, com uma barba de oito dias e menos dois quilos descontados aos meus sessenta e cinco. Vem a talhe de foice relembrar aqui um lema que eu muito evoco mas pouco pratico: "sempre que possas escolher o caminho, não vás pelo mais curto. Vai pelo mais belo" Escolhi o mais curto. Bem feito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  tempo&lt;br /&gt;Esta hitória não é exactamente a que pretendia escrever. Não porque não seja inteirmnte verídica, mas porque desejava recordar a um grande Amigo que há não muitos anos ali nasceu,&lt;br /&gt;os locaais da sua adolescência: Cuvelo, Balabaia, Egito-Praia, Canjola com o seu Cantinho do Céu do ilusionista Karma que ali mandou construir um edifício de todo deslocado naquele ambiente, pelo volume, arquitectura e sobretudo pelo isolamento. Mas ainda bem que o fez erigir. Era provido de quartos onde se podia descansar e retemperar forças de viagens como a que relatei acima. Eu fora ali para filmar a cobertura aérea do algodão por desinfectantes, insecticídas ou notrientes. Tudo correu bem e por isso não me lembratria de a relatar. Mas agora irems, o meu Amigo e eu, desfiar recordações e saudades duma terra que nunca esquecerá a quem lá nasceu ou viveu or muitos anos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-115971270969105145?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/115971270969105145/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=115971270969105145&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/115971270969105145'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/115971270969105145'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2006/10/como-do-perto-se-fez-longe.html' title='COMO DO PERTO SE FEZ LONGE'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-115706004125700917</id><published>2006-08-31T22:33:00.000+01:00</published><updated>2006-09-10T11:42:45.320+01:00</updated><title type='text'>OS RISCOS E...OS  "XISTES"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Moçambique, 1951, quando se filmam motivos de caça, não no sentido de "caçar"” mas tão só de mostrar a vida animal – enquanto vida – podem surgir os mais inesperados incidentes, difíceis,  perigosos, ou até engraçados. Vou tentar recordar alguns, se a tanto me ajudarem estas três da madrugada sem sono. Estávamos nos Tandos de Marromeu, na Zambézia sob protecção do inexcedível gentleman e caçador que era o Gustave Guê de que já falei noutro passo. Filmávamos búfalos em que aquela região era fértil. Tempo de cacimbo, as terras que o Zambeze inundara meses antes tinham enxugado quase completamente, dando ocasião a que se formasse uma gigantesca planície, (Tando). Rodando o olhar pelos 360% não se via o fim, o que quer dizer que nos encontrávamos no centro de um círculo de quarenta quilómetros de raio, para além do qual a curvatura da Terra não deixa ver mais. Como no Mar que, quando de bordo de um navio se avista na linha do horizonte outra embarcação, começa por  se ver a mastreação e, pouco a pouco o casco vai emergindo até completar a imagem. Assimi estávamos nós, uma dezena de criaturas isoladas, como se estivéssemos noutro Planeta. Mas não. Estávamos protegidos por uma bem estruturada logística devida à competência do nosso Amigo Guê ganha ao longo dos seus mais de vinte anos de Moçambique. O nosso objectivo era filmar búfalos, como já disse. Bem avistávamos ao longe grandes manadas, e grandes, naqueles tempos, significavam milhares de animais. Para os alcançar, porém, tornava-se necessário atravessar algumas linhas de pântano, mais ou menos largas. Porém a Natureza de tudo cuida (ou quase), e fez brotar dessa lama os&lt;br /&gt; "papiros" grandes hastes fibrosas e resistentes com um tufo de plumas no topo dos seus quase dois metros. Então, basta ir dobrando à nossa frente alguns papiros para obter uma passadeira suficientemente firme para dar passagem e três ou quatro pessoas. Depois, basta andar mais dois ou três metros para o lado e construir nova ponte. Assim se fez, assim se filmaram os búfalos, conforme relato noutro escrito, e regressamos ao acampamento. Já próximo, topamos uma outra manada a que os pisteiros se lançaram , literalmente à "lançada", única forma de caça que lhes é permitida para prover ao seu sustento. Fiquei paralisado pelo espanto: meia dúzia de homens, sem dúvida destemidos, mas também pressionados pelo instinto de sobrevivência (excelente estimulante da coragem) tendo escolhido como alvo um determinado animal procuravam feri-lo com o maior número de golpes possível. Todo o resto da manada corria desnorteada procurando livrar-se daqueles loucos e, simultaneamente do companheiro ferido, inexoravelmente expulso do "convívio" dos seus.. Ainda e sempre a sobrevivência. São assim as todas as "manadas"). A luta travava-se longe de nós, por isso não nos podemos aperceber do resultado. Algum tempo depois um dos pisteiros veio muito sonso dizer ao Guê que estava um búfalo ferido não longe dali. Nunca um Caçador deixa um animal ferido, pelo perigo que representa para os humanos, como também pelo sofrimento do animal. Seguimos o pisteiro, o Guê para o abater, o meu Camarada e eu para tentar filmar a carga que o Caçador nos garantiu que o búfalo não deixaria de dar. Uma centena de metros adiante, detrás de um morro de"muchem" ( formiga de asa) surgiu o búfalo encarando-nos. Com o caçador entre nós, cada um apoiando-se num joelho, iniciamos a filmagem, esperando a carga que o Guê se encarregaria de parar antes que se esgotassem os trinta ou quarenta metros que nos separavam. Mas as nossas câmaras apenas dispunham de sessenta metros de filme cada, isto é, dois minutos. Víamos o filme e o tempo a esgotar-se, e nada de carga. Alertamos o Guê que nos disse num susurro: "vou dar-lhe um tiro para o espertar". E deu! Deu, e o búfalo caiu redondo. Consternação geral, gastáramos inutilmente grande porção do nosso precioso e caríssimo material em pura perda. Desgostoso, quiçá, envergonhado o Guê em guisa de desculpa, murmurou: "perdoem-me, mas a gente já não sabe atirar para o sítio errado!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro episódio, este perfeitamente grotesco deu-se numa outra ocasião durante uma breve pausa para descanso. Subitamente irrompe pelo meio de nós um iracundo caçador, português, só depois o soubemos, acompanhado por dois pisteiros armados, e que em alta grita se dirige ao perplexo Guê, dizendo: "je vais vou dire, dans la langue de Monsieur Lamartine, que". . . e prossegue a violenta diatribe, sempre em francês gritado, para o Guê que, com mais de vinte anos de Moçambique, talvez o compreendesse melhor em português. Depois esboça um leve cumprimento na nossa direcção e sai, iracundo como entrara. Por nós, para além de sabermos que "ele" sabia que Monsieur Lamartine falava francês, não ficámos a saber mais nada.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-115706004125700917?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/115706004125700917/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=115706004125700917&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/115706004125700917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/115706004125700917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2006/08/os-riscos-eos-xistes.html' title='OS RISCOS E...OS  &quot;XISTES&quot;'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-115705996009131339</id><published>2006-08-31T22:31:00.000+01:00</published><updated>2006-09-10T22:34:10.990+01:00</updated><title type='text'>OS DOIS ELEFANTES</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 1951, o Produtor Felipe Solms para quem eu trabalhava em Angola, chamou-me a Moçambiquie onde estava radicado, a fim de colaborar no filme "Chikuembo" com realização do&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;meu Amigo Carlos Marques., com quem já´hvia trabalhado em Lisboe e em Angola Do argumento do filme constava uma carga de elefante sobre um dos personagens. Claro que quando houvesse carga de elefante o actor não estaria lá e quando o actor estivesse, não estaria o elefante. Seria tudo uma questão de montagem mas, para isso, tornava-se necessária a obtenção de alguns planos de elefantes correndo na nossa direcção.&lt;br /&gt;O Solms que era completamente louco, mas corajoso, ainda ensaiou deitar-se no chão no caminho dos elefantes que viriam direitos a nós mas que antes de chegar junto dele seriam afastados pela gritaria que todos nós e mais os pisteiros faríamos.&lt;br /&gt;Claro que os elefantes não viriam "à carga", mas sim a fugir dos pisteiros que a gritar e a bater em latas, os perseguiam. Mas nem a Claude, Mulher do Felipe, nem nós todos concordamos com isso e ele, muito a contra gosto, lá se levantou do chão e ficou de trombas – muito apropriadamente, aliás – todo o dia.&lt;br /&gt;Mas há um pormenor importante a reter: a atitude de um elefante a fugir, é muito diferente da de um elefante a carregar. Este vem com a tromba completamente no ar, as orelhas abertas e lançar uns bramidos aterradores. Mas venham em carga ou não, com orelhas abertas ou fechdas, e "de tromba caida", ver avançar sobre nós quatro toneladas de força bruta e a uma velocidade que a passada de quase tês metros, compensa da "lentidão" de movimentos, é uma experiência que, como dizia o Vasco Santana: "é porreiro para a gente contar mais tarde" Mas há experiências menos incómodas. Para se avaliar da velocidde de um elefante andando tranquilo e pachorrento, aqui vai um exemplo: o Carlos e eu corremos desenfreadamen atrás de uma pequena manada (menos risco do que um solitário) que havia acabado de passar pachorrentamente por nós. E quando chegávamos a cerca de vinte metros deles, parávamos&lt;br /&gt;para  filmar, já eles estavam outra vez fora do nosso  alcance.&lt;br /&gt;Mas como mesmo a correr, fugir, eles por vezes vão levantando a tromba para farejar , a grande distância e detectar o possível inimigo. optou-se por provocar uma fuga na nossa direcção. Depois, na montagem se aproveitariam os bons momentos da tromba levantada. Para isso seria preciso fazer vários planos de vários elefantes. Este facto não constituiria problema dado a quantidade de manadas naquela zona da Zambézia.&lt;br /&gt;Começámos ou por outra, continuamos na nossa peregrinação pelo mato, que começava por volta das quatro da manhã e se prolongava até meio da tarde; sempre a pé e em silêncio. O que me custava muito (não o a "pé", mas o" em silêncio”)&lt;br /&gt;Finalmente o G0ustave Gué, o caçador profissional suiço qu era o nosoo guia, o nosso protector e anfitrião no seu magnífico acampamentio, encontrou um local propício. Os pisteiros tinham localizado dois elefantes num "Tando", planície, com uma parte pantanosa e com um caminho já anteriormente trilhado pelos animais. Assim a equipa colocou-se na saída mais provável dos bichos, mesmo no trilho à beira do terreno pantanoso. Aí ficou o meu camarada Alfredo Gomes que era o operador titular do filme com o Gué ao lado dele. Para um local menos provável mas ainda assim possível a noventa graus daquele, fui eu, protegido por um caçador negro muito experiente, o “Capitão” que um dia, anos antes, tinha tirado o Gué dos cornos de um búfalo ferido ganhando assim gratidão do Patrão (e a reforma).&lt;br /&gt;Pormenor de forma alguma despiciendo: o Gué estava armado com uma carabina 404, especial para elefantes. Só é usada a curta distância, mas o impacto corresponde a duas toneladas. . Reverso da meda0lha: a carabina só comporta quatro projcteis...QUATRO ! Mas dizia o caçador com muito espírito: " também tendo de atirar tão perto de que serviriam mais balas s? Não haveria tempo para os utilizar"&lt;br /&gt;Então a situação criada era a seguinte: os pisteiros espantariam os elefantes com gritos e -bater de latas. Estes correriam quase de certeza para o lado do Gué e do Alfredo que os filmaria de frente e eu apanhá-los-ia de lado correndo da minha esquerda para a direita. Se viessem direitos a mim o “Capitão” daria uns tiros para o ar para os desviar da rota e eu filmaria o que acontecesse.&lt;br /&gt;Como o vento estava de feição, os animais, - eram dois como já disse, - não nos sentiram e na fuga foram realmente direitos ao Caçador. Eu filmei tudo desde que eles entraram em campo à minha esquerda até que foram atingidos pelas balas 404.&lt;br /&gt;Foi impressionante: eles vinhm um atrás do outro com diferença de muito poucos metros, quase colados e eu tive a sensação de que tinham chocado contra uma parede invisível. Não é que tenham estacado; não, eles encolheram-se como um harmónio. Rigorosamente a frente parou de repente e os quartos traseiros ainda “andaram” reduzindo por momentos as dimensões dos animais. Foi uma imagem, não; é uma imagem que nunca mais esqueci. Fecho os olhos e volto a ver tudo com toda a nitidez. Já lá vão 51 anos.&lt;br /&gt;Fui ter com os meus colegas e olhei para os dois elefantes. Um estava a dez metros da câmara do Alfredo e ou outro ligeiramente atrás, não mais de três metros. Ambos tinham sido atingidos no mesmo ponto. Uma depressão na testa entre os olhos. O tiro dado praticamente debaixo para cima (o Gué tinha pouco mais de 1.50 m., atingiu directamente o cérebro que aliás ambos tinham expelido pela tromba.&lt;br /&gt;Não gostei do que vi. Como é fácil exterminar aqueles animais magníficos, pacíficos e de tal corpulência com uns poucos gramas de aço!&lt;br /&gt;Salva-se (?) neste caso a utilidade destas mortes. O Caçador fornecia carne para o pessoal da “Sena Sugar” a Companhia açucareira. Mas por vezes; vees demais, matam-se para obter trofeus: uma pata, os dentes, e pouco mais.&lt;br /&gt;A tempo: se bem lembro mataram-se, para este filme quatro ou cinco elefantes.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-115705996009131339?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/115705996009131339/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=115705996009131339&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/115705996009131339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/115705996009131339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2006/08/os-dois-elefantes.html' title='OS DOIS ELEFANTES'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-115705988335193024</id><published>2006-08-31T22:29:00.001+01:00</published><updated>2006-09-04T22:08:57.870+01:00</updated><title type='text'>KISSANGES NA NOITE</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; Kissanges  na noite&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Ano de 1950, Angola. Nova Lisboa. Ou antes, Huambo nome mais suave para o ouvido, apesar da pronúncia enérgica com o H aspirado tão peculiar aos Humbundos, como os "clics" o são aos Buchimanes. E foi exactamente na noite do Huambo:  a minha primeira noite sozinho, fora de Luanda, que fui surpreendido por um som plangente, repetitivo como o de um piano de poucas notas, mas mesmo assim, agradável e apelativo em que, pela primeira vez me atrevi pelo escuro da noite africana. Era uma cidade, é certo, mas as cidades do interior Angolano daquele tempo seriam vilas em Portugal - na Metrópole como então se dizia – e estavam recebendo um grande impulso de desenvolvimento tão rápido como desordenado. Esta cidade desenvolvia-se em dois braços divergentes, desde o Centro que se formara junto da Estação do Caminho de Ferro de Benguela, seguindo um pela Granja que, deixando logo no início o Paço Episcopal à direita, daí em diante, só capim, alguns eucaliptos e cedros bordejavam o traçado, - o traçado apenas - da Larga Avenida que viria a ser, a caminho do Bairro Residencial só de vivendas. Á data a que me reporto, em princípio de construção. A outra futura Avenida era paralela à Via Férrea e, tal como a Granja, parecia ter quase um quilómetro, e iria terminar perto do Palácio do Governo da Província. Foi por esta última que me aventurei na intenção de percorrer apenas duas ou três dezenas de metros. Mas foi quando já decidira voltar para trás que o som que antes me soara longínquo, se intensificou e pareceu mais perto. Arrisquei mais uns hesitantes passos pela escuridão, e aos meus olhos, agora mais habituados ao escuro, deparou-se uma imagem que jamais esqueci: iluminado pela trémula luz de uma fogueira, que mal o aqueceria, um homem muito velho, mal cobrindo o seu pobre corpo seminu com um "Cambriquito," o agasalho comum aos mais pobres dos pobres. Era o guarda de um dos vários armazéns existentes aqui e além e já condenados a breve demolição para dar lugar à futura Avenida.Por fazer frente à linha férrea, só teria casas de um lado, o que viria a granjear-lhe o título de Avenida do Colete.&lt;br /&gt;Por agora estamos ainda presos ao encantamento do som plangente que me atraíra no silêncio da noite africana. E então pude ver e ouvir de perto o kissange. Era das mãos secas daquele velho que brotava o som mágico que me guiara até ali. Quedei-me fascinado. A imagem era como que a materialização do som:  eram indissociáveis.  No silêncio e na escuridão profundos, recortado pela chama da pequena fogueira, o velho negro, de olhar vago, alheado de tudo em volta. Parecia não  dar sequer pela minha presença. segurava nas duas mãos um pedaço de madeira onde estavam cravados por um extremo umas poucas lâminas de metal, dispostas como uma mão aberta. Eram estes "dedos" irregulares, que os hábeis dedos do velho negro usavam como as teclas de um piano, fazendo-as vibrar, tirando delas os sons diferentes conformes a sensibilidade de cada  "dedo." Ali fiquei um tempo que não vivi, mergulhado num quase esquecimento. Pouco a pouco recuperei do êxtase e perguntei-me: o que faria ali, que guardaria aquele pobre velho tão frágil, junto de uma fogueira que mal o aqueceria, quase adormecido pelo som da sua própria música.?'' Como poderia ele defender um enorme armazém de porta escancarada e tão escuro e profundo, quanto era dado ver ? E o som dos kissanges acompanhou-me todo o caminho passando de uns para os outros a mensagem de nostalgia de um recém-chegado aos Trópicos. E outros armazéns se seguiram.  E outros guardas. igualmente velhos; mais cambriquitos, e sempre o som dos "kissange" adoçando a noite. E persistia ia  pergunta: que força protegia aqueles frágeis velhos e os valores à sua guarda? De onde lhes viria essa a força? Só muito mais tarde o soube: de si próprios, da sua idade, da Velhice, enfim! Do respeito pelos Velhos, tão enraizado na Cultura, nos costumes angolanos que não permitiria que alguém desrespeitasse um Velho. Em Angola o uso de "Mais Velho,"   ou  O Mais velho, são sinónimos de consideração, respeito. Também é uso dar o tratamento de Mais Velho, mesmo a quem o não seja de facto mas por ser considerado como  "O  que Sabe Mais".&lt;br /&gt;E é para mim muito triste ver o Kissange reduzido a objecto de falso artesanato para turista ver. Ao longo dos muitos anos que me permitiram correr Angola de lés a lés, muitas vezes ouvi o lamento do Kissange, mas nunca como naquela noite de mistério e nostalgia do Huambo, em 1950.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Porquê Roxa Xenaider? Ver o primeiro post de 27 de Junho.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13997355-115705988335193024?l=blogdarochet-schneider.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/feeds/115705988335193024/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13997355&amp;postID=115705988335193024&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/115705988335193024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13997355/posts/default/115705988335193024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdarochet-schneider.blogspot.com/2006/08/kissanges-na-noite_31.html' title='KISSANGES NA NOITE'/><author><name>joão silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08185985458074807481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13997355.post-115555565742160252</id><published>2006-08-14T11:39:00.000+01:00</published><updated>2006-08-14T12:40:57.843+01:00</updated><title type='text'>O senhor Angelo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antes de falar
